Politica
Restaurante adota escala 5×2 e testa novo modelo de gestão de jornada no setor de alimentação
Implementação prioriza qualidade de vida dos colaboradores e eficiência operacional; grupo pretende expandir modelo para todas as unidades até 2026 sem aumento de quadro de pessoal
A cadeia de restaurantes Gurumê iniciou a implementação da escala de trabalho 5×2 — modelo no qual o colaborador trabalha cinco dias e descansa dois consecutivos — em seis unidades da rede. A iniciativa começou como projeto piloto em junho de 2025 na unidade do Rio Sul, no Rio de Janeiro, e foi posteriormente expandida para outras operações, incluindo Brasília. A empresa afirma que a mudança foi motivada principalmente pela busca de melhor qualidade de vida para os colaboradores, além de ganhos de eficiência na gestão de pessoas.
A adoção do modelo ocorre em paralelo ao debate legislativo sobre jornadas de trabalho no país. Embora ainda não exista obrigatoriedade legal para a escala no setor de alimentação fora do lar, a rede decidiu antecipar a discussão e testar o formato em suas operações.
Restaurantes operam sob uma lógica distinta de setores tradicionais da economia. A maior parte do faturamento se concentra em noites e fins de semana, o que historicamente leva a escalas fragmentadas e jornadas irregulares.
Esse modelo de trabalho contribui para níveis elevados de rotatividade e dificuldades de retenção de profissionais qualificados — um desafio recorrente em toda a indústria de alimentação fora do lar.
Nos últimos anos, empresas do setor passaram a revisar políticas de jornada e benefícios como parte de estratégias de gestão de talentos e sustentabilidade operacional, buscando reduzir custos de turnover e melhorar a experiência do funcionário.
Detalhes da implementação
No Gurumê, a escala 5×2 foi inicialmente proposta por Flávio Fernandes, Restaurateur da unidade Rio Sul da rede e apresentada à liderança do grupo e às áreas internas de Jornada e Gente & Gestão, que aprovaram a realização de um piloto operacional.
Como os restaurantes registram picos de movimento aos fins de semana, o modelo adotado pela rede distribui as folgas ao longo da semana, garantindo dois dias consecutivos de descanso sem comprometer a operação.
“Nos restaurantes, os dias de maior faturamento são justamente os fins de semana. Organizamos a escala para que os colaboradores tenham dois dias seguidos de descanso durante a semana, mantendo a cobertura nos períodos de maior movimento”, afirma Wilkys Ohara, Restauranter da unidade ParkShopping.
Segundo ele, o principal objetivo da mudança foi melhorar a qualidade de vida dos profissionais.
“A motivação foi olhar para o bem-estar do colaborador. Com dois dias consecutivos de descanso, o profissional consegue se recuperar melhor fisicamente e mentalmente, além de organizar sua vida pessoal, estudos e compromissos familiares.”
De acordo com a empresa, a implementação do novo modelo ocorreu sem aumento do QLP (quadro de lotação de pessoal). A reorganização das escalas foi feita por meio de ajustes na gestão de jornada e redistribuição de turnos.
Internamente, a rede afirma observar sinais de melhoria em indicadores de clima organizacional, além de menor queda de desempenho ao final das jornadas de trabalho.
Indicadores operacionais
A unidade do Gurumê no ParkShopping, em Brasília, registra indicadores relevantes desde sua abertura, em 2024. Em aproximadamente dois anos de operação, o restaurante:
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Serviu mais de um milhão de pratos
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Atendeu mais de 187 mil clientes atendendo mais de 140 mil pedidos
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Gerou 90 empregos diretos
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Movimentou 110 empregos indiretos na cadeia de fornecedores e serviços
Segundo a empresa, a nova escala contribui para reduzir a queda de produtividade ao final das jornadas e para manter níveis mais consistentes de atendimento ao cliente.
Além dos efeitos operacionais, a empresa afirma que o modelo vem apresentando resultados positivos na área de recursos humanos, especialmente em satisfação interna e retenção de profissionais.
A lógica é simples: jornadas previsíveis e dois dias consecutivos de descanso permitem que funcionários planejem compromissos pessoais, estudos e atividades familiares com maior antecedência.
“Quando as escalas ficam mais equilibradas, os profissionais conseguem organizar melhor sua vida fora do trabalho. Isso aumenta a satisfação com a empresa e reduz o turnover”, afirma Ohara.
Atualmente, cinco unidades do Gurumê já operam com o novo formato de jornada. O grupo pretende ampliar gradualmente o modelo para todas as casas da rede até o final de 2026, caso os resultados operacionais e de gestão de pessoas se mantenham positivos.
A iniciativa busca criar um padrão de jornada que combine previsibilidade para os colaboradores e estabilidade operacional para as unidades.
Se confirmados os ganhos de produtividade e retenção, a experiência pode servir como referência para outras operações do setor de alimentação fora do lar, que buscam equilibrar performance econômica, gestão de pessoas e qualidade de serviço.
Gurumê – onde a gastronomia japonesa encontra a alma brasileira.
O Gurumê é um consagrado restaurante de culinária oriental contemporânea, conhecido por sua qualidade excepcional e ambiente sofisticado. Com uma variedade de pratos deliciosos e uma experiência gastronômica única, o Gurumê conquista o paladar de seus clientes em todo o país.
Em dois anos de operação, a unidade do ParkShopping serviu mais de um milhão de pratos, gerando 90 empregos diretos e 110 empregos indiretos, atendendo mais de 187 mil pessoas.
Canais oficiais:
Site: www.gurume.com.br
Instagram: @gurume_oficial
Aplicativo: Gurumê (App Store e Google Play)
Gurumê Brasília
Onde: ParkShopping Brasília-Setor de Áreas Isoladas (SAI/SO) Área 6580-Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA Sul) Brasília – DF
Horário de funcionamento:
De segunda a quinta das 12h às 23h
Sexta e sábado, das 12h às 00h
Domingo, das 12h às 22h
Reservas: (61) 3550-4055
Crédito: João Macêdo/Agência MiThi
Legenda: Equipe da unidade do Gurumê no ParkShopping, em Brasília. A operação reúne profissionais de cozinha, salão e gestão em um modelo de jornada 5×2, adotado pela casa para equilibrar desempenho operacional e qualidade de vida dos colaboradores — estratégia que busca reduzir rotatividade e sustentar o crescimento do restaurante no mercado de alimentação fora do lar.
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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