Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Politica

Hospital de Base realiza mutirão de colonoscopias e reforça prevenção ao câncer de intestino

Publicado em

Fotos: Divulgação/IgesDF
Por Giovanna Inoue
Ação do IgesDF amplia acesso ao exame, beneficia pacientes e chama atenção para a importância do diagnóstico precoce
Como parte das ações do Março Azul, campanha de conscientização sobre o câncer de intestino, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), realizou nesta sexta-feira (20) um mutirão de colonoscopias.
A iniciativa ampliou o acesso ao exame e beneficiou 30 pacientes regulados pela pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
A colonoscopia permite visualizar o interior do intestino grosso e do reto e é fundamental para identificar alterações e diagnosticar precocemente possíveis doenças.
Para viabilizar a ação, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) cedeu equipamentos que contribuíram para ampliar a capacidade assistencial da unidade, possibilitando a realização de todos os exames no mesmo dia.
A endoscopista do IgesDF, Ariana Costa Cadurin, destaca que a iniciativa também busca ampliar a conscientização sobre a doença, que é a segunda que mais mata no Brasil. “O objetivo principal é reforçar para a população a importância da prevenção. A recomendação é que homens e mulheres comecem a realizar exames a partir dos 45 anos, mas essa orientação ainda não é amplamente seguida. Muitas pessoas acabam procurando atendimento apenas quando surgem os sintomas”, explica.
O câncer de intestino costuma evoluir de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e alterações no funcionamento do intestino.
A médica reforça que a prevenção está diretamente ligada aos hábitos de vida. “Fatores como sedentarismo, baixo consumo de frutas e verduras, ingestão de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de gordura animal e obesidade aumentam o risco da doença”, pontua.
Estigma e acesso
Apesar de ser um exame essencial para o cuidado com a saúde, a colonoscopia ainda enfrenta resistência por parte da população. Segundo a especialista, fatores como o preparo necessário, a necessidade de acompanhante e o próprio desconhecimento contribuem para o receio, especialmente entre os homens.
“É um exame que exige preparo prévio e envolve uma equipe completa, o que pode gerar insegurança. Ainda existe muito preconceito e medo, o que acaba afastando as pessoas de um cuidado que pode salvar vidas”, destaca.
Uma das pacientes atendidas durante o mutirão foi Jenulina Rodrigues Viana, de 62 anos. Ela relata que recebeu todas as orientações antes do exame e elogiou o atendimento da equipe.
“Recebi todas as explicações necessárias e fui muito bem atendida. É muito importante ter esse exame disponível pelo SUS, porque nem todo mundo tem condições de pagar. Estou muito feliz de estar aqui”, afirma.
Serviço
A colonoscopia no Hospital de Base é um exame regulado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal. O procedimento é solicitado por médico especialista, e o agendamento é feito por meio do sistema de regulação da rede pública, conforme critérios clínicos e prioridade definida pela SES-DF.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Carolina Horta inspira como a única mulher da UFG na lista de pesquisadores mais influentes do mundo 

Politica

O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

Published

on

Amaury Andrade, advogado criminalista, analisa a Lei nº 15.438/2026, que amplia o prazo para representação em casos de violência doméstica e busca adequar o sistema penal à realidade das vítimas

A sanção da Lei nº 15.438/2026 ampliou de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica possam apresentar representação criminal contra o agressor, alterando também o marco inicial da contagem para o momento em que a vítima identifica a autoria do crime.

A mudança é vista como um avanço no enfrentamento à violência de gênero ao reconhecer que a denúncia nem sempre ocorre de forma imediata, especialmente em contextos marcados por dependência emocional, financeira e vínculos com o agressor.

Advertisement

Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a legislação corrige uma distorção histórica do sistema penal

“A vítima nem sempre consegue denunciar de imediato. Muitas estão presas em ciclos de medo, dependência e tentativa de reconciliação”, afirma.

Dados do Ministério das Mulheres mostram a dimensão do problema: em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 155 mil denúncias de violência contra mulheres, com cerca de 70% dos casos ocorrendo dentro do ambiente doméstico. O país também registrou aproximadamente 1.568 casos de feminicídio no mesmo período.

