Politica
Governo de Goiás abre oportunidade para artesãos goianos participarem de feiras nacionais
Interessados têm até 26 de março para apresentarem documentos e efetivarem suas inscrições. Lista definitiva de selecionados será divulgada em 16 de abril
O Governo de Goiás, por meio do Goiás Social, Secretaria da Retomada e Coordenação Estadual de Artesanato, anunciou a abertura do processo seletivo para artesãos interessados em participar de importantes feiras nacionais do setor em 2025. O edital de chamamento público foi publicado no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (24/2), e retificado na terça-feira (25/2). O documento estabelece critérios para seleção dos representantes goianos.
Entre os eventos confirmados estão o 19º Salão do Artesanato de São Paulo, que ocorrerá entre os dias 21 e 25 de maio de 2025, no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, e a 25ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), que será realizada de 9 a 20 de julho de 2025, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE). Os artesãos selecionados terão a oportunidade de expor seus trabalhos em espaços coletivos organizados pelo Governo Estadual.
O prazo para inscrições vai até 26 de março, quando os interessados devem apresentar seus formulários e documentos exigidos. A lista definitiva dos selecionados será divulgada em 16 de abril. Os documentos podem ser entregues presencialmente, em envelope lacrado na Secretaria da Retomada, localizada no Palácio Pedro Ludovico Teixeira, Rua 82, nº 400, 2º andar, Setor Central, Goiânia (GO) – CEP: 74.015-908; de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h; ou por e-mail, para o endereço artesanato.sretomada@goias.gov.br, das 00h00 de 24/2/2025 até as 00h59 de 26/2/2025.
A iniciativa faz parte do programa Goiás Feito à Mão 2025, uma iniciativa do Goiás Social lançada recentemente pelo Governo do Estado para fortalecer o segmento. A estratégia busca ampliar a presença dos artesãos goianos no mercado, promovendo a identidade cultural local e incentivando a economia criativa.
“O Governo de Goiás não mede esforços para apoiar e incentivar o artesanato goiano. O Goiás Feito à Mão é uma estratégia fundamental para garantir visibilidade, apoio e novas oportunidades para os artesãos em 2025”, afirma o secretário da Retomada, César Moura.
Importância
O artesanato é um dos pilares da cultura goiana. O setor também tem grande impacto na economia, gerando renda e oportunidades para milhares de famílias. A garantia de participação de feiras nacionais é uma política pública que incentiva e cria a oportunidade para que os artesãos tenham contato direto com o público consumidor e estabeleçam parcerias comerciais, além de possibilitar a troca de experiências com profissionais de outras regiões do país.
Fotos: Retomada
Legenda: Com o apoio do Governo de Goiás, artesanato goiano ganha destaque em feiras nacionais
Secretaria da Retomada – Governo de Goiás
Politica
Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”
Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas
Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”
Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.
Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).
CRÉDITOS:
FOTO: Diego Campos/Secom-PR
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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