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Ministra Márcia Lopes apresenta ações dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher

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Márcia Lopes adiantou que o Ministério das Mulheres realizará uma série de ações ao longo dos 21 dias, incluindo entrevistas, performances de rua e atividades nas ruas, onde equipes irão conversar diretamente com as mulheres e promover diálogo sobre prevenção e enfrentamento à violência. Foto: Daniel Hiroshi/EBC

Titular da pasta das Mulheres foi entrevistada nesta quarta-feira (19) no programa Bom Dia, Ministra. Campanha mundial tem início nesta quinta (20) e busca ampliar a conscientização sobre violência de gênero e fortalecer políticas públicas de proteção e direitos das mulheres

Entrevistada no Bom Dia, Ministra desta quarta-feira, 19 de novembro, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, pediu engajamento dos estados na campanha mundial “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, que começa nesta quinta-feira (20). A iniciativa reforça a prevenção, a reflexão e a ampliação de políticas de proteção às mulheres.
“Teremos os 21 dias de ativismo pelo fim da violência e racismo contra as mulheres. Começa amanhã, no Dia da Consciência Negra, e vai até 10 de dezembro. Nesta semana, reunimos as assessorias de comunicação e fizemos um apelo para que não só Brasília e o Ministério das Mulheres coordenem atividades nesse período, mas para que todos os estados façam isso, de acordo com as suas realidades”, pontuou.
Teremos os 21 dias de ativismo pelo fim da violência e racismo contra as mulheres. Começa amanhã, no Dia da Consciência Negra, e vai até 10 de dezembro. Nesta semana, reunimos as assessorias de comunicação e fizemos um apelo para que não só Brasília e o Ministério das Mulheres coordenem atividades nesse período, mas para que todos os estados façam isso, de acordo com as suas realidades”

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Márcia Lopes, ministra das Mulheres
A ministra adiantou que a pasta realizará uma série de ações ao longo dos 21 dias, incluindo entrevistas, performances de rua e atividades nas ruas, onde equipes irão conversar diretamente com as mulheres e promover diálogo sobre prevenção e enfrentamento à violência.
DIA M – Um dos destaques será o Dia M: Mulheres, Mobilidade e Mais Respeito, em 2 de dezembro, dedicado ao enfrentamento da importunação sexual nos transportes públicos. A ação reforça que o respeito às mulheres deve estar garantido também nos espaços de circulação cotidiana. “Vamos realizar reuniões online e cada estado vai fazer uma grande programação. Nós temos cartazes e materiais que estão sendo enviados para todos os estados marcando esses 21 dias de ativismo”.
AGENDA – Durante os 21 dias, a programação inclui campanhas digitais, ações públicas, projeções em prédios e divulgação de serviços, como o Ligue 180, que completa 20 anos no dia 25. Os eixos incluem enfrentamento à violência doméstica e sexual, combate ao feminicídio, promoção da saúde, políticas de cuidado e igualdade de gênero e racial.
CONGRESSO NACIONAL – No dia 29 de novembro, está prevista uma projeção de imagens no prédio do Congresso Nacional, em Brasília, em alusão à campanha, reforçando a mensagem de que o enfrentamento à violência contra as mulheres é uma pauta de Estado e de toda a sociedade. No Brasil, a campanha “21 Dias de Ativismo” é mobilizada pela ONU Mulheres desde 2003 e dialoga com iniciativas em diversos países.

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As datas que compõem a campanha são:
20 de novembro – Dia da Consciência Negra;
25 de novembro – Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres;
1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à AIDS;
2 de dezembro – Dia M: Mulheres, Mobilidade e Mais Respeito;
3 de dezembro – Dia Internacional das Pessoas com Deficiência;
6 de dezembro – Dia dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres (campanha do Laço Branco);
10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

 

 

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PARIDADE NA POLÍTICA – Sobre a participação feminina na política, Márcia Lopes afirmou que o avanço depende de “luta contínua, convencimento e boa legislação”. Ela defendeu paridade nos cargos eletivos e maior presença feminina em espaços de direção, como tribunais, empresas e universidades. “Não é só ter igualdade salarial. É ampliar a possibilidade de assumir os cargos de direção. Seja no parlamento, seja nas empresas, seja no setor privado, público, nas igrejas, em todos os lugares”.
REDES SOCIAIS E CRIANÇAS – Para a ministra, o trabalho de conscientização em relação ao papel das mulheres na sociedade deve considerar o ambiente digital e começar na infância. “Queremos parceria com a Unesco para alfabetização digital e inclusão das mulheres nas redes. Se nós mudarmos a visão das crianças, daqui a alguns anos nós teremos uma outra sociedade. Uma sociedade democrática, uma sociedade com igualdade de gênero”.
POLÍTICAS PÚBLICAS – Márcia Lopes reforçou que as políticas públicas devem garantir igualdade de gênero, de modo que a sociedade brasileira seja cada vez mais justa. “São 110 milhões de mulheres e meninas no Brasil. E nós temos a responsabilidade de articular todas as políticas públicas em defesa da igualdade de gênero. Isso não significa disputa, significa ter o lugar de direito das mulheres, seja do ponto de vista das relações sociais, da convivência, da escolha das profissões e da integridade física”, afirmou.
“Essa é uma luta árdua de uma sociedade de classes. É uma luta de uma sociedade que ainda discrimina a mulher, embora a mulher já tenha provado há muito tempo que ela pode e tem capacidade de estar em todos os espaços, com muita competência, com muita dedicação e com muita determinação”, concluiu a ministra.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram nesta quarta-feira (19/11) a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC); Rádio CBN, de Belém (PA); Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre (RS); Rádio Verdinha, de Fortaleza (CE); Rádio Apripê FM, de Aracaju (SE); Portal Tribuna Norte e Leste, de Vitória (ES); e Rádio Hora, de Campo Grande (MS).
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Politica

DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025

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Programa Alfaletrando impulsiona avanço de seis pontos percentuais no índice de crianças alfabetizadas e reforça acompanhamento pedagógico nas escolas públicas

Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país.

Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas.

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De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública.

Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede.

Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas.

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“Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço”, ressalta.

Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedágogicas

Impacto real

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Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%.

A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.”

Michele Rodrigues Alves: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula”

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A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas.

Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.”

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Conexão com as famílias

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Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: “A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes”

Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata.

Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma.

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Alan de Oliveira: “Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”

Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”

CRÉDITOS:

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Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Matéria: Jak Spies, da Agência Brasília

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