Advertisement
Leia Também:  Ministro das Comunicações acompanha agenda presidencial no Vietnã

Para o especialista, o novo prazo reforça a ideia de que o tempo da vítima não é o mesmo do processo penal.

“Muitas mulheres só conseguem buscar ajuda depois de apoio psicológico ou acolhimento familiar. O sistema precisa considerar essa realidade”, diz Amaury.

A nova lei não altera garantias do acusado nem o devido processo legal, segundo o especialista, mas apenas amplia o prazo para exercício do direito de representação.

Advertisement

“O Estado não está enfraquecendo o sistema penal, está tornando-o mais compatível com a realidade da violência doméstica”, concluiu.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo
Mulheres incriveis24/06/2026

ENFRENTAMENTO AO FEMINICÍDIO – “Eu quis viver por mim”: novas medidas ampliam proteção às mulheres e fortalecem combate à violência

Epreendedorismo24/06/2026

Para quem sobrevive ao episódio, a reabilitação torna-se fundamental. No HRSM, unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o ambulatório de fisioterapia oferece atendimento especializado em Neurofuncional Adulto e recebe, em sua maioria, pacientes que sofreram AVC. “Recebemos pacientes em diferentes fases da recuperação. Quando o encaminhamento ocorre ainda na fase aguda, as chances de evolução costumam ser maiores. Já aqueles que chegam após um período mais longo podem apresentar sequelas mais consolidadas, o que torna o processo de reabilitação mais desafiador”, explica Michelle Xavier da Silva, fisioterapeuta responsável pela área. O acesso ao tratamento ocorre por meio do Sistema de Regulação (Sisreg), da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF). Antes do início das sessões, cada paciente passa por uma avaliação individualizada, que orienta a definição do plano terapêutico. “O tratamento é construído a partir das dificuldades que mais impactam a rotina daquela pessoa. Algumas precisam voltar a permanecer em pé, outras necessitam recuperar força muscular ou melhorar a capacidade de caminhar. Tudo é direcionado às necessidades de cada caso”, afirma Michelle. O ambulatório conta com barras paralelas, escadas, rampas, faixas elásticas, bicicletas adaptadas e equipamentos de estimulação muscular, utilizados para auxiliar na recuperação funcional. Foi esse acompanhamento que passou a fazer parte da vida de Joana Darc Vigilato, 61 anos, após sofrer um AVC em abril deste ano. Atualmente na sexta sessão de fisioterapia, ela já apresenta avanços que surpreendem a família. “Tudo o que ela faz aqui a gente repete em casa. Minha mãe é muito guerreira. Já teve restaurante, salão de beleza, lavou roupa para fora, sempre foi muito ativa. É impressionante o quanto ela evoluiu em menos de três meses”, relata a filha, Francimar Santos. Desafios além da recuperação física A recuperação de um AVC depende muito do tratamento. Por isso, para que os pacientes não interrompam a frequência da fisioterapia, a equipe do HRSM orienta familiares e cuidadores sobre exercícios e estratégias que podem ser realizados em casa, contribuindo para a continuidade do processo de reabilitação. “Às vezes, o familiar precisa faltar ao trabalho ou reorganizar toda a rotina para garantir a continuidade do acompanhamento. Isso pode comprometer a evolução do paciente”, destaca Michelle. Como acessar o serviço O usuário ou seu responsável deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de casa e, com o encaminhamento médico, solicitar a inclusão na regulação da SES-DF. Após a convocação, o tratamento é iniciado em ciclos de dez sessões, realizadas uma ou duas vezes por semana. Caso seja necessária a continuidade do acompanhamento, o paciente deve retornar à UBS para nova avaliação médica e emissão de outro encaminhamento.

Saúde24/06/2026

Fisioterapia especializada ajuda pacientes a recuperar autonomia após AVC

Esporte24/06/2026

De iniciante a apaixonado pelo esporte: corrida de rua impulsiona nova geração de atletas e movimenta eventos como o BOP Games

Politica24/06/2026

O tempo da vítima e a justiça: ampliação do prazo para denúncia de violência doméstica reforça proteção às mulheres

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA