Diversas
Mudanças de temperatura elevam casos de doenças respiratórias no outono
Especialista do HU-UFS destaca sintomas, diferenças entre gripe e rinite e importância do acompanhamento médico
Aracaju (SE) – Os meses de março a junho, em Aracaju, trazem oscilações de temperatura características do outono, estação de transição entre o verão e o inverno. Essas mudanças favorecem o aumento no número de casos de diversas doenças respiratórias, como resfriado, gripe, crises de asma, rinite, bronquite, sinusite e pneumonia.
De acordo com a médica alergista e imunologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe (HU-UFS/HU Brasil), Julianne Machado, essas enfermidades tendem a apresentar mais crises justamente durante o outono e o inverno, quando as variações climáticas causam maiores impactos à saúde respiratória. “Por isso que é muito importante que os pacientes mantenham, durante esses períodos, o acompanhamento com o especialista, para ajuste de doses, ajuste de medicações, ou às vezes até troca de medicação, se for necessário”, adverte.
A especialista ressalta que essas variações de temperatura fazem com que a mucosa respiratória de pacientes, já mais sensível, sofra ainda mais, seja em casos de rinite, asma ou outras condições semelhantes, o que exige atenção constante. Ela também chama a atenção para a possibilidade de obtenção de medicamentos sem custos. “Para as doenças respiratórias, como a asma e rinite, existem algumas medicações distribuídas de forma gratuita. Algumas medicações nasais podem ser adquiridas na Farmácia Popular, e algumas medicações inalatórias a gente consegue adquirir ou na Farmácia Popular ou no CASE [Centro de Atenção à Saúde de Sergipe]”, ressalta.
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Persistência dos sintomas
Os sintomas muitas vezes se confundem com os de gripes e resfriados, mas a persistência é um dos principais fatores que permitem diferenciar os casos. “Enquanto, em geral, no resfriado, na gripe, os sintomas costumam durar cinco, sete, no mais tardar, dez dias, no caso da rinite, isso persiste por semanas. Na maioria das vezes, em gripes e resfriados, esses pacientes também vão apresentar moleza, fraqueza, dor no corpo, febre. Isso não acontece nas crises da rinite, mas vale sempre lembrar que em caso de dúvida tem que procurar o especialista, porque os sintomas iniciais de fato podem confundir”, detalha.
Normalmente, de acordo com a profissional, os sinais iniciais costumam incluir sensação de peso na cabeça, coriza intensa, espirros e secreção nasal frequente. No entanto, é o profissional quem consegue, por meio de exames clínicos ou da avaliação física, diferenciar cada condição. “É muito importante o diagnóstico correto, porque o tratamento vai diferir de acordo com o caso”, reforça a médica alergista e imunologista do HU-UFS.
Prevenção
Além dos quadros comuns de asma e rinite, algumas atitudes ajudam a prevenir doenças respiratórias de forma geral. Parar de fumar evita danos pulmonares crônicos. Manter a vacinação em dia, como a vacina contra a gripe, fortalece o sistema imunológico e previne complicações mais graves. Boas práticas de higiene pessoal, especialmente a limpeza das mãos, e a manutenção adequada dos ambientes, com remoção de mofo e poeira, ajudam a reduzir a disseminação de vírus, bactérias e alérgenos.
Adotar um estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, e manter ambientes bem ventilados, sobretudo em períodos mais frios, ajudam a conter a propagação dessas enfermidades. Por fim, o acompanhamento médico regular, incluindo o monitoramento da saúde respiratória, a realização de exames preventivos e o início precoce do tratamento, ajuda a prevenir novos casos e a reduzir a gravidade daqueles já existentes.
Sobre a HU Brasil
O HU-UFS faz parte da Rede HU Brasil desde 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a HU Brasil nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – Ebserh. É responsável pela administração de 45 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Em 2026, em um reposicionamento junto à sociedade, ao mercado e instituições parceiras, passou a ter um novo nome, que carrega sua essência: HU Brasil.
Diversas
Nova regulamentação da Lei de Incentivo ao Esporte amplia exigências e reforça papel social dos projetos
Atualização traz mais transparência, critérios técnicos e foco em acesso público, impactando diretamente organizações do terceiro setor
A Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) entra em um novo momento com a regulamentação do Decreto nº 12.861/2026, que atualiza as regras de funcionamento da política pública sem alterar sua estrutura central. A medida, que regulamenta a Lei Complementar nº 222/2025, reorganiza o sistema, elucida pontos que geravam dúvidas e reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social.
