Social
Projeto Quintal de Memórias abre as portas para as histórias das mulheres que ergueram Brasília
Realizado pelo Coletivo Entrevazios, projeto reúne a ação formativa Barraca de Memórias e o espetáculo “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá” em uma temporada gratuita por Taguatinga e Planaltina
Foto de Ísis Aisha
Há uma Brasília que não cabe nas fotografias oficiais nem nas placas comemorativas. Ela mora nos quintais, nas cozinhas, nas mãos calejadas das mulheres que ergueram a capital ao mesmo tempo em que erguiam filhos, casas e madrugadas. É essa Brasília íntima, feminina e cotidiana que ganha cena em Quintal de Memórias, projeto do Coletivo Entrevazios que articula uma ação formativa e um espetáculo em torno de um mesmo gesto: escutar, com paciência, as histórias que costumam ficar à margem.
A temporada acontece em duas cidades: Taguatinga, entre os dias 25 e 29 de maio, e Planaltina, de 8 a 12 de junho. Em cada cidade, ao longo da semana, a Barraca de Memórias abre encontros formativos para grupos da Educação de Jovens e Adultos e Associações que atendem pessoas idosas, propondo rodas de escuta e criação a partir das memórias dos territórios. As atividades finalizam sempre com apresentação aberta ao público do espetáculo “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá”.
O espetáculo
Dirigido por Sandra Vargas, referência nacional no teatro de objetos e fundadora do Grupo Sobrevento, “Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá” é uma imersão sensível na memória de mulheres que participaram da construção de Brasília, mas cujas histórias permaneceram à margem. Bacias, panelas, roupas de bebê e ferros de brasa atravessam a cena como dispositivos narrativos, dando voz às trajetórias reais de mulheres idosas moradoras das regiões mais antigas do DF.
“A cada apresentação, a história de uma mulher se desdobra na de muitas outras. Ouvi tantas vezes: ‘Você acabou de contar a minha história’. Entre abraços acolhedores, sorrisos partilhados e lágrimas emocionadas, escutamos as vozes das mulheres migrantes. Queremos seguir abrindo esse quintal, onde a história de uma é, na verdade, a de muitas mulheres”, afirma Maysa Carvalho, atriz e coordenadora geral do projeto.
Após cada sessão, o público é convidado a percorrer a cenografia do espetáculo e ver de perto os objetos disparadores das memórias, um encontro silencioso entre presença e afeto.
“Este espetáculo traz uma Brasília que poucos conhecem. Traz a mãe ou a avó que sabemos estar em tantas casas, lutando para existir. E por que usamos objetos? Porque eles nos fazem falar daquilo que parece não ter importância neste mundo tão concreto. Trazemos a humanidade escondida num cotidiano que não está nos grandes museus nem nos livros de História, mas que está em nossas casas e parece ser o que faz mais sentido nas nossas vidas”, explica Sandra Vargas, diretora do espetáculo.
Barraca de Memórias
Para ouvir essas histórias e fazer ecoar a força de suas protagonistas, foi criada a “Barraca de Memórias”, um ciclo itinerante de escuta, que nada mais é do que o nome diz: uma barraca que conduz, troca, instiga ou faz dançar as memórias. A ação revela uma Brasília que não aparece nos livros de história, mas pulsa nas casas, nos quintais e nas lembranças. A pesquisa e a delicadeza do teatro de objetos encontram, no projeto Quintal de Memórias, a Barraca de Memórias e propõe, uma extensão formativa, encontros nos quais a escuta vira matéria de criação, aproximando o público dos modos como uma cidade também se constrói por dentro pelos objetos, pelos gestos, pelas vozes que insistem em permanecer.
As duas apresentações abertas ao público contam com recursos de acessibilidade: a sessão de 27 de maio, em Taguatinga, terá audiodescrição; a de 10 de junho, em Planaltina, terá audiodescrição e interpretação em Libras. O projeto Quintal de Memórias é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.
Sobre o Coletivo Entrevazios
Criado em 2014, o grupo vem propondo reflexões e diálogos contínuos sobre Brasília e suas poéticas, investigando as intersecções da cidade, arte, memória e os corpos que a atravessam. Os desdobramentos artísticos do Coletivo incluem trabalhos como: o Livro de Artista ENTREVAZIOS (2014); a intervenção urbana O Estrangeiro (2015); a exposição instalativa De Ver Cidade – Brasília numa caixa de brincar (2019 e 2025); a intervenção poética de teatro de animação Lourença (2021); o minidocumentário Barraca de Memórias (2023); a exposição Percursos Inventados (2023); o espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá (2024 a 2026); as visitas teatralizadas com Cidade Espetáculo – Aventura nos Três Poderes (2024 e 2025) e a exposição Memória Migrante – Mostra Acervo Poético (2025).
