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Raízes do Sertão chega ao Recanto das Emas neste fim de semana
Raizes Do Sertão – São Sebastião – Fotos por @werryrodrigues2
| A programação, que tem entrada gratuita, conta com atividades para todos os gostos e idades. Confira como participar
O projeto Raízes do Sertão, que leva a cultura nordestina a diversas regiões do Distrito Federal e Entorno, chega neste fim de semana ao Recanto das Emas. Com entrada gratuita, a programação, que homenageia o Ceará, conta com atividades para toda a família. O evento acontece em frente à Administração Regional da cidade. Conheça as atrações: No sábado, 29 de março, as festividades começam às 17h, com o Grupo Mamulengo Presepada, com uma apresentação que promete agitar a criançada. A seguir, Os 3 Candangos e o Grupo Resenha de Amigos sobem ao palco. No domingo, 30, o evento começa mais cedo, às 16h, com uma homenagem aos mestres da cultura nordestina. Logo após, o público recebe a Quadrilha Arcanjos do Cerrado, Fêfêzinho di Brasília e o Trio Siridó. O Raízes do Sertão é uma criação da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), e conta com o apoio do Instituto Brasil Sapiens. O evento tem entrada gratuita, mas é preciso retirar ingresso no Sympla (Link). Além das atrações musicais, o evento vai receber também diversos comerciantes locais, com praça gastronômica, feira de artesanato e muito mais, gerando oportunidades para moradores locais, impulsionando a economia criativa por meio da valorização de artesãos, microempreendedores da gastronomia e artistas regionais. O projeto O “DF Raízes do Sertão”, oferece uma rica combinação de apresentações culturais, shows musicais, danças e manifestações populares, que celebram a vibrante herança nordestina. A iniciativa segue até o dia 13 de abril, passando ainda por Planaltina e Plano Piloto. Para mais informações, siga o Instagram @raizesdosertaodf. Serviço: Projeto DF Raízes do Sertão Data: 25 de janeiro a 13 de abril Mais informações: raizesdosertaodf e Raízes do Sertão – Recanto das Emas – Sympla. Calendário: Recanto das Emas – Ceará 29 e 30 de março Planaltina – Paraíba 05 e 06 de abril Plano Piloto – Mestre Teodoro Freire 12 e 13 de abril
Raiane Wentz |
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Acampamento Terra Livre inicia atividades do Abril Indígena, em Brasília (DF)
A programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, além de apresentar respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia.
Considerado um mês de mobilização nacional, resistência e visibilidade para os povos indígenas do país, o Abril Indígena tem início com a realização do Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF). Com o tema “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, o ATL 2026 ocorrerá entre os dias 5 e 11 de abril, no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte). A mobilização é uma iniciativa da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB).
Em sua 22ª edição, a programação destaca as ameaças aos territórios indígenas e aos povos originários, ao mesmo tempo em que apresenta respostas à crise climática e ao fortalecimento da democracia. A mobilização está dividida em cinco eixos: A Resposta Somos Nós; Nosso Futuro Não Está à Venda; Nossa Luta Pela Vida!; Terra Demarcada, Brasil Soberano e Democracia Garantida; e Diga ao Povo que Avance!.
No dia 6 de abril, lideranças de todas as regiões do país debaterão a violência vivida durante a ditadura militar na plenária “Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas”. A mesa é organizada pelo Fórum Memória, Verdade, Reparação Integral, Não Repetição e Justiça para os Povos Indígenas, iniciativa que tem como propósito ampliar o debate público sobre a justiça de transição para os povos originários e, principalmente, formular uma proposta de instituição de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade (CNIV).
No dia seguinte, a programação será marcada pela marcha “Congresso inimigo dos povos: nosso futuro não está à venda”. Em 2026, ao menos seis propostas anti-indígenas tramitam no Congresso Nacional, como a PEC 48 (Marco Temporal); PDLs contra demarcações (717/2024, 1121/2025, 1126/2025 e 1153/2025); o GT de Mineração em TIs; o PL 6050/2023 (Exploração Econômica); e o PL 6093/2023 (PL do Agro).
Já no dia 8, o movimento indígena fortalece sua atuação em espaços internacionais como parte de uma estratégia política de resistência e articulação, na plenária “Do território tradicional ao cenário global: o movimento indígena brasileiro na luta socioambiental”. Além da mesa, a APIB também promoverá um encontro entre lideranças indígenas e embaixadas, bem como um encontro de comunicadores indígenas da Guatemala e do Brasil.
As eleições de 2026 também farão parte dos debates do Acampamento Terra Livre, na mesa “Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós”. A plenária ocorrerá no dia 9 e leva o nome do manifesto publicado pela APIB no ano passado, no qual reafirma o compromisso de seguir com a Campanha Indígena e o projeto de aldeamento da política. “Não existe agenda climática sem protagonismo político indígena”, diz trecho da carta.
Além da Campanha Indígena, o dia 9 será marcado pela marcha “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”. Segundo a APIB, até o mês de março deste ano, cerca de 76 Terras Indígenas estão prontas para serem homologadas e aguardam apenas a assinatura do presidente Lula. Outras 34 dependem do ministro da Justiça para a emissão da portaria de declaração.
A programação do acampamento se encerra com a plenária e a leitura do documento final, no dia 10 de abril. Os dias 5 e 11 serão reservados para chegada e retorno das delegações aos seus territórios. Acesse a programação completa aqui: Link .
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) lançou uma campanha de arrecadação para o acampamento. Para contribuir, basta acessarhttps://www.
Sobre o ATL
Há 22 anos, o ATL reúne, na capital federal, milhares de lideranças indígenas das cinco regiões do país para denunciar violações de direitos, incidir sobre o poder público e defender seus territórios.
No ano de 2025, o ATL reuniu mais de 9 mil indígenas em Brasília. Com o tema “APIB somos todos nós: em defesa da Constituição e da vida”, a mobilização celebrou os 20 anos de luta e conquistas da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil.
Em sua carta final, o acampamento reforçou a defesa dos direitos territoriais e o protagonismo indígena na agenda climática global. “Nossa ciência e sistema ancestral, expressos na agroecologia, nas economias indígenas, na gestão coletiva dos territórios e na nossa relação espiritual com a Mãe Natureza, preservam a biodiversidade, todas as formas de vida, incluindo os mananciais, e sustentam sistemas alimentares saudáveis e equilibrados. Por isso, demandamos a retomada imediata das demarcações de todas as terras indígenas no Brasil como uma política climática efetiva, além do financiamento direto para a proteção integral dos nossos territórios e dos nossos modos de vida.”
Sobre a APIB
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) é uma instância de referência nacional do movimento indígena, criada de baixo para cima. Ela reúne sete organizações regionais indígenas (Apoinme, ArpinSudeste, ArpinSul, Aty Guasu, Conselho Terena, Coiab e Comissão Guarani Yvyrupa) e foi criada para fortalecer a união dos povos indígenas, a articulação entre as diferentes regiões e organizações, além de mobilizar contra ameaças e agressões aos direitos indígenas.
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