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Cultura

Temporada de Páscoa da OBACH amplia circulação e leva Bach a diferentes regiões do DF após estreia histórica BANER

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Após concerto que reuniu mais de 2 mil pessoas no Santuário Dom Bosco, orquestra leva experiência imersiva com música barroca a Sobradinho II e Ceilândia, ampliando o acesso à música de concerto

 

 

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Após reunir mais de 2 mil pessoas no concerto realizado em 12 de abril, no Santuário Dom Bosco, a Orquestra Brasileira de Arte, Cultura e História (OBACH) dá continuidade à sua temporada de Páscoa. Depois do Plano Piloto, chegou a vez de outras regiões administrativas se encantarem com a força e a beleza da música barroca, em uma experiência que une arte, espiritualidade e acesso democrático à cultura. Em 26 de abril, a apresentação será na Paróquia São Mateus, em Sobradinho II, e, em 3 de maio, na Paróquia da Ressurreição, em Ceilândia Norte. A série leva ao público trechos da célebre Paixão Segundo São Mateus, de Johann Sebastian Bach, em concertos com entrada solidária, reafirmando o compromisso da OBACH em ampliar o alcance da música de concerto e formar novas plateias.

A obra apresentada nesta temporada é considerada uma das mais grandiosas da música sacra ocidental. Composta no século XVIII, a peça retrata os últimos momentos da vida de Cristo a partir do Evangelho de Mateus, combinando coro, solistas e orquestra em uma estrutura de grande densidade dramática e espiritual: um marco da música barroca que atravessa séculos pela sua força expressiva. A orquestra se apresentará com a participação de convidados especiais: Além da regência e preparação musical do maestro Rafael Abreu, engrandecem a cena as sopranos Janette Dornelas e Luciana Tavares; a contralto Andréia Maluaz; o tenor Jean Nardotto; e os barítonos Gustavo Freccio e Paulo Santos.

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À frente da OBACH está a maestrina e violinista Kathia Pinheiro, fundadora da orquestra ao lado do maestro Airan D’Souza. Dona de uma das trajetórias mais sólidas da música de concerto em Brasília, integrou por 36 anos a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, da qual também foi spalla e membro fundadora. Ela construiu uma carreira marcada pela excelência técnica e intensa vivência artística no Brasil e no exterior. Hoje, à frente da OBACH, traduz essa bagagem em um projeto que tem como essência aproximar a música das pessoas.

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Me aposentei da OSTNCS, mas nunca da música. A OBACH nasce desse desejo de continuar tocando e, principalmente, de levar a música para onde as pessoas estão. A gente acredita que a música de concerto não pertence apenas aos grandes teatros — ela pertence a todos. Quando ela chega, ela toca, emociona e transforma”, afirma Kathia.

Essa proposta ganha força na forma como a orquestra se apresenta. Mais do que executar um repertório, a orquestra propõe uma experiência imersiva, que convida o público a atravessar o tempo. Os músicos se vestem com figurinos de época, perucas e elementos cênicos que recriam o ambiente histórico da música barroca, criando uma atmosfera sensorial que valoriza a experiência e a percepção do público.

Ao longo das apresentações, o maestro Rafael Abreu conduz não apenas a execução musical, mas estabelece um diálogo com o público, compartilhando informações, curiosidades e contextos sobre as obras e os compositores. Esse cuidado transforma o concerto em um momento também formativo, que aproxima, acolhe e convida ao entendimento sobre a música erudita com naturalidade.

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A performance de estreia da temporada foi marcada por forte adesão do público e impacto artístico, com o espaço completamente lotado. O cenário evidencia o interesse da população por esse tipo de experiência e reforça a potência da música de concerto quando apresentada de forma acessível e sensível.

A OBACH em cena

A OBACH nasceu a partir de músicos ligados à Toccata Produções, com a proposta de resgatar a música erudita em sua forma mais próxima das práticas originais, por meio da performance historicamente orientada. Após um período de pausa, a orquestra vive, desde 2025, um momento de retomada e expansão, reafirmando sua presença na cena cultural do Distrito Federal.

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A orquestra reúne músicos de reconhecida trajetória na capital, com destaque para a própria Kathia Pinheiro como spalla, acompanhada por Liliana Gayoso (concertina), Vera Tomé e Tatyana Kowalezuk nos primeiros violinos; Cássio Chiesa (concertino), Ana Faria e Paulo César nos segundos violinos; Wallace Cristóvão e Victor Bueno nas violas; Renato Amaral e Pamela Vasconcelos nos violoncelos; além de Rui Xavier e Alexandre Antunes nos contrabaixos.

A produção dos ensaios e concertos é assinada por Márcio Braga, com sonorização, montagem e operação de João Simões e Felipe Simões. A realização é da Toccata Produções Artísticas.

