Diversas
Mutirão oferece acolhimento, exame de DNA e emprego a mulheres no DF
Em parceria com diversas instituições, a 11ª edição do Dia da Mulher da DPDF vai oferecer serviços, proteção e assistência para mulheres
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) fará um mutirão de apoio para mulheres vítimas de violência ou em situação de vulnerabilidade, incluindo a oferta de exames de DNA e empregos, na segunda-feira (1º/4), na Asa Norte.
Em parceria com diversas instituições, a 11ª edição do Dia da Mulher da DPDF vai oferecer acolhimento, encaminhamento para atendimento, prática de esporte, atividades físicas, alimentação, música e avaliação bucal.
Os serviços serão prestados pelo Instituto Aria. A Faculdade Anhanguera participará com avaliação fisioterapêutica, terapia manual, liberação miofascial e massagem relaxante.
O Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher da Polícia Civil (PCDF) vai oferecer atendimento psicológico para vítimas de violência doméstica, além de orientação e sessão de terapia.
A Secretaria da Mulher do DF, a Secretaria de Justiça e Cidadania e o Núcleo Judiciário da Mulher do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) também estarão presentes para apoiar as mulheres.
7 mil
Durante as 10 primeiras edições do evento, realizado desde maio de 2023, o Dia da Mulher realizou mais de 7 mil atendimentos.
Segundo a subdefensora pública-geral Emmanuela Saboya, a iniciativa promove a igualdade de direitos e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
“O foco é atender mulheres vulneráveis que, frequentemente, enfrentam barreiras significativas para acessar recursos legais devido a restrições financeiras”, assinalou.
Câncer de colo do útero
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disponibilizará exames de autocoleta de prevenção do câncer do colo do útero para as mulheres de 30 a 49 anos.
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Móvel, da Secretaria de Desenvolvimento Social do DF (Sedes/ DF), ofertará a prestação de serviços socioassistenciais, com a disponibilização de 100 senhas.
O que também estará à disposição:
Atendimentos de mediação
Orientação jurídica
Iniciais de Família e de Fazenda Pública
Acompanhamento processual
Atendimento psicossocial
Mamografias
Exames citopatológicos
Distribuição de vouchers para a inserção de DIU
Odontologia
Consultas com uma médica da família e com profissionais de enfermagem
Estágios e empregos
A ação oferecerá vagas de estágio de ensino médio, técnico e superior, além de vagas para jovem aprendiz ao público de 14 a 24 anos, pelo Instituto da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do DF (Fecomércio-DF).
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda vai oferecer vagas de empregos e atendimentos ao empregador, como CTPS Digital, seguro-desemprego, orientação profissional, Cesta do Trabalhador.
A pasta também abrirá inscrições para cursos de qualificação profissional e de orientações para o Programa PROSPERA (Microcrédito).
Carreta da Beleza
A ação contará com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que realizará cadastros no Programa Senac Cursos de Gratuidade (PSG).
O Senac também levará a Carreta da Beleza, para oferecer serviços voltados à autoestima da mulher, como cortes de cabelos, tranças e depilação de face e buço, todos no período matutino.
A Secretaria da Pessoa com Deficiência do DF fará o cadastro da Pessoa com Deficiência, a Carteira de Identificação para Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A pasta também orientará para o acesso à programas sociais.
A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab) realizará atendimentos referentes à regularização e à inscrição em programas habitacionais.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) disponibilizará exames de auto coleta de prevenção do câncer do colo do útero para as mulheres de 30 a 49 anos.
Serviço:
A ação será realizada no Nuclão da DPDF, localizado no Setor Comercial Norte (SCN) Quadra 1, Edifício Rossi Esplanada Business, Asa Norte, próximo ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), nesta segunda-feira (1º/4), das 8h às 17h.
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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