Diversas
Dia Internacional da Mulher: Neoenergia vai premiar mulheres que lideram projetos de arte e cultura no Distrito Federal
Inscrições para o Prêmio Inspirar de R$ 123 mil podem ser feitas até o próximo dia 28 de março
Brasília, 08 de março de 2024 – Em meio as comemorações do Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que uma iniciativa que valoriza o protagonismo feminino no campo da arte e da cultura do Distrito Federal. As brasilienses que se destacam de alguma forma nessas áreas podem se inscrever na 4ª Edição do Prêmio Inspirar, do Instituto Neoenergia, de forma gratuita, até 28 de março. A premiação, de quase R$ 123 mil, será distribuída entre as 16 vencedoras que atuem na capital federal e em municípios de oito estados – Bahia, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
“O lançamento nessa data tão relevante reforça nosso compromisso para que o investimento social privado impulsione a equidade de gênero na sociedade brasileira. O protagonismo feminino é fundamental para superarmos os desafios da Agenda 2030, especialmente no campo da arte e cultura, que oferece tantas oportunidades para o desenvolvimento socioeconômico”, afirma Renata Chagas, Diretora-presidente do Instituto Neoenergia.
Em 2024, as interessadas podem se inscrever em duas categorias: Mulheres (pessoas físicas) e Coletivos (grupos não formalizados com mais de um ano em atividade). É necessário que as ações promovidas estejam comprometidas com o ODS 5 – Igualdade de Gênero da ONU e promovam transformações positivas em territórios vulnerabilizados.
Importante reforçar que, das 16 vencedoras, 14 serão escolhidas por votação popular e outras duas por mérito cultural concedido por um Comitê Externo de Especialistas, também formado por mulheres.
As inscrições para o Prêmio Inspirar 2024 devem ser realizadas pelo site da organização. Na plataforma, também está disponível o regulamento, com todas as informações sobre a iniciativa, inclusive a relação de todos os municípios contemplados neste ano.
DF brilhou no ano passado – Na edição de 2023, o Distrito Federal teve duas vencedoras do Prêmio Inspirar. Daniela Couto se destacou com o Projeto Garatuja, responsável por oferecer aulas de dança e reforço escolar, tendo a missão de democratizar o acesso à dança para crianças e adolescentes vulneráveis. Já Ana Soares ganhou por sua liderança no Surdodum, uma banda de percussão voltada para pessoas com deficiência auditiva.
Fonte: Neoenergia Brasilia
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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