Serviço:

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OBACH — Concerto de Páscoa

Paixão Segundo São Matheu, de Johan Sebastian Bach

26 de abril — Paróquia São Mateus

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QMS 14, lotes 3/5 — Setor de Mansões, Sobradinho II

03 de maio — Paróquia da Ressurreição

EQNN 5/7, Área Especial — Ceilândia Norte

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Entrada solidária — 1kg de alimento não perecível.

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Cultura

CONAQ entra na contagem regressiva para o III Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas

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Um evento de celebração, memória, fortalecimento político e continuidade entre gerações.

A Coordenação das Nacional das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, vêm se mobilizando coletivamente na organização do que já é conhecido e divulgado como o maior encontro de mulheres quilombolas do país. Em comemoração aos 30 anos de luta e resistência da organização que coordena e articula + de 8000 comunidades quilombolas (IBGE 2022) no Brasil, o evento acontece entre os dias 10 e 14 de junho de 2026, em Brasília-DF.

 

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Em sua terceira edição, o encontro carrega o tema “Mulheres Quilombolas na defesa por justiça climática, reparação e democracia: somos começo, meio e começo”, e espera receber na capital federal, 500 mulheres de 24 estados e companheiras internacionais da América Latina e Caribe, num espaço de formação política e fortalecimento de narrativas.

 

Aquilombamento que fortalece trajetórias

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“Tem sido uma construção desafiadora, pensar que receberemos companheiras de outras edições, mas também pessoas que estarão participando pela primeira vez, nos leva a ter um jogo de cintura para atender expectativas, tanto de um público, quanto do outro. O terceiro encontro é um marco para nós, um marco que celebra os 30 anos da CONAQ, então é essencial levarmos aos territórios, a mensagem de que a gente continua em marcha, na luta pela defesa dos nossos direitos, dos direitos territoriais, ancestrais e sobretudo, os direitos da mulher. Entender como essa mulher lida com o território, diante de uma dupla, tripla ou mais, jornada, porque acaba que essa mulher é também mantenedora desse território. As maiores lutas travadas, são de mulheres, e aí ela é mãe, ela é avó, ela é tia, é filha, é esposa e ainda carrega o papel de liderança e a responsabilidade de manter a comunidade viva”, relatou Sandra Braga, coordenadora executiva da CONAQ.

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Confluência de saberes para os próximos ciclos

 

Rosalina dos Santos, coordenadora nacional pelo estado do Piauí, complementou, falando sobre o que espera para esse espaço de diálogo: “Primeiro espero celebrar esse grande passo que a CONAQ tem dado que foi de consolidar o coletivo de mulheres quilombolas, para fazer a tratativa das políticas de gênero, das politicas voltadas para as mulheres, a política do fortalecimento institucional, da organicidade, da participação efetiva, do compartilhamento de saberes, das vivências, da auto-estima, do protagonismo, então a gente tem muito o que celebrar nesses 30 anos, como mulheres quilombolas que somos.

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Eu não tenho dúvidas que esse encontro será também um grande intercâmbio, uma grande confluência entre as mulheres quilombolas do Brasil e as companheiras de outros países que se juntarão conosco. Vai ser um momento de compartilhamentos de todos os tipos de experiências de lidas e labutas.

Teremos mulheres de todos os biomas, cada uma vai ter a oportunidade de compartilharem entre elas suas realidades. A gente vai ter a oportunidade de partilhar energias positivas, sonhos, desejos, lamentos, alegrias… Eu quero acreditar que o III Encontro de Mulheres Quilombolas da CONAQ, será, não um ponto de partida, mas a continuidade dessa luta, passando de geração em geração”.

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Na tentativa ainda de mensurar a proporção desse encontro, ouvimos uma das frentes organizadoras do evento, Selma Dealdina Mbaye, articuladora política e coordenadora do Coletivo de Mulheres da CONAQ.

 

“Estamos na expectativa de ter o maior público quilombola do Brasil inteiro, durante esses cinco dias de encontro, até o momento nós temos 7 países confirmados, o encontro vai tratar de clima, reparação e democracia, num momento muito importante pra organicidade das políticas para mulheres no Brasil, enfrentamento ao feminicídio, mas ao mesmo tempo, mostrando toda a produção que a gente tem nos quilombos, toda diversidade das mulheres que compõem esses territórios. Então a expectativa é que seja um encontro terno, um encontro com muita saudade de pessoas que, infelizmente, não estão mais vivas, mas estarão em presença espiritual conosco, e esperamos que ele seja lindo, que seja leve e que dê resultados importante para nós, e que ele produza uma carta final trazendo todas as demandas e pautas das mulheres quilombolas do Brasil”.

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Venha Aquilombar conosco na construção de caminhos por justiça climática, reparação, democracia e defesa dos territórios quilombolas.

CRÉDITOS:

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Foto: Divulgação

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