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Fernanda Machiaveli: “Há um conjunto de políticas públicas potencializando a agricultura familiar em todo o Brasil”

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Ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar participou do “Bom Dia, Ministra” e apresentou ações voltadas à ampliação do crédito, da produção e da renda no campo

 

A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, foi a convidada do programa “Bom Dia, Ministra” desta quarta-feira, 15 de abril. Durante a entrevista com rádios e portais de notícias de todo o país, ela abordou o conjunto de ações que têm sido implementadas pela pasta para garantir que o agricultor e a agricultora familiar tenham renda, produtividade, prosperidade e possam viver com bem-estar social no campo. Ela destacou políticas de ampliação do acesso a crédito rural como as principais medidas para progredir e alcançar esses objetivos.
“Tanto a agricultura empresarial quanto a agricultura familiar têm recebido um apoio muito importante do Governo do Brasil. É uma série de ações em curso que vão desde o fornecimento do crédito, passando pela assistência técnica, a migração para o uso de bioinsumos, até a extensão rural, que são peças-chaves para que a gente possa ter um campo próspero que tem renda e capacidade produtiva para fornecer alimentos para todo o Brasil”, afirmou Fernanda Machiaveli.

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“Tanto a agricultura empresarial quanto a agricultura familiar têm recebido um apoio muito importante do Governo do Brasil. É uma série de ações em curso que vão desde o fornecimento do crédito, passando pela assistência técnica, a migração para o uso de bioinsumos, até a extensão rural, que são peças-chaves para que a gente possa ter um campo próspero que tem renda e capacidade produtiva para fornecer alimentos para todo o Brasil”

Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
 

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A ministra comparou a safra passada e a atual para demonstrar como houve progressos significativos por meio da ampliação de financiamento ao público-alvo das iniciativas. “Avançamos muito no acesso ao Pronaf B, que é microcrédito, e no Pronaf A, que é aquele voltado para assentados da reforma agrária, quilombolas e indígenas. Mas o avanço foi geral. Para ter uma dimensão, o volume de crédito contraído nessas últimas safras, entre 2023 e 2026, quando a gente compara no período anterior, entre 2019 e 2022, mais do que dobrou. O número de pessoas que passaram a ter acesso ao crédito rural na agricultura familiar subiu em mais de 30%. É uma ampliação muito significativa”, exemplificou.
O Pronaf B mencionado pela ministra é voltado para públicos específicos de menor renda, e o resultado demonstra aumento do número de contratos e maior volume financiado. As linhas de crédito voltadas à inclusão produtiva e à transição agroecológica, por meio do Pronaf A e A/C, destinado a famílias assentadas da reforma agrária, também registraram crescimento no número de operações, resultando em mais contratos e alcançando maior volume financiado em comparação a safras anteriores.
“O número de pessoas que passaram a ter acesso ao crédito rural na agricultura familiar subiu em mais de 30%. Então, está tendo uma ampliação muito significativa. Na região sudeste, subiu 114%, ou seja, mais que dobrou o volume de crédito contraído”, revelou. “Então, dessa forma, a gente tem garantido não só o aumento da produção, mas preços acessíveis para a população que volta a se alimentar com uma comida de qualidade produzida pelos homens e mulheres do campo”, destacou a ministra.
Ela reforçou a importância da sinergia das iniciativas federais para alcançar o quadro positivo alcançado, e destacou outras ações. “Os quintais produtivos têm sido uma marca das ações que têm acontecido para a estruturação produtiva. Nós temos também o fortalecimento do processo de acesso à terra, o crédito fundiário, que são mais de 5 mil famílias que acessaram terra por meio disso, além das 230 mil famílias que acessaram o Programa Nacional de Reforma Agrária. Eu tenho muita alegria de dizer que há um conjunto de políticas públicas potencializando o trabalho da agricultura familiar em todo o Brasil”, acentuou.
MULHERES RURAIS — A ministra também comentou políticas que exemplificam o esforço em ampliar o protagonismo econômico, produtivo e financeiro das mulheres no campo. Entre as medidas há recursos para projetos de transição agroecológica, que celebrou maior participação feminina e é parte da meta de alcançar e beneficiar mais mulheres e reconhecer o protagonismo delas na preservação e no manejo sustentável.
“Desde a retomada do MDA, no início de 2023, nós colocamos as mulheres rurais como pauta prioritária. Desde então, tivemos avanços muito substantivos. O Programa de Aquisição de Alimentos [PAA] foi um dos primeiros reconstruídos e já tem hoje 62% das compras feitas por agricultores familiares. Além disso, no Crédito Rural houve grande esforço para ampliar a participação das mulheres dentro do crédito, que hoje são 57% das tomadoras de crédito no Pronaf B, que é o microcrédito rural. Isso foi um passo muito importante feito a partir do redesenho das políticas públicas”, explicou a ministra.
Houve ainda a criação e melhoria de linhas exclusivas, como o aumento do limite do Pronaf B Mulher e melhores condições no “Fomento Mulher”. O MDA também estabeleceu que a cota afirmativa de que 50% do público atendido nas chamadas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) deve ser composta por mulheres, além da retomada dos Mutirões de Documentação da Trabalhadora Rural. “São vários avanços para fazer com que as mulheres tenham autonomia econômica e que elas possam não ser só a base da produção, mas que elas possam estar no processo decisório das cooperativas, das associações, dos sindicatos, das propriedades e também participando da vida política”, afirmou.
“O que fizemos de mais especial foi separar o limite de crédito das mulheres do limite de crédito da propriedade, para que elas pudessem escolher o que iriam produzir. Além disso, nas últimas três safras foram R$ 43 bilhões financiados por mulheres rurais. Avançamos também nas outras agendas, como o apoio às comunidades rurais para garantir o acesso a toda a documentação civil, que ainda é um desafio nas comunidades rurais. Ainda lançamos uma lavanderia coletiva agroecológica gerida por mulheres rurais em um assentamento da reforma agrária, que é um dos passos da nossa política de cuidado”, disse a ministra.
Mais uma ação neste sentido é o lançamento de edital exclusivamente para fortalecer organizações produtivas e econômicas — associações e cooperativas — de mulheres rurais. Os projetos selecionados consideram como prioridade assentadas da reforma agrária, quilombolas, indígenas e jovens rurais.

