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Mulheres podem se inscrever para curso de mecânica no Detran-DF

Publicado em

Zélia Ferreira

Aulas começam na segunda-feira (8) e, para participar, precisa ter CNH válida e fazer a inscrição presencialmente na Escola Pública de Trânsito

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal está com inscrições abertas para o curso Noções de Mecânica para Mulheres. As aulas acontecerão no prédio da 906 Sul, de 8 a 12 dezembro, das 8h15 às 11h45.

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A capacitação é destinada a mulheres habilitadas que queiram atualizar os conhecimentos básicos sobre o funcionamento de veículos. O curso é gratuito e tem duração de 20h/a.

A inscrição dever ser realizada presencialmente na Escola Pública de Trânsito, localizada na 713/913 Sul, com agendamento prévio pelo aplicativo Detran-DF Digital ou pelo Portal de Serviços do Detran-DF (portal.detran.df.gov.br). Para se inscrever, é necessário apresentar a Carteira Nacional de Habilitação válida.

Serviço

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O que: Curso Noções de Mecânica para Mulheres
Quando: 8 a 12/12, das 8h15 às 11h45
Onde: Aulas no prédio da 906 Sul e inscrição na Escola Pública de Trânsito (SEPS – 713/913 Sul – Bloco D – Ed. Detran-DF)

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O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

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Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas

A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.

A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.

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Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal

“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.

Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.

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Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.

“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.

A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.

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“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, concluiu.

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