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Quatro aprovações em 24 horas: a ofensiva conservadora na Câmara

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Em menos de 24 horas, o Congresso levou adiante quatro projetos caros à oposição mais radical ao governo Lula (PT).

Ofensiva na CCJ

Na tarde de quarta-feira, 11, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou, com 31 votos a favor e 20 contrários, um projeto de lei que prevê a contagem pública manual dos votos de 5% das urnas eletrônicas, que serão selecionadas aleatoriamente após as eleições.

Se houver discrepância em relação ao resultado oficial, prevalece o resultado da contagem pública de votos e ocorre uma nova amostragem, usando 10% das máquinas de votação. Escrito pelo deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), o texto teve endosso dos parlamentares de oposição, mas também ganhou votos no MDB, PP e União Brasil, que comandam ministérios.

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A contestação das urnas eletrônicas é uma defesa pública de Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados, que questionaram o sistema mesmo quando o ex-presidente foi eleito e semearam a desconfiança nele para tentar dar um golpe de Estado após as eleições de 2022.

No mesmo dia, a Comissão também aprovou um projeto que autoriza o uso de força própria ou policial, mesmo sem ordem judicial, para retirar invasores de propriedade, e altera os Códigos Civil e Penal para endurecer a pena desses infratores.

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O texto teve aprovação de 39 parlamentares e oposição de outros 15 e é identificado, em Brasília, como parte de um pacote contrário ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), outro alvo das lideranças conservadoras.

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Considerada a comissão permanente mais importante da Câmara, a CCJ não promulga leis. Sua função é avaliar se um projeto — seja qual for sua área — está ou não de acordo com a Constituição.

Exceto no caso de matérias consensuais, que não mobilizam o debate público, essa estrutura recebe textos já aprovados por comissões temáticas e os submete ao aval de seus integrantes antes do envio ao plenário da Casa para votação, essa definitiva, pelos 513 deputados.

Como efeito dessa importância, a presidência da comissão é historicamente disputada pelas principais bancadas do Parlamento. Desde o início de 2024, o posto é ocupado por Caroline De Toni (PL-SC), uma bolsonarista convicta — que não nega a alcunha ao pautar projetos caros ao grupo no cargo.

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Quatro aprovações em 24 horas: a ofensiva conservadora na Câmara
Jair Bolsonaro (PL): ex-presidente comemorou aprovações na Câmara | AFP

Plenário segue toada

Os deputados aprovaram ainda um projeto de lei para alterar o Estatuto do Desarmamento em flexibilização das normas de regularização de posse, porte e registro de armas por cidadãos. Entre outros pontos, o texto prevê que suspeitos que respondam a um inquérito criminal que não seja por crime hediondo ou atentado contra a vida possam adquirir armas, um aval hoje vetado pelo Estatuto.

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No Palácio do Planalto, Bolsonaro editou mais de 40 decretos para flexibilizar a comercialização de armas e munições no país e aumentar a possibilidade de registro de CACs (Caçadores, Atiradores e Colecionadores). No segundo dia de seu mandato, Lula revogou os decretos do antecessor.

Nesta quinta-feira, 12, o plenário protagonizou o quarto passo da ofensiva. Com 267 deputados favoráveis e 85 contrários, a Câmara aprovou um projeto de lei que prevê a castração química de pessoas condenadas por pedofilia.

Bolsonaro foi ao X (antigo Twitter) para celebrar a aprovação da proposta, defendida por ele na maior parte de seus 28 anos de Parlamento. “Ainda há muito a ser feito para proteger nossas crianças e devolver a segurança e a tranquilidade para os brasileiros, mas esse será um avanço importante para o nosso país”, afirmou.

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Para Lilian Sendretti, pesquisadora do Núcleo de Instituições Políticas e Movimentos Sociais do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), a sequência de aprovações “demarca espaço não só interno, no Legislativo, mas também fomenta pautas para as bases eleitorais” da direita radical.  “No caso de algumas discussões, como do armamento, a adesão se estendeu até a integrantes do Centrão”, afirmou ao site IstoÉ.

Com informações de Estadão Conteúdo.

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Fonte: IatoÉ

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Coordenadora do programa de governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques no Encontro de Mulheres do Agro

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A coordenadora do programa de governo de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, participa nesta sexta-feira (28) do Encontro Estadual de Mulheres do Agro, em Ribeirão Preto (SP).
O evento reunirá produtoras rurais, lideranças e representantes do setor para debater o protagonismo feminino no agronegócio, os desafios enfrentados pelas mulheres no campo e a importância da participação feminina na gestão, no empreendedorismo e nas decisões que impactam o desenvolvimento do setor produtivo.
Daniella Marques é administradora e executiva com ampla experiência nos setores público e privado. Foi presidente da Caixa Econômica Federal e ocupou cargos estratégicos no governo federal, entre eles a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, participando de discussões sobre desenvolvimento econômico, ambiente de negócios, investimentos e geração de empregos. Com trajetória ligada à gestão e à formulação de políticas econômicas, Daniella também atua no debate sobre os desafios estruturais do Brasil e, atualmente, é coordenadora do programa de governo de Flávio Bolsonaro.
Durante o encontro, estará disponível para atendimento à imprensa, em uma oportunidade para jornalistas conversarem sobre economia, cenário nacional, desafios do Brasil, ambiente de negócios e perspectivas para o futuro do país, além da importância do agronegócio para a geração de emprego, renda e desenvolvimento.
SERVIÇO
Encontro Estadual de Mulheres do Agro
Data: sexta-feira, 28 de agosto
Local: Taiwan Centro de Eventos – Av. Dr. Francisco Gugliano, 2710 – Royal Park, Ribeirão Preto (SP)
Participação: Daniella Marques, coordenadora do programa de governo de Flávio Bolsonaro e ex-presidente da Caixa Econômica Federal
Atendimento à imprensa: período a ser definido entre 12h às 14h
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