Cultura
Mais que esporte, solidariedade e inclusão na prática: FAMILY RUNNING ARRECADA 2 TONELADAS DE ALIMENTOS NO PACAEMBU
Evento reuniu famílias, atletas profissionais e amadores na Praça Charles Miller em uma manhã marcada pela prática esportiva, inclusão e impacto social.
SÃO PAULO (SP) – Muito além de um evento esportivo, a Family Running provou que a corrida de rua é uma potente ferramenta de transformação, união e solidariedade. Realizada no dia 12 de julho, na icônica Praça Charles Miller, em frente ao Pacaembu, a prova celebrou a saúde e a convivência familiar com a arrecadação de 2 toneladas de alimentos não perecíveis.
Organizada pela Associação dos Deficientes Visuais de Taubaté e Vale do Paraíba (ADV-VALE) e Instituto Futuros Craques (dentro do projeto Circuitos.IFC), a Family Running reafirmou seu propósito de ser um espaço verdadeiramente inclusivo e democrático. A Avenida Pacaembu foi tomada por centenas de participantes divididos entre a caminhada de 3km e as corridas de 5km e 10km.
As duas toneladas de alimentos recolhidas durante o evento teve destino certo e farão a diferença na vida de centenas de famílias. As doações serão repassadas ao Projeto Arrastão, que atua no fortalecimento de comunidades vulneráveis em São Paulo, e à Liga Feminina de Combate ao Câncer – Núcleo Sapiranga, ampliando a rede de apoio e solidariedade para além das fronteiras paulistas.
INCLUSÃO – A ADV-VALE viabilizou a participação de mais de 40 atletas PCDs, consolidando a corrida como um evento inclusivo e sem barreiras, onde o incentivo à prática esportiva alcança todos os públicos de forma igualitária. “A Family Running nasceu com a missão de ir além do cronômetro e da linha de chegada. Ver a Praça Charles Miller lotada de famílias, atletas experientes e iniciantes, todos unidos por uma causa maior e resultando em 2 toneladas de alimentos arrecadados para instituições de extrema relevância, mostra o verdadeiro poder de transformação do esporte”, destacou o diretor do Instituto Futuros Craques, Gustavo Henrique Silva Bracco.
Com a união entre esporte, inclusão e solidariedade, a Family Running se consolida como um marco no calendário de corridas de rua, mais do que uma competição, um verdadeiro símbolo de celebração, bem-estar coletivo e transformação social.
Informações institucionais:
- Realização: Associação dos Deficientes Visuais de Taubaté e Vale do Paraíba (ADV-VALE) e Instituto Futuros Craques.
Patrocinadores e Apoiadores: Caedu, Ecolab, Sonda Supermercados, Laticínios Tirol, Stella Iluminação e Engemet Metalurgia e Comércio.
Evento realizado com apoio Lei de Incentivo ao Esporte e Governo do Estado de São Paulo (Secretaria de Esportes)
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Cultura
Ponto de Cultura Vovó Maria Conga fortalece formação cultural em Planaltina
Benzimentos, capoeira para a primeira infância, dança charme e comunicação digital integram ações gratuitas que aproximam gerações, preservam tradições e criam possibilidades de autonomia no Vale do Amanhecer
Há conhecimentos que sobrevivem porque passam de geração em geração. E há novas ferramentas que podem abrir caminhos para o presente e o futuro. No Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Santuário de Maria, no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF), essas duas dimensões se encontraram em um projeto que reuniu benzimentos e plantas medicinais, capoeira para crianças, dança charme e formação em social media, fotografia e produção de vídeos pelo celular.
Realizadas por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), as ações fortaleceram um trabalho que o Ponto de Cultura já desenvolve no território, voltado à preservação de conhecimentos tradicionais, formação cultural, convivência comunitária e criação de oportunidades de autonomia e geração de renda. O projeto destinou 82 vagas a quatro frentes de formação: 20 para benzimentos, 20 para comunicação digital, 30 para dança charme e 12 para crianças de 2 a 7 anos, na capoeira.
Segundo Mestra Mãe Maria do Cerrado, que está à frente do espaço e também atua como documentarista de patrimônio material e imaterial, registrando histórias ligadas à construção de Brasília, um dos efeitos mais perceptíveis foi a aproximação da comunidade. Pessoas que já conheciam o trabalho passaram a participar mais, enquanto novos públicos chegaram e encontraram no local um espaço de convivência, aprendizado e valorização cultural.
“A cultura é, realmente, viva, quando é compartilhada, praticada e reconhecida pelas pessoas”, afirma. Para ela, o projeto também ampliou o reconhecimento do Ponto de Cultura como um espaço coletivo, onde a cultura se manifesta não apenas em apresentações, mas na oralidade, na música, na dança, na culinária, nos saberes do Cerrado e nas tradições de terreiro.