Nesse contexto, iniciativas voltadas à qualificação do terceiro setor ganham ainda mais relevância. É o caso da Rede CT – Capacitação e Transformação, que atua na formação de organizações que utilizam o esporte como ferramenta de impacto social, preparando agentes e instituições para acessar e executar projetos com mais consistência e segurança dentro da LIE.
Diante das mudanças, a Rede CT tem atuado diretamente para garantir que seus participantes estejam alinhados às novas diretrizes e aptos a aplicá-las na prática. Segundo Daiany França Saldanha, coordenadora de Mentoria da Rede CT, a estratégia foi transformar as atualizações da legislação em conteúdos acessíveis e aplicáveis.
“Na prática, a régua subiu. A Lei entra em uma fase mais exigente, com menos margem para erros de gestão e maior rigor técnico e documental”, afirma.
Entre as ações implementadas estão a realização de um aulão com todos os participantes da edição 2026 e a produção de uma cartilha com os principais pontos da nova regulamentação. “A nossa postura é justamente essa: ajudar para que as pessoas conheçam essas atualizações e já consigam aplicar nos seus projetos. É um trabalho muito conectado com a vivência do dia a dia. Então, acompanhamos de perto os nossos alunos para que eles estejam sempre atualizados em tudo o que se relaciona à lei. A partir dessas mudanças, organizamos esse conteúdo para ser trabalhado com eles, de forma prática”, completa.
Entre as mudanças previstas no decreto está a atualização das nomenclaturas das categorias esportivas, que passam a ser denominadas como Formação Esportiva, Esporte para Toda a Vida e Excelência Esportiva. Mais do que uma alteração conceitual, a nova regulamentação consolida diretrizes que já vinham sendo aplicadas na prática, especialmente no que diz respeito ao caráter público dos projetos.
“A inclusão social deixa de ser apenas um princípio e passa a ser uma exigência explícita. Os projetos precisam garantir acesso gratuito e aberto, o que reforça o papel da política pública como instrumento de transformação. Como consequência, projetos realizados em circuitos privados ou com públicos restritos deixam de se enquadrar nessas categorias, reforçando o compromisso da política com a inclusão social”, explica Daiany.
Outra alteração está no aprimoramento dos critérios técnicos de avaliação e na definição de regras mais claras para execução e prestação de contas. O decreto estabelece prazos mais rigorosos, amplia os mecanismos de controle e traz maior previsibilidade para investidores e proponentes. “Não há mais espaço para inconsistências na documentação ou fragilidades na execução”, avalia.
O uso de recursos incentivados para aquisição de espaços publicitários e restringe práticas como a cobrança de beneficiários em projetos caracterizados como atividade regular, passa a ser vedado, expressamente.
No campo do financiamento, a lógica geral é mantida. Pessoas jurídicas poderão deduzir até 2% do Imposto de Renda devido até 2027, com aumento para 3% a partir de 2028. Projetos com foco em inclusão social podem alcançar até 4% de dedução. Já para pessoas físicas, o limite permanece em 7%.
As mudanças exigem uma postura ainda mais assertiva das organizações do terceiro setor. “A era da tentativa e erro ficou ainda mais restrita. As organizações precisam chegar mais preparadas, com estrutura, clareza de propósito e capacidade técnica”, afirma Daiany.
Planejamento, gestão qualificada e acompanhamento contínuo passam a ser indispensáveis em um cenário que demanda maior consistência técnica e compromisso com resultado, pontos diretamente trabalhados por iniciativas como a Rede CT em seus ciclos de formação e mentoria. (www.capacitacaoetransformacao.org)
Com a nova regulamentação, a Lei de Incentivo ao Esporte se consolida como uma política pública mais estruturada e orientada ao impacto social. Para organizações e profissionais do setor, o momento exige atualização, adaptação e investimento em formação: fatores que podem determinar o sucesso na captação e execução de projetos nos próximos anos.
Sobre a Rede CT – Capacitação e Transformação
A Rede CT – Capacitação e Transformação nasce da união de mais de 20 anos de experiência do Instituto Futebol de Rua em desenvolvimento e captação de recursos com a Rede Igapó em projetos incentivados. A iniciativa conta com o Itaú como patrocinador master, além do patrocínio da B3 e do Instituto Aegea, e tem como objetivo capacitar empreendedores sociais esportivos para o uso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, apoiando programas que utilizam a prática esportiva como ferramenta de transformação social.
Rede CT – Capacitação e Transformação
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