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Saúde

Sessão solene na CLDF homenageia doadores de sangue e destaca impacto da solidariedade na vida de pacientes

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Cerimônia reuniu profissionais da saúde, gestores, voluntários e pessoas beneficiadas por transfusões para reforçar a importância da doação de sangue no Distrito Federal
Por Ivan Trindade
A importância da doação de sangue para o atendimento de milhares de pacientes foi destaque, nesta terça-feira (16), durante sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em homenagem ao Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho. O evento reuniu representantes da saúde pública e privada, instituições parceiras e pessoas que vivenciam diariamente os impactos desse gesto de solidariedade.
Compondo a mesa de honra do evento, a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, ressaltou a importância de ampliar o debate sobre a doação e valorizar quem contribui para essa rede de solidariedade.
“Doar é um gesto de amor. Seja qual for a forma de doação, ela nasce da empatia e da compaixão. Precisamos falar cada vez mais sobre essa temática e reconhecer todos que dedicam sua força de trabalho e sua solidariedade para salvar vidas”, destaca.
Eliane também reforçou a parceria permanente entre o IgesDF e a Fundação Hemocentro de Brasília para garantir o atendimento aos pacientes dos hospitais administrados pelo instituto.
“O Hospital de Base (HBDF), o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e o Hospital Cidade do Sol (HSol) atendem diariamente pessoas que dependem da generosidade dos doadores. Nosso respeito e admiração a todos que contribuem para que essa assistência aconteça”, afirma.
Autor da homenagem e presidente da sessão, o deputado Jorge Viana destacou que a doação de sangue continua sendo um desafio para o país. Segundo ele, apenas 1,6% da população brasileira doa sangue regularmente, enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que esse índice alcance pelo menos 3%.
“Quero conclamar todos que nos acompanham a se tornarem doadores regulares. É um processo rápido, seguro e que pode fazer toda a diferença para quem está lutando pela vida”, pontua.
Ao longo da solenidade, os participantes reforçaram uma mensagem em comum: ainda não existe tecnologia capaz de substituir o sangue humano. O presidente da Fundação Hemocentro de Brasília, Osnei Okumoto, destacou que cada doação representa uma oportunidade de tratamento e recuperação para milhares de pacientes.
“Cada bolsa coletada representa uma oportunidade de tratamento, recuperação e recomeço para milhares de pacientes que dependem diariamente desse recurso essencial”, comentou ao reforçar a relevância do trabalho desenvolvido pelos serviços de coleta e transfusão.
“A mobilização da sociedade continua sendo indispensável para manter os estoques em níveis seguros e assegurar o atendimento de quem mais precisa”, acrescenta.
Contexto histórico e técnico do ato de doar
Representando o Ministério da Saúde, a coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados, Luciana Maria de Barros, lembrou que o Dia Mundial do Doador de Sangue foi criado pela Organização Mundial da Saúde em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, responsável pela descoberta dos grupos sanguíneos e por tornar as transfusões seguras.
Para ela, a data simboliza muito mais do que uma celebração: é um convite ao exercício da cidadania, da responsabilidade social e do altruísmo.
Durante sua participação, Luciana também recordou a transformação vivida pelo país nas últimas décadas. Segundo ela, até os anos 1970, a doação remunerada era uma prática comum, expondo doadores e receptores a diversos riscos.
A construção da rede pública de hemocentros a partir da década de 1980 e a proibição da comercialização de sangue pela Constituição Federal de 1988 consolidaram um modelo baseado no voluntariado, na gratuidade e no anonimato.
“São princípios que garantem a segurança de quem doa e de quem recebe”, salientou a gestora.
Luciana também destacou que 2026 marca os 25 anos da Política Nacional do Sangue e do Sistema Nacional de Sangue (SINASAM), estrutura responsável pela coordenação da hemoterapia brasileira.
A visão de quem acompanha diariamente os pacientes que recebem esse cuidado foi apresentada pela médica hematologista da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, Nina de Oliveira. Representando a assistência especializada, ela agradeceu aos doadores e destacou o impacto concreto que cada bolsa de sangue tem na vida de quem enfrenta um tratamento.
“Quem está do outro lado pode afirmar que esse paciente é eternamente grato por esse ato. Isso faz diferença na vida dele e realmente salva vidas”, completa.
Como forma de reconhecimento às contribuições prestadas à promoção da doação de sangue e ao fortalecimento da hemoterapia no Distrito Federal, a Câmara Legislativa também realizou a entrega de moções de louvor ao final da sessão.
Entre os homenageados esteve a presidente do IgesDF, Eliane Abreu, além de doadores que ajudam a manter viva essa corrente de solidariedade. A homenagem contemplou ainda colaboradores da área de hematologia do Hospital de Base: Daiane Pereira, James de Sousa e Juliana Xavier, profissionais que atuam diariamente para garantir assistência segura e qualificada aos pacientes que dependem do ciclo do sangue.

 

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Saúde

Casos de catarata precoce em adultos mais jovens acendem alerta para sinais silenciosos da doença

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Crédito: Imagem de Freepik

 

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Condição tradicionalmente associada ao envelhecimento também pode surgir antes dos 60 anos e estar relacionada a fatores genéticos, doenças crônicas, uso prolongado de medicamentos e hábitos de vida

Embora seja frequentemente associada ao envelhecimento, a catarata também pode se desenvolver em pessoas mais jovens. O surgimento precoce da condição, caracterizada pela perda gradual da transparência do cristalino — lente natural dos olhos responsável por focar as imagens — tem chamado a atenção de especialistas, especialmente diante do aumento de fatores de risco relacionados ao estilo de vida e a determinadas condições de saúde.
A catarata precoce pode comprometer significativamente a qualidade de vida ao dificultar atividades cotidianas, como dirigir, ler, trabalhar e utilizar dispositivos eletrônicos. Entre os principais sintomas estão visão embaçada, aumento da sensibilidade à luz, dificuldade para enxergar à noite, alteração frequente no grau dos óculos e percepção de cores menos nítidas.
“A catarata é uma condição progressiva e nem sempre está relacionada apenas à idade avançada. Casos diagnosticados antes dos 60 anos podem estar associados a fatores genéticos, doenças sistêmicas, traumas oculares, uso prolongado de medicamentos e hábitos de vida inadequados”, explica a Dra. Bruna Ventura, médica oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE).
Entre as principais causas da catarata precoce estão o diabetes descompensado, o uso contínuo de corticoides, a exposição excessiva à radiação ultravioleta sem proteção adequada, o tabagismo e a alta miopia. Além disso, histórico familiar da doença e lesões nos olhos também aumentam o risco de desenvolvimento da condição.
“A adoção de medidas preventivas pode contribuir para reduzir o risco ou retardar o aparecimento da catarata. A manutenção de hábitos saudáveis e o controle adequado de doenças crônicas são fundamentais para preservar a saúde visual”, orienta a especialista.
Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a catarata não pode ser tratada com colírios ou medicamentos. Atualmente, a cirurgia é a única forma eficaz de restaurar a visão comprometida pela doença. O procedimento consiste na remoção do cristalino opaco e na implantação de uma lente intraocular, sendo considerado seguro e com altos índices de sucesso.
“Consultas oftalmológicas regulares são essenciais em todas as fases da vida, especialmente para pessoas que apresentam fatores de risco ou percebem mudanças na qualidade da visão. A avaliação periódica permite identificar precocemente alterações oculares e iniciar o tratamento mais adequado para cada caso”, destaca a Dra. Bruna Ventura.

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