Saberes Sagrados
Na oficina Sagradas Mulheres Bentas, conduzida pelas mestras benzedeiras e raizeiras Josefa Francisco Gomes Ataides e Mãe Maria do Cerrado, a oralidade foi o principal meio de transmissão de conhecimentos sobre benzimentos, plantas medicinais e práticas herdadas entre gerações. Um dos desdobramentos previstos é a incorporação de novos benzedores e benzedeiras à Roda de Benzimentos do Cerrado, iniciativa que o Ponto de Cultura já realiza de forma itinerante em diferentes espaços do Distrito Federal.
A transmissão da cultura afro-brasileira também chegou à primeira infância. Com o Mestre Ferrugem, crianças de 2 a 7 anos tiveram contato com movimentos, musicalidade, instrumentos, cantigas e a roda de capoeira por meio de atividades lúdicas.
Já a oficina de dança charme, conduzida por Luciana Mota Ferreira, trabalhou musicalidade, expressão corporal e construção coletiva de coreografias, além de estimular a formação de grupos que possam continuar vinculados ao Ponto de Cultura.
No outro extremo dessa ponte entre tradição e contemporaneidade, Vanessa Neres conduziu a formação em social media, fotografia e filmagem pelo celular. Os participantes aprenderam produção de conteúdo, planejamento de redes sociais, fotografia e vídeo, com perspectiva de utilização desses conhecimentos no mercado de trabalho, no empreendedorismo e na construção de portfólios próprios.
Durante o projeto, oficinas, encontros e momentos de troca ampliaram a rede de participação e pertencimento em torno da instituição. “Para nós, o resultado mais bonito é ver o Ponto de Cultura pulsando. É ver as pessoas chegando, participando, trazendo seus saberes, seus talentos e suas histórias”, manifesta Maria do Cerrado.
Público
Aberto a todos, a iniciativa se esforçou para alcançar, sobretudo, mulheres em situação de vulnerabilidade social, pessoas trans, negras e com deficiência, estudantes da rede pública, jovens desempregados, pessoas com 60 anos ou mais, pessoas em situação de rua, imigrantes, integrantes da comunidade LGBTQIA+, povos de terreiro e povo cigano. A acessibilidade também é um dos princípios e esteve incorporada desde a realização das oficinas até a comunicação do projeto, com espaços acessíveis, materiais em braile e recursos de Libras. Pessoas com deficiência também integram a equipe em funções de coordenação e execução.
Do Ponto de Cultura para o território
O projeto também levou o que foi produzido nas formações para momentos de compartilhamento com a comunidade. A programação incluiu a Roda de Benzimentos do Cerrado, com mestres e mestras da região; a Batalha Charmosa, dedicada às performances e coreografias de dança charme; e os Festejos Sagrados da Vovó Maria Conga, reunindo diferentes expressões trabalhadas durante o projeto.
As ações dialogam com uma região onde, segundo o diagnóstico apresentado pelo próprio Ponto de Cultura, a população convive com vulnerabilidades sociais e carência de espaços culturais e formativos. Nesse contexto, a instituição busca aproximar cultura, formação e participação comunitária.
De acordo com Maria do Cerrado, a experiência também revelou a demanda existente por espaços de formação e convivência e fortaleceu a capacidade de mobilização da instituição. Como elabora, o recurso público ganha significado justamente quando seus efeitos chegam à vida cotidiana: “O investimento na cultura chegou até o território e se transformou em encontro, participação, aprendizado, autoestima, memória e fortalecimento comunitário.”
O encerramento do projeto, portanto, não representa o fim desse movimento. O próprio plano de trabalho prevê estratégias para a continuidade das oficinas, a ampliação da Roda de Benzimentos e a manutenção dos vínculos e parcerias construídos durante as atividades.
Sobre o Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Santuário de Maria
Localizado no Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF), e certificado como Ponto de Cultura desde 2025, o espaço, fundado em 1970, desenvolve ações ligadas à preservação e transmissão de saberes ancestrais, formação cultural, inclusão e fortalecimento comunitário. Sua trajetória reúne iniciativas de medicina tradicional, benzimentos, alimentação de terreiro, memória, audiovisual, sustentabilidade e formação de diferentes públicos. Entre as ações já realizadas estão projetos apoiados pelo FAC e pela Lei Paulo Gustavo, além de iniciativas desenvolvidas pela própria entidade e por meio de parcerias.
Serviço:
Para conhecer e participar das atividades gratuitas:
Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Santuário de Maria
Endereço: Sítio Agrovale, Fazenda Santa Fé, Gleba 02, Área Rural de Planaltina
Site: pontodeculturavovoconga.com.br
Facebook: Terreiro da Vovó Maria Conga – Casa de Benzimento
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