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Saúde

Saúde da mulher: atendimento gratuito beneficia as trabalhadoras da construção civil

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Seconci-DF oferece atendimento gratuito em clínica médica, oftalmologia e ginecologia para mulheres

 

No mês de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data visa celebrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, e também reforça a necessidade de refletir sobre tópicos importantes do bem-estar feminino. Com os avanços da medicina, exames de rotina e a detecção antecipada de doenças – graves ou não – são decisivos para aumentar as chances de um tratamento bem-sucedido.

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De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, as principais causas de morte entre mulheres incluem doenças do aparelho circulatório, neoplasias – como câncer de mama, colo do útero e pulmão – doenças do aparelho respiratório e doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Com foco nas trabalhadoras da construção civil, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) oferece atendimento gratuito em clínica médica e ginecologia visando a prevenção de doenças e cuidados com a saúde de forma geral. Dentre os serviços disponíveis estão consultas e exames como análises clínicas, papanicolau, mamografia, ecografia, ultrassonografia ginecológica e orientações sobre saúde da mulher.

A realização de exames periódicos é uma das principais formas de prevenção em saúde, destaca Maurício Carvalho, gerente de Medicina do Seconci-DF. “No caso das mulheres, esse cuidado permite monitorar diferentes aspectos do organismo e detectar alterações de forma precoce, o que contribui para tratamentos mais eficazes e menos invasivos”, afirma.

As trabalhadoras também podem contar com atendimento na oftalmologia, com consultas e encaminhamento para exames quando necessário, além do Programa de Hipertensão e Diabetes (PHD) do Seconci-DF, que inclui consultas e exames periódicos para controle das doenças. E, além da assistência médica, a entidade disponibiliza atendimento odontológico em diversas especialidades e suporte psicossocial, com triagem e acompanhamento individualizado realizados por assistente social e psicóloga.

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O médico também ressalta que, além do acompanhamento periódico, as mulheres devem manter uma rotina de cuidados com a saúde. “É fundamental adotar hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada, controle do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas, além de atenção ao bem-estar emocional e ao equilíbrio hormonal, fatores que influenciam diretamente na qualidade de vida feminina”.

Cuidado ao longo do ano

Ao longo de 2025, a área de ginecologia da entidade realizou mais de 340 atendimentos gratuitos. As consultas contribuíram para a detecção de possíveis alterações na saúde das mulheres, o encaminhamento para acompanhamento quando necessário e a garantia de cuidado contínuo às trabalhadoras da construção civil. “Cuidar da saúde das mulheres que atuam na construção civil é também fortalecer todo o setor. No Seconci-DF, temos o compromisso de garantir acesso a serviços de saúde de qualidade, com atenção especial à saúde feminina, desde a prevenção até o acompanhamento especializado. Nosso objetivo é que essas trabalhadoras tenham cada vez mais saúde, acolhimento e qualidade de vida”, afirma Eduardo Aroeira, presidente do Seconci-DF.

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A rejuntadeira Maria José Rosa entrou na construção civil há cerca de dois anos, por indicação de um amigo, após enfrentar dificuldades no trabalho durante a pandemia. Hoje adaptada ao setor, ela destaca que a presença feminina também contribui para o dia a dia nos canteiros de obra, especialmente nas etapas de acabamento, que exigem atenção aos detalhes e cuidado no resultado final. Maria também ressalta a importância do acesso aos serviços de saúde oferecidos pelo Seconci-DF, principalmente no cuidado com a saúde da mulher. “Já utilizei o atendimento de ginecologia no Seconci e também fui a consultas na oftalmologia e odontologia e fui muito bem atendida. O atendimento é maravilhoso, desde a portaria até os profissionais da saúde. A gente se sente realmente bem acolhida”, afirma.

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Já a ajudante de obra Adriana Maria Barbosa de Queiroz trabalha na construção civil desde 2015, quando entrou no setor por indicação de uma amiga. No dia a dia do canteiro de obras, já atuou em diversas atividades, como limpeza, aplicação de silicone, rejunte e pequenos reparos em esquadrias. Adriana conta que, apesar de no início estranhar o ambiente predominantemente masculino, decidiu permanecer na área e hoje se sente mais respeitada no ambiente de trabalho. A trabalhadora também destaca a importância do acesso aos serviços de saúde oferecidos pelo Seconci-DF, especialmente para quem tem uma rotina intensa na obra. “Soube do atendimento ginecológico e aproveitei a oportunidade, porque pelo SUS é muito difícil conseguir consulta. Para mim é gratificante saber que temos esse atendimento, porque a gente consegue cuidar da saúde sem precisar faltar ao trabalho ou madrugar em posto de saúde”, relata.

