Diversas
Detran comemora dia dos motoristas e motociclistas.
Ações educativas comemoram Dia do Motorista e do Motociclista
Atividades contaram com repentistas nos bares da Asa Norte, Rodoviária do Plano Piloto e na área externa do Moto Week
Zélia Ferreira
(Brasília, 27/7/2023) – Em razão do Dia Nacional do Motociclista, comemorado no dia 27 de julho, as equipes de educação do Departamento de Trânsito do Distrito Federal realizaram uma grande ação com abordagem a cerca de 100 motociclistas na Granja do Torto, na área externa do Capital Moto Week, na manhã desta quinta-feira (27).
A atividade contou com a intervenção artística de repentistas e mímicos além da entrega de material educativo aos motociclistas abordados. Durante todo o dia, das 12h às 21h, educadores estão ministrando palestras aos participantes do evento, com orientação quanto aos cuidados essenciais do motociclista no trânsito e sobre álcool X pilotagem segura.
“A melhor forma de comemorar o Dia Nacional do Motociclista e o Dia do Motorista é intervir de forma positiva na sensibilização desses condutores, a fim de que eles cuidem mais da própria segurança e vivam para comemorar essa data especial por muitos anos. Nós, da Diretoria de Educação de Trânsito do Detran-DF, estamos sempre atuando para conscientizar a população do papel de cada um na promoção de um trânsito cada dia mais seguro para todos”, destacou a diretora de Educação, Paula Nunan.
Das 17h30 às 20h50, desta quinta-feira (27) e de sexta-feira (28), haverá atividades nos bares da Asa Norte, com intervenções que mostrem os riscos da mistura bebida e direção, principalmente com foco na pilotagem de motocicletas. Bonecos e mímicos farão intervenções com os frequentadores dos bares, abordando os efeitos do álcool no organismo e outras informações para a segurança individual e coletiva no trânsito.
*Dia do Motorista *
Na terça-feira (25), foi comemorado o Dia do Motorista. Em razão disso, o Detran montou uma tenda, com banners educativos e realizou abordagem aos pedestres e condutores na Rodoviária do Plano Piloto, das 9h às 12h, com peça teatral, palestra e interações de repentistas. A atividade teve foco na orientação sobre os cuidados necessários na circulação dos ônibus coletivos em seus trajetos diários.
Na quarta-feira (26), a ação educativa em homenagem ao Dia do Motorista ocorreu nos bares da Asa Norte, das 17h30 às 20h50, com foco nos efeitos do álcool no organismo e nos cuidados essenciais à segurança individual e coletiva dos condutores de veículos. As equipes ainda entregaram material educativo, além das intervenções artísticas com repentistas e bonecos da Diretoria de Educação de Trânsito.
Fonte: Ascom Detran
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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