Politica
Consciência Negra e garantia dos direitos do povo negro são temas do “Me Conta, Brasil”
Bárbara Souza, diretora de Ações Governamentais do Ministério da Igualdade Racial, e Zara Figueiredo, secretária de Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, foram as convidadas do Me Conta, Brasil – Foto: Secom-PR
Produção da Secom aborda retomada de políticas públicas que fortalecem os direitos da população negra, a proteção da cultura quilombola e o combate ao racismo na sociedade
No mais novo episódio do videocast “Me Conta, Brasil”, o foco é lembrar e valorizar a história de luta e resistência do povo negro no Brasil. O feriado do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, em homenagem ao líder negro Zumbi dos Palmares, foi celebrado, pela primeira vez, em todos os estados e no Distrito Federal, como um chamado para que a população reflita sobre a identidade brasileira.
Instituído pela Lei 14.759/2023, o feriado do Dia da Consciência Negra é um legado do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, simultaneamente, é um convite para a população pensar coletivamente sobre o preconceito e o racismo que ainda existem na sociedade e como toda a população pode contribuir para um Brasil com mais respeito e oportunidade para todos.
“É o primeiro feriado nacional da Consciência Negra, que é uma data histórica do movimento negro de luta, de conscientização, de debates sobre as desigualdades raciais no Brasil, sobre o racismo e sobre a importância da gente ter uma política de igualdade racial como é a coordenada pelo Ministério da Igualdade Racial”
Bárbara Souza
Diretora de Ações Governamentais do Ministério da Igualdade Racial
As iniciativas do Governo Federal de fortalecer políticas públicas que retomam e aprimoram a garantia de direitos, protegem a cultura dos quilombos, incrementam o orçamento para políticas educacionais afirmativas e garantem a atenção à saúde da população negra são alguns dos temas principais do 35º episódio do programa, que foi ao ar nesta quinta-feira, 21 de novembro, e está disponível nas redes sociais e no canal do YouTube da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República.
“Essa data é para vivenciar, para as pessoas terem a consciência realmente de que o preto existe, que o preto é preto, para não deixar isso morrer. Isso é da gente e a gente existe”, celebrou Carlos Sampaio, morador de Brasília (DF), ao conversar com a equipe do “Me Conta, Brasil” nas ruas da capital federal.
Para o bate-papo, a apresentadora Keila Santana recebeu as convidadas Bárbara Souza, diretora de Ações Governamentais do Ministério da Igualdade Racial; e Zara Figueiredo, secretária de Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC). Juntas, elas explicam os esforços do Governo Federal para retomar políticas que foram descontinuadas em gestões anteriores.
“É o primeiro feriado nacional da Consciência Negra, que é uma data histórica do movimento negro de luta, de conscientização, de debates sobre as desigualdades raciais no Brasil, sobre o racismo e sobre a importância da gente ter uma política de igualdade racial como é a coordenada pelo Ministério da Igualdade Racial”, destacou a diretora Bárbara Souza. “Cabe lembrar que o dia 20 de novembro marca a morte de Zumbi dos Palmares, que é uma grande liderança quilombola, talvez o maior quilombo da nossa história, que ficou ali na Serra da Barriga, em Alagoas, um quilombo que trouxe lideranças como o Dandara, Acotirene, tantas outras referências nacionais e Zumbi também representa muito isso”, acrescentou.
ESTRUTURAÇÃO DE POLÍTICAS — O Governo Federal, por meio do Ministério da Igualdade Racial, trabalha na elaboração de políticas de igualdade racial em vários campos, tanto na composição do orçamento público para investimentos no tema, assim como uma atenção para políticas educacionais, em parceria com o Ministério da Educação. Outra frente fundamental é estruturar a saúde da população negra junto ao Ministério da Saúde. “Há várias outras políticas estruturantes, então hoje a gente tem o Ministério da Igualdade Racial que organiza essas políticas em nível nacional e fortalece a implementação dessas ações, que já tem 21 anos. A Política Nacional de Promoção da Igualdade Racial foi criada em 2003 e hoje, em 2024, comemoram-se esses 21 anos de implementação com muitos desafios, mas com muitas conquistas”, diz Bárbara Souza.
AÇÕES AFIRMATIVAS — No ano passado, foi lançada a Política de Igualdade Racial, com um pacote de promoção da igualdade racial que já tem avançado com várias ações federais que promovem o respeito à garantia do direito do povo negro no Brasil. “O Censo de 2002 no Brasil apontou que só tínhamos cerca de 2% dos universitários negros e negras no país — que tem mais da metade da população composta por pretos e pardos, o que é uma grande violência, incoerência. Então, hoje, a gente tem um avanço muito importante de 400% na presença negra nas universidades, isso obviamente impacta no que é produzido, na cara que temos dos estudos científicos, da formação profissional, e as ações afirmativas são muito importantes nesse campo”, defende Souza.
