Politica
Doutora Jane celebra 25 anos da Liga de Quadrilhas Juninas e reforça compromisso com a cultura popular
Com um discurso emocionante e a energia de quem honra suas raízes, a deputada distrital Doutora Jane (MDB) protagonizou, nesta quarta-feira (21), a sessão solene que celebrou os 25 anos da Liga Independente de Quadrilhas Juninas do Distrito Federal e Entorno (LINQDFE) na Câmara Legislativa.
Na chegada ao auditório, a parlamentar abraçou os representantes das quadrilhas, desejando sorte e muita alegria para a temporada:
“Quero desejar a todos vocês muita sorte no circuito, que possam se divertir muito também e fazer a gente se divertir e sorrir”, disse, emocionada.
Mais do que uma homenagem, a solenidade foi um ato de reconhecimento à força da cultura popular e ao papel transformador das quadrilhas nas comunidades do DF. Como madrinha da Liga, Doutora Jane reforçou seu compromisso com o movimento junino, destacando a importância de apoiar quem mantém viva essa tradição.
Emocionada, ela completou:
“Vocês enchem nossos corações. Vocês são a cultura viva do DF. Me sinto honrada em contribuir com vocês. Essa potência de vocês me contagia e me alimenta”, arrancando mais uma vez o carinho e o reconhecimento do público presente com aplausos.
Desde o início do mandato, a parlamentar tem atuado como uma das principais defensoras da cultura junina, aproximando instituições e garantindo apoio concreto aos grupos. A mais recente conquista dessa articulação é a parceria com o Senac-DF, que neste sábado (24) promove um workshop de automaquiagem junina, fruto direto da atuação de Doutora Jane em prol da qualificação e valorização dos quadrilheiros e quadrilheiras.
Durante a solenidade, o gestor comercial do Senac, Alexandre Chiarelli, fez questão de ressaltar:
“Quero parabenizar a deputada Doutora Jane por demonstrar esse compromisso com a cultura e com vocês. O Senac vai continuar sempre à disposição. É muito especial e importante fazermos parte disso”.
Na oportunidade, Doutora Jane também agradeceu ao diretor regional do Senac-DF, Vítor Corrêa, que não pôde estar presente, mas enviou o representante para prestigiar a solenidade.
O representante do Sesc, Gustavo Beier, também reforçou o apoio à cultura popular:
“É um grande prazer ter vocês, representantes das quadrilhas juninas, participando das nossas festas no Sesc. Fico muito feliz com todo esse movimento”, afirmou.
Um dos momentos mais marcantes do evento foi o depoimento emocionado do presidente da LINQDFE, Márcio Nunes, que destacou a trajetória e a força do movimento:
“A Liga é garra, é amor. É muito bom ver os quadrilheiros sendo bem recebidos e valorizados. Tivemos muitos desafios, mas também muitas conquistas. Temos várias quadrilhas campeãs. O DF é uma potência. A gente faz tudo com muito carinho e amor. Estou desde a fundação da Liga, há 12 anos na gestão, e nunca vi ninguém acreditar tanto nesse movimento como a senhora acredita, deputada. Quero agradecer demais pelo seu apoio”.
O encerramento foi marcado por um momento de muita emoção: o tradicional marcador de quadrilha, Waguinho, entoou um grito de guerra que arrepiou o auditório e emocionou a todos, especialmente Doutora Jane, que se despediu reforçando seu compromisso:
“Contem comigo. A cultura popular sempre terá no meu mandato uma voz firme, presente e comprometida”.
Os representantes de cada quadrilha também foram agraciados com moção de louvor da sessão solene.
Fonte: Ascom Deputada Dra. Jane
Politica
Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional
SAÚDE
Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto
O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”
Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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