 

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Créditos:

FOTO: Seconci-DF

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Entretenimento

Festa junina da Psiquiatria do Base promove acolhimento, integração e ajuda a reduzir estigmas

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Celebração reuniu pacientes, familiares e colaboradores do hospital em um momento de convivência, alegria e fortalecimento de vínculos
Por Giovanna Inoue
“Olha a chuva! É mentira!” O coro típico das festas juninas ecoou pela ala de Psiquiatria do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) nesta sexta-feira (26). O dia ensolarado e o clima agradável ajudaram a criar o cenário ideal para um arraiá marcado por canjica, bolos, música, dança e, principalmente, acolhimento, humanização e muitos sorrisos.
Organizada pela equipe de Psiquiatria em parceria com o Serviço Auxiliar de Voluntários (SAV), a celebração proporcionou um momento de convivência entre pacientes, familiares, profissionais de saúde e colaboradores do hospital.
O chefe do Núcleo de Saúde Mental do HBDF, Sérgio Cabral Filho, explica que atividades lúdicas e encontros coletivos contribuem significativamente para o tratamento dos pacientes.
“É como se eles pudessem esquecer, por um momento, que estão internados. Muitas vezes, oportunidades como essa representam um primeiro passo para uma recuperação bem-sucedida”, afirma.
Para a presidente do SAV, Vandelícia Dias, além da diversão, a festa busca proporcionar uma sensação de normalidade aos pacientes.
“É um momento em que eles podem se sentir iguais a todo mundo, sem o estigma associado ao transtorno mental. Trouxemos roupas típicas para que pudessem se arrumar, deixar um pouco de lado a roupa hospitalar e usar acessórios. É uma oportunidade para todos se sentirem felizes”, comemora
Cuidado integrado
Durante o arraiá, os pacientes dançaram quadrilha, brincaram com estalinhos e aproveitaram música ao vivo em um ambiente leve e descontraído. O psicólogo Igor Santiago destaca que experiências de socialização são fundamentais para a saúde mental.
“Apesar de necessária, a internação provoca um rompimento na rotina e no convívio social dos pacientes. Esse tipo de celebração cria oportunidades de interação, permitindo que todos conversem e construam vínculos como pessoas, e não apenas como profissionais e pacientes”, explica.
As festas juninas também despertam lembranças afetivas para muitas pessoas. Segundo a assistente social Lara Nunes Limberger, o evento foi planejado para transmitir acolhimento e cuidado em cada detalhe.
“A alimentação tem um papel muito importante. Geralmente, as dietas deles seguem orientações específicas, mas hoje puderam experimentar diferentes comidas típicas e isso os deixa muito felizes”, comenta.
O paciente Mário Silva*, internado na unidade, conta que aguardava ansiosamente pela comemoração.
“Já comi salgado, canjica e várias outras coisas. A decoração está linda, a música está ótima e a dança foi muito divertida. Estou muito satisfeito, foi maravilhoso”, celebra.
Atenção em todos os detalhes
Toda a festa foi realizada de forma colaborativa. Os alimentos foram preparados pelos próprios colaboradores e por familiares dos pacientes, que também foram convidados para participar do evento.
A decoração recebeu atenção especial. Oficinas terapêuticas foram promovidas com antecedência para que os pacientes ajudassem a confeccionar bandeirinhas com papéis coloridos. Um cenário representando uma igreja antiga e cactos foi produzido manualmente, enquanto os ramos de milho que ornamentaram o caminho até a festa foram plantados e colhidos pelos próprios pacientes na horta cultivada por eles.
Para Vandelícia, a participação na montagem da festa alegra os pacientes. “Eles passaram dias ajudando a preparar tudo e estavam ansiosos para ver o resultado final. Agora podem perceber que o esforço de cada um deixou a nossa festa ainda mais bonita”, ressalta.
Festa para todos
O arraiá da Psiquiatria foi aberto a todos que desejavam participar. Familiares compareceram para prestigiar a celebração, aproveitar as comidas típicas e dançar quadrilha ao lado dos pacientes.
Simone Brandão, mãe de uma paciente internada, relata que a iniciativa trouxe benefícios visíveis para a filha.
“Isso está fazendo muito bem para ela. A equipe de Psiquiatria e os voluntários estão fazendo de tudo para integrar todos. É um momento de união, paz e amor. É muito gratificante ver isso acontecendo”, agradece.
Para os organizadores, manter a festa aberta à participação de colaboradores e familiares também ajuda a desconstruir preconceitos relacionados aos serviços de saúde mental.
“É uma oportunidade para que as pessoas entendam que a realidade é muito diferente daquela mostrada em filmes e novelas. Aqui é um lugar de acolhimento”, destaca Vandelícia.
“É muito importante que todos percebam que não precisam ter medo e que podem conviver e confraternizar normalmente com os nossos pacientes”, conclui Sérgio.
*Nome fictício para preservar a identidade do paciente.
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