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Saúde

IgesDF promove seminário multiprofissional sobre saúde da mulher

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Encontro reúne especialistas no Hospital Regional de Santa Maria para discutir desafios e cuidados femininos em diferentes fases da vida
Por Talita Motta
A saúde da mulher envolve diferentes fases, necessidades e desafios ao longo da vida. Com o objetivo de ampliar o olhar sobre esse cuidado e fortalecer a atuação integrada entre profissionais, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) sediou, nesta terça-feira (10), o I Seminário Multiprofissional de Saúde da Mulher – Da Menarca à Menopausa.
A iniciativa reuniu profissionais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), especialistas convidados, estudantes e gestores em uma programação de dois dias dedicada à troca de experiências e à discussão de práticas baseadas em evidências. O evento segue nesta quarta-feira (11) e busca estimular reflexões que ultrapassem o olhar tradicional sobre o cuidado em saúde feminina.
Idealizado pelo Serviço do Centro Obstétrico do HRSM, o seminário nasceu com a proposta de integrar diferentes áreas do conhecimento na assistência à mulher. Para a chefe do serviço e idealizadora do evento, Priscila Pinheiro, o cuidado feminino exige, cada vez mais, uma abordagem multiprofissional.
“Esta jornada foi preparada pensando que, no nosso dia a dia, acompanhamos muitas vidas, grande parte delas femininas. Antes, esse olhar era mais restrito à medicina e à enfermagem, mas hoje envolve fisioterapia, psicologia, serviço social, entre outras áreas”, destaca.
Durante a abertura do evento, o superintendente do HRSM, Diêgo Figueiredo, enfatizou a importância de compreender a saúde da mulher de forma ampla e integrada.
“A ginecologia e a obstetrícia são especialidades que têm o privilégio de acompanhar diferentes fases da vida da paciente. A mulher adolescente, a gestante e a mulher na terceira idade vivem realidades muito distintas. Mas há um ponto que conecta todas essas fases: a saúde mental. As demandas psicológicas estão presentes em todos esses momentos e precisam ser acolhidas para que o cuidado seja realmente integral”, ressalta.
Diversos temas ao longo do dia
O primeiro dia do seminário contou com uma programação diversificada, abordando diferentes aspectos da saúde da mulher ao longo da vida.
Pela manhã, os debates foram voltados à puberdade, com temas como alterações fisiológicas, educação sexual, autoconhecimento e gravidez na adolescência. Também foram discutidos aspectos relacionados à saúde mental nessa fase, a garantia de direitos da criança e do adolescente e a prevenção e condução de situações de abuso ou assédio, considerando os impactos psicossociais e institucionais.
No período da tarde, a programação abordou rotinas de cuidado com a saúde feminina, incluindo consultas, exames de rotina e métodos contraceptivos. Também foram discutidas doenças que afetam a saúde da mulher e seus tratamentos, além da influência da nutrição na fertilidade e dos cuidados com a saúde íntima feminina.
A agenda seguiu com debates sobre gestação, abordando temas como a fisiologia da gravidez, as diferenças entre gestação de alto risco e risco habitual, a saúde cardiovascular no ciclo gravídico-puerperal e condições endocrinológicas durante a gestação. O uso seguro de medicamentos nesse período também foi discutido, seguido por um momento de troca de experiências entre especialistas.
Para a fisioterapeuta do ambulatório do HRSM, Vanessa Almeida, o seminário tem sido uma oportunidade importante de aprendizado e atualização profissional. “Estou achando muito interessante. As palestras têm sido muito ricas e estão agregando bastante conhecimento. Amanhã não poderei participar presencialmente, mas pretendo acompanhar a programação de forma online”, observa.
Fortalecimento da assistência à mulher
De acordo com a gerente da maternidade do HRSM, Ivonete Rodrigues, o seminário representa um momento relevante de fortalecimento das equipes e da assistência à saúde na região.
“Muitas vezes, nós mulheres nos sentimos desamparadas em determinadas situações. Por isso, reunir profissionais qualificados para compartilhar conhecimento e esclarecer dúvidas é fundamental para aprimorar cada vez mais o cuidado oferecido”, pontua.
O primeiro dia do evento contou ainda com a presença de diversas lideranças do IgesDF, entre elas o gerente-geral de Assistência, Danillo Carvalho; o diretor clínico, Thiago Martins; o chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Manoel Alves; a gerente multiprofissional, Luciana Guimarães; e a gerente de enfermagem, Jussara Bonlandim.
Também participaram a representante da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermagem Obstétrica do Distrito Federal (Abenfo-DF), Lídia Peres, e o conselheiro do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito), Júlio Peles.
O seminário conta com o apoio do Núcleo de Educação Permanente (Nudep) e do Núcleo de Tecnologias Educacionais (Nuted). A transmissão completa do primeiro dia está disponível no canal do IgesDF no YouTube. Quem desejar participar presencialmente do segundo dia do encontro ainda pode realizar a inscrição por meio do formulário disponível.
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Saúde

CAMPANHA ALERTA PARA DOENÇA CAUSADORA DA PRINCIPAL CEGUEIRA IRREVERSÍVEL NO MUNDO

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         O glaucoma é uma doença ocular perigosa que, infelizmente, não recebe a devida atenção no Brasil. A Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) estima mais de 900 mil brasileiros com o problema, conhecido por provocar cegueira irreversível. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) alerta que o risco se torna cada vez maior com o envelhecimento. A probabilidade sobe para 2%, a partir dos 40 anos e, para 6%, aos 70, sendo que, negros e pardos estão entre os mais acometidos – em uma chance de 3,8% contra 2,1% em brancos.

 

Os dados do CBO registram que, entre 2019 a 2023, mais de 300 mil brasileiros foram acompanhados e tratados para que não perdessem suas visões de maneira definitiva. O gestor de Comunicação e Marketing, Gleidson Franco, convive com o glaucoma, sendo um hereditário. Ele foi informado previamente sobre o risco por familiares, mas não levou os avisos a sério, até que, durante uma consulta de rotina em 2021, recebeu o diagnóstico, sem nunca ter apresentado sinais.

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Segundo a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, a ocorrência apresenta sintomas tardios, atrapalhando o diagnóstico precoce. “A condição requer atenção e apresenta sintomas como perda gradual da visão periférica, visão turva e-ou embaçada de forma súbita, presença de halos ao redor das luzes, dor intensa, vermelhidão e náuseas”, explica.

 

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O grande risco está na cegueira, que, diferentemente da catarata, é irreversível, sendo a principal causa de perda de visão no Brasil e no mundo. A situação decorre, sobretudo, devido à falta de conhecimento sobre os riscos da doença e, claro, o não costume dos brasileiros em consultarem um oftalmologista.

 

O glaucoma não tem cura. As alternativas de tratamento são o uso de colírios – aplicados ao longo de todo o dia – ou a cirurgia Selective Laser Trabeculoplasty (SLT) para reduzir o uso de colírios ou eliminar a necessidade de forma total, proporcionando maior conforto. Juliana afirma que o processo é considerado rápido e indolor, contudo também requer acompanhamento médico.

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Gleidson começou usando colírio, mas com o baixo efeito, descobriu a alternativa do SLT. A consulta e conversa com um oftalmologista de confiança permitiram entender os benefícios e optar pela cirurgia. A intervenção não dura mais de 20 minutos e não o impediu de retomar a rotina, rapidamente, já que não requer internação. A prevenção garante maior qualidade de vida e longevidade da saúde ocular.

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