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PREÇO DOS ALIMENTOS — De acordo com a ministra, o conjunto de ações se refletiu na redução dos juros para a produção de alimentos. “Hoje, é de 3% a taxa de juros para quem quer produzir arroz, feijão, mandioca, etc. E se for produção agroecológica, são 2%. Conseguimos também contribuir para a estabilização do preço dos alimentos. A gente viu que a inflação de alimentos reduziu, que a gente tem conseguido controlar essa volatilidade dos preços. Isso se deve à política de crédito, mas também a outras estratégias utilizadas, como a retomada, por exemplo, da formação de estoques pela Conab e outras estratégias complementares”, detalhou.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).

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CRÉDITOS:

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Foto: Diego Campos/Secom-PR

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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NOVO PAC Primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina é inaugurado no Porto de Suape

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Programa Novo PAC direciona recursos públicos e privados para melhoria do setor portuário brasileiro. Novo terminal ocupa uma área de aproximadamente 495 mil m² | Foto: Janaína Pepeu/GovPE

O novo terminal de contêineres da APM Terminals no Complexo Industrial Portuário de Suape, empreendimento que recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados, consolida Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Brasil. Inaugurado nesta sexta-feira (12) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela governadora de Pernambuco Raquel Lyra, o equipamento é o primeiro 100% eletrificada da América Latina.
A nova estrutura amplia a capacidade operacional do porto em 55%, fortalece a inserção do Estado nas rotas internacionais de comércio e impulsiona a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.
O terminal é parte de um conjunto mais amplo de ações do Novo PAC no setor portuário, que prevê R$ 78,1 bilhões em investimentos públicos e privados até 2030 em portos de 16 estados. Em Suape, o programa avança também com a recuperação do molhe e a implantação do Cais Leste (Moegão), obras já em execução.
“É uma alegria voltar a Pernambuco num dia importantíssimo. O primeiro terminal portuário da América Latina 100% eletrificado, que mostra a preocupação com a questão ambiental. Esses investimentos vão possibilitar aumentar 55% de capacidade portuária. Os portos são uma grande ferramenta para o nosso desenvolvimento, então, é uma grande conquista para o nosso Brasil”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A operação implantada também se destaca pelo uso de tecnologia de ponta. O terminal recebeu aproximadamente R$ 235 milhões em equipamentos eletrificados e conta com sistemas de operação remota para guindastes e equipamentos de movimentação, colocando Suape entre os terminais mais modernos da América Latina.
“Isso é o exemplo de uma entrega para o povo, que se dá através de investimentos públicos e privados. Tudo isso para que a gente possa gerar mais oportunidades para o povo brasileiro, para que a economia cresça. Aqui, em Suape, celebramos esse investimento que coloca Pernambuco numa posição de destaque nacional”, declarou o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé França.
O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 495 mil metros quadrados, conta com cais de 430 metros de extensão e profundidade de até 15,5 metros, permitindo a operação de navios de grande porte que atuam nas principais rotas globais de transporte marítimo.
A governadora Raquel Lyra afirmou que, hoje, “Pernambuco tem o porto mais pronto para crescimento do Norte e Nordeste brasileiro. Fizemos o dever de casa, garantimos a dragagem do porto interno, do porto externo, a requalificação do molhe, e tudo isso permitiu, em parceria com o Governo Federal, que a gente pudesse ser a alternativa real de investimento como está acontecendo com o novo terminal de contêineres. Estamos prontos para os próximos 25 anos”.
O presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape ressaltou a importância estratégica do investimento para o fortalecimento da infraestrutura portuária pernambucana e para a ampliação da capacidade de movimentação de cargas do Estado, que tem seu papel fortalecido como porta de entrada para novos negócios no Nordeste.
“Isso vai atrair muitos investimentos não só para Suape, mas para todo o Estado. Este investimento amplia nossa capacidade operacional, fortalece a conexão com os principais mercados globais e envia uma mensagem clara ao mundo: de que Pernambuco está preparado para receber grandes empreendimentos e liderar um novo ciclo de crescimento sustentável, inovação e competitividade”, comemorou Armando Monteiro Bisneto.
Durante a implantação, o projeto gerou mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.

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