COMBATE AO RACISMO NAS ESCOLAS — A Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) tem como objetivo implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. O público-prioritário é formado por gestores, professores, funcionários e estudantes. A Pneerq abrange toda a comunidade escolar.
“Então a Pneerq e a Educação Escolar Quilombola têm sete eixos, nos quais a gente olha desde a aprendizagem da criança, mais a infraestrutura, olhando essa desigualdade entre estudantes negros e brancos, ou seja, você tem questões de formação, de infraestrutura da escola, da formação de professores”, sublinha a secretária Zara Figueiredo.
QUILOMBOS — Os quilombos eram comunidades formadas por pessoas negras que fugiam da escravidão para viver livres, preservar suas culturas e se fortalecerem. Um dos quilombos mais conhecidos foi o Quilombo dos Palmares, liderado por Zumbi. Atualmente, as comunidades quilombolas ainda existem e preservam tradições que carregam a história e identidade afro-brasileira. Os quilombos são protegidos por lei e o Governo Federal trabalha para garantir os direitos dessa parcela da população com o programa Aquilomba Brasil.
“É fundamental que haja um programa estruturado para as comunidades quilombolas no Brasil, que é um dos nossos grandes patrimônios culturais, sociais e econômicos da sociedade brasileira. O Aquilomba Brasil é um programa que se estrutura, amplia o orçamento, amplia a articulação para uma ação que já vinha sendo desenvolvida desde 2004, que era o Programa Brasil Quilombola. A gente teve algumas descontinuidades nesse período, de lá para cá, e o Aquilomba Brasil vem fortalecer e dar vigor, orçamento, maior investimento para as comunidades quilombolas”, explica a diretora Bárbara Souza.
BRASIL UNIDO – O Ministério da Igualdade Racial, em parceria com os ministérios dos Direitos Humanos e Cidadania e da Cultura, lançou um hotsite e o mapa da igualdade racial, que já conta com mais de 500 ações e eventos agendados por todo o Brasil. O mapa é uma demonstração do alcance das ações pelo país, reforçando a importância da coesão ao celebrarmos nacionalmente a memória e o legado da consciência negra para a sociedade brasileira. Além disso, a adesão às ações do mapa reforça que o esforço de combate ao racismo, por meio de reflexão no formato das mais de 500 atividades, tem se fortalecido.
O QUE É — O “Me Conta, Brasil” é uma ferramenta para dialogar com a população e divulgar informações sobre os programas do Executivo que fazem a diferença na vida das pessoas. A ideia é que o videocast seja um espaço de bate-papo para explicar como a população pode garantir os seus direitos e se beneficiar com as ações federais. A cada apresentação, dois ou mais porta-vozes de diferentes ministérios e empresas públicas devem participar do diálogo. “É nosso novo canal de comunicação. Queremos detalhar a relevância de cada ação e mostrar como esses programas de saúde, educação, segurança e moradia transformam a vida”, afirmou o ministro da Secom, Paulo Pimenta.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
CONTATOS:
ATENDIMENTO
E-mail: secom.imprensa@presidencia.
Tel.: (61) 3411-1601/1044
FOTOGRAFIA
E-mail: seaud.secom@presidencia.gov.br
Tel.: (61) 98100-1993 (apenas por mensagem via Whatsapp)
Politica
Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”
Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas
Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”
Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.
Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).
CRÉDITOS:
FOTO: Diego Campos/Secom-PR
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
-
Mulheres incriveis3 dias agoTCS lança a segunda edição do Codificadas, competição de programação exclusiva para mulheres
-
Saúde2 dias agoHOSPITAL DE OLHOS DR. RICARDO GUIMARÃES ABRE INSCRIÇÕES PARA VOLUNTÁRIOS COM ALTO GRAU DE MIOPIA PARTICIPAREM DE ESTUDO PARA NOVA LENTE EM BH
-
Saúde2 dias agoColaboradores do Hospital Cidade do Sol recebem 1ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho
-
Esporte2 dias agoVivace transforma histórias dentro e fora das quadras e se consolida como projeto de acolhimento no DF
![GIF - Banner Blog [Dia Mundial da Água] ADASA (1)](https://portalbrazilmulher.com.br/wp-content/uploads/2026/03/GIF-Banner-Blog-Dia-Mundial-da-Agua-ADASA-1.gif)



