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Saúde

Cuidado com profissionais da saúde fortalece segurança dos pacientes nas unidades do IgesDF

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Acolhimento emocional ajuda trabalhadores a superar experiências difíceis e contribui para uma assistência mais segura e humanizada
 
Por Giovanna Inoue
 
A rotina dos profissionais de saúde é marcada por decisões rápidas, situações complexas e grande responsabilidade sobre a vida de outras pessoas. Quando ocorre um incidente durante a assistência, os impactos podem atingir não apenas o paciente, mas também médicos, enfermeiros, técnicos e demais trabalhadores envolvidos no atendimento. Para acolher esses profissionais e fortalecer a segurança do cuidado, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) desenvolve ações de apoio emocional voltadas aos chamados “segundas vítimas”.
O termo é utilizado para designar profissionais que sofrem emocionalmente após o envolvimento em incidentes clínicos não intencionais que causam danos ao paciente, considerado a primeira vítima da ocorrência. Com foco no cuidado integral aos colaboradores e na construção de uma cultura de aprendizado, o Instituto incentiva o acolhimento e o suporte a esses trabalhadores.
Segundo a chefe do Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, Eny Fernanda dos Santos, reconhecer o impacto dessas situações é fundamental tanto para a recuperação do profissional quanto para a melhoria contínua da assistência.
“Quando um profissional de saúde se vê envolvido em uma falha, ele pode desenvolver sentimentos de culpa, medo e ansiedade. Isso impacta sua confiança e pode comprometer sua atuação. Por isso, é importante oferecer suporte e criar um ambiente seguro para que ele possa falar sobre a situação”, explica.
A psicóloga do IgesDF, Amsha Carvalho de Lima, destaca que o sofrimento emocional não deve ser ignorado.
“Se a pessoa for dominada pelo medo, ela não terá oportunidade de se desenvolver futuramente. A melhor maneira de evitar novas falhas é falar sobre elas de forma aberta, compreendendo suas causas e transformando a experiência em aprendizado”, afirma.
Entre os sintomas mais comuns apresentados pelas chamadas segundas vítimas estão insônia, cansaço constante, náuseas, taquicardia, tensão muscular e irritabilidade. Como esses sinais podem ser confundidos com outros transtornos, como a síndrome de burnout, é importante que sejam avaliados por profissionais especializados.
Papel das lideranças
Para as especialistas, o acolhimento também depende da atuação das lideranças. Gestores preparados para ouvir, orientar e apoiar suas equipes contribuem para reduzir o sofrimento emocional dos profissionais e fortalecer um ambiente mais seguro para pacientes e trabalhadores.
“É importante que gestores estejam abertos ao diálogo e compreendam que a análise de uma ocorrência deve ir além da identificação de quem errou. O foco precisa estar na compreensão dos fatores que contribuíram para a situação e nas medidas necessárias para evitar que ela se repita”, defende Amsha.
A psicóloga do Projeto Acolher, Danielle Afonso Storck, reforça que o apoio emocional é essencial para que o profissional consiga lidar com a situação e seguir exercendo suas atividades de forma segura.
“O erro não pode se tornar um trauma. Ele sempre precisa ser um aprendizado. Nós não podemos abandonar esse profissional”, afirma.
Créditos fotos: Divulgação/IgesDF
Notificar para aprender e melhorar
De acordo com as especialistas, um dos principais desafios é superar o receio de relatar incidentes por medo de julgamentos ou punições.
Eny Fernanda ressalta que a notificação de ocorrências protege o paciente, ajuda a aperfeiçoar processos e fortalece uma cultura de segurança.
“A comunicação é essencial. Nosso objetivo é compreender os fatores contribuintes, aprimorar processos e promover um ambiente seguro, colaborativo e de aprendizado contínuo”, destaca.
Ao incentivar o relato das situações e oferecer acolhimento aos profissionais envolvidos, o Instituto busca transformar experiências difíceis em oportunidades de melhoria, reduzindo riscos e tornando a assistência cada vez mais segura para a população.
Apoio disponível aos colaboradores
O Projeto Acolher, iniciativa voltada à saúde mental e ao bem-estar dos colaboradores do IgesDF, oferece atendimento psicológico sigiloso e confidencial, respeitando a ética profissional e a privacidade de cada participante.
Para acessar os serviços do Projeto Acolher, o colaborador pode enviar e-mail para projetoacolher@igesdf.org.br ou entrar em contato pelos telefones:
Hospital de Base do Distrito Federal
3550-8900 / 8855
Hospital Regional de Santa Maria
3550-8900 / 9291
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Saúde

Casos de catarata precoce em adultos mais jovens acendem alerta para sinais silenciosos da doença

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Crédito: Imagem de Freepik

 

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Condição tradicionalmente associada ao envelhecimento também pode surgir antes dos 60 anos e estar relacionada a fatores genéticos, doenças crônicas, uso prolongado de medicamentos e hábitos de vida

Embora seja frequentemente associada ao envelhecimento, a catarata também pode se desenvolver em pessoas mais jovens. O surgimento precoce da condição, caracterizada pela perda gradual da transparência do cristalino — lente natural dos olhos responsável por focar as imagens — tem chamado a atenção de especialistas, especialmente diante do aumento de fatores de risco relacionados ao estilo de vida e a determinadas condições de saúde.
A catarata precoce pode comprometer significativamente a qualidade de vida ao dificultar atividades cotidianas, como dirigir, ler, trabalhar e utilizar dispositivos eletrônicos. Entre os principais sintomas estão visão embaçada, aumento da sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar à noite, alteração frequente no grau dos óculos e percepção de cores menos nítidas.
“A catarata é uma condição progressiva e nem sempre está relacionada apenas à idade avançada. Casos diagnosticados antes dos 60 anos podem estar associados a fatores genéticos, doenças sistêmicas, traumas oculares, uso prolongado de medicamentos e hábitos de vida inadequados”, explica a Dra. Bruna Ventura, médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE).
Entre as principais causas da catarata precoce estão o diabetes descompensado, o uso contínuo de corticoides, a exposição excessiva à radiação ultravioleta sem proteção adequada, o tabagismo e a alta miopia. Além disso, histórico familiar da doença e lesões nos olhos também aumentam o risco de desenvolvimento da condição.
“A adoção de medidas preventivas pode contribuir para reduzir o risco ou retardar o aparecimento da catarata. A manutenção de hábitos saudáveis e o controle adequado de doenças crônicas são fundamentais para preservar a saúde visual”, orienta a especialista.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a catarata não pode ser tratada com colírios ou medicamentos. Atualmente, a cirurgia é a única forma eficaz de restaurar a visão comprometida pela doença. O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco e na implantação de uma lente intraocular, sendo considerado seguro e com altos índices de sucesso.
“Consultas oftalmológicas regulares são essenciais em todas as fases da vida, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco ou percebem mudanças na qualidade da visão. A avaliação periódica permite identificar precocemente alterações oculares e iniciar o tratamento mais adequado para cada caso”, destaca a Dra. Bruna Ventura.

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