SERVIÇO
Projeto Quintal de Memórias
Taguatinga (DF)
Período: 25 a 29 de maio de 2026
Atividades formativas: (Barraca de Memórias) ao longo da semana para grupos agendados
Espetáculo: 27 de maio (quarta-feira), às 14h30, aberto ao público (audiodescrição)
Local: Associação dos Idosos de Taguatinga
Planaltina (DF)
Período: 8 a 12 de junho de 2026
Atividades formativas: (Barraca de Memórias) ao longo da semana para grupos agendados
Espetáculo: 10 de junho (quarta-feira), às 9h, aberto ao público (audiodescrição e Libras)
Local: Complexo Cultural de Planaltina
Acesso: gratuito
Informações: @entrevazios
Fotos e vídeos: https://drive.google.com/drive/folders/1VZvgDBbak29P5ZlmO9UrPsqqzUSxiMzC?usp=sharing
Baú Comunicação Integrada
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Social
Helena Bork Saad, Ivan Neto e Fabi Saad lançam projeto para apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade e violência
Ferramenta ajuda mulheres a reconhecer sinais desde o início e buscar ajuda
São Paulo, abril de 2026 — Diante do aumento dos casos de violência contra a
mulher no Brasil, o Mulheres Positivas, ecossistema voltado ao desenvolvimento pessoal e profissional de mulheres, fundado por Fabi Saad,
lança, em parceria em seu site e aplicativo, o Projeto Alerta Emocional. A iniciativa leva informação, orientação e caminhos práticos para mulheres em
situação de vulnerabilidade e violência, ajudando a reconhecer os sinais desde o início.
Idealizado pela empresária Helena Bork Saad e pelo empreendedor Ivan Neto, o projeto surgiu da percepção do aumento de relacionamentos abusivos.
Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a violência contra a mulher é um dos principais desafios sociais do país, muitas vezes ocorrendo no
contexto de relações íntimas.
Nesse cenário, muitas mulheres não reconhecem que estão em um relacionamento abusivo nas fases iniciais, quando os sinais ainda são sutis e,
muitas vezes, confundidos com cuidado, ciúmes ou intensidade, o que faz com que situações de abuso se prolonguem e se tornem mais difíceis de romper,
especialmente quando já existe envolvimento emocional, psicológico ou dependência financeira.
Para ajudar na identificação desses sinais, o Projeto Alerta Emocional utiliza um questionário com dez perguntas simples, mas profundas. Após respondê-lo, a
participante é direcionada aos resultados, baseados em suas respostas, e a um e-book exclusivo, com conteúdo detalhado sobre como reconhecer padrões abusivos, fortalecer a autonomia e encontrar caminhos seguros.
A avaliação visa estimular o autoconhecimento, permitindo identificar e nomear situações que, muitas vezes, não são reconhecidas como abusivas, além de
contribuir para a prevenção, ao oferecer orientação e acesso a uma rede de apoio que conecta a informações, especialistas e caminhos para reconstruir a
autonomia.
“Muitas mulheres sentem que algo não está certo, mas não conseguem identificar exatamente o que é. Quando existe clareza, existe escolha. E, quando existe escolha, existe a possibilidade de mudança”, afirma Fabi Saad.
“A iniciativa nasce de uma escuta atenta. Percebemos que muitas mulheres vivem situações difíceis sem conseguir nomear o que está acontecendo. Levar
clareza é o primeiro passo para qualquer mudança real”, diz Helena Bork Saad, que também é apoiadora de iniciativas de impacto social. Com atuação em projetos de transformação social, Ivan Neto explica que a proposta vai além da conscientização e precisa envolver toda a sociedade. “Não se trata apenas de informar, mas de construir caminhos. Essa é uma conversa que também precisa incluir os homens para que a transformação ganhe escala.
Quando uma mulher entende o que está vivendo e sabe para onde pode ir, ela passa a ter mais força para transformar a própria realidade”. O projeto também nasce com vocação de escala e convida empresas, instituições e especialistas a se unirem à iniciativa, ampliando o impacto e fortalecendo a rede de apoio para mulheres em todo o país.
O questionário está disponível gratuitamente através do site e app do Mulheres Positivas.
Sobre o Mulheres Positivas
O Mulheres Positivas é uma empresa de impacto social que visa ao desenvolvimento pessoal e profissional da mulher por meio de produtos e serviços digitais. O aplicativo, que pode ser baixado gratuitamente na App Store ou no Google Play, também está disponível para usuários da Colômbia e do México (como Mujeres Positivas, por meio das operadoras Telcel, Claro Colômbia e AT&T); na Itália, como Women Plus; na França, como Femmes Positives; no Reino Unido, como Empyrean You; e em Dubai e nos EUA, por meio do site e de encontros, sob o nome Positive Women. O app Mulheres Positivas no Brasil oferece conteúdos e cursos gratuitos, atendimento psicológico, clube de benefícios e mentoria para mulheres, além de funcionalidades voltadas à segurança, como WhatsApp gratuito para apoio às mulheres e mapa colaborativo de segurança
(Caminho Delas).
No Brasil, o app conta com mais de 220 empresas parceiras, já
ultrapassou a marca de 500 mil downloads e é o aplicativo com o maior número de
vagas afirmativas para mulheres da América Latina.
www.mulherespositivas.com.br | www.positivewomenglobal.com | www.positive-women.com
CRÉDITOS:
AUTORES: Helena Bork Saad e Ivan Neto
FOTO: Augusto Oliveira
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