Diversas
Safra de 2025/2026 terá 516 Bi
Presidente Lula lançou o Plano Safra 2025/2026, com R$ 516,2 bilhões para o financiamento da agricultura e da pecuária empresarial. O crédito vai apoiar grandes produtores rurais e cooperativas com R$ 447 bilhões, e produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) com R$ 69,1 bilhões.
O valor é R$ 8 bilhões maior em relação à safra anterior .
Crédito de custeio poderá ser destinado à produção de sementes e mudas de essências florestais, nativas ou exóticas, e ao reflorestamento. Será permitido o financiamento de culturas de cobertura, que ajudam a preservar o solo.
As taxas de juros para custeio e comercialização serão de 10% ao ano para os produtores do Pronamp e de 14% ao ano para os demais produtores. Já para investimentos, as taxas de juros variam entre 8,5% ao ano e 13,5% ao ano.
CONTESTAÇÃO – Confederação da Agricultura e Pecuária afirma que os recursos do Plano Safra, tanto para agricultura familiar como empresarial, não respondem à altura diante da importância estratégica que a agricultura tem para o Brasil.
Comenta que os valores anunciados ficaram bem abaixo até mesmo da inflação, sendo menores quando corrigidos. Por exemplo, para agricultura familiar, os recursos cresceram 3% e para a empresarial, houve um aumento de 1,5%. Considerando-se uma inflação de 5,32% no período, ficam abaixo da inflação e abaixo do que o setor pleiteou.
A Confederação reforça que o grande problema foi o “descaso com o seguro rural”.
Não foi anunciado nada do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), onde o setor tinha R$ 1,06 bilhão no início de 2025, tendo havido corte e congelamento em torno de R$ 435 milhões neste ano. Há risco de ter uma área segurada apenas de 4 milhões de hectares.
IOF – Advocacia-Geral da União (AGU), representando o presidente da República, propôs no Supremo Tribunal Federal (STF) pedido de declaração de constitucionalidade do Decreto Presidencial nº 12.499/2025, que alterou as alíquotas do Imposto Sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a Títulos e Valores Mobiliários (IOF).
AGU requer, em caráter liminar, o reconhecimento da inconstitucionalidade do Decreto Legislativo nº 176/2025, que suspendeu os efeitos do ato do Executivo sobre o tributo.
Sustenta que o Decreto nº 12.499/2025, editado pelo presidente da República, é constitucional, porque tem como fundamento direto a prerrogativa concedida pela própria Constituição Federal ao chefe do Poder Executivo para a adoção de tal ato.
Como costuma acontecer, o ministro Alexandre de Moraes será o relator desse processo do IOF no STF.
FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) creditou na sexta-feira(27) R$ 4,5 bilhões nas contas de estados, municípios e do Distrito Federal. O valor se refere às complementações da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), relativas ao mês de junho.
O FNDE autoriza o uso dos recursos do Fundeb como contrapartida não financeira em termos de compromisso firmados com o órgão. A medida permite que estados, municípios e o DF utilizem recursos para custear obras e serviços de engenharia na educação básica.
SEGURANÇA – Brasília recebe hoje a I Conferência Nacional de Segurança Pública.. O evento reunirá autoridades dos Três Poderes, representantes das forças de segurança pública do Brasil e especialistas.
A abertura será às 19h, no Centro de Convenções Brasil 21, e seguirá até amanhã.
O setor propõe maior destinação de recursos para a segurança pública a partir da arrecadação com jogos de apostas por quota fixa
MERCOSUL – Presidente Lula está hoje em Buenos Aires (Argentina), para participar da Cúpula do Mercosul, que ocorre amanhã. É a primeira viagem de Lula ao país vizinho desde que Javier Milei assumiu a Casa Rosada, em dezembro de 2023.
O Brasil assume a presidência do Mercosul nesta semana e irá coordenar o bloco econômico até dezembro deste ano. Um dos objetivos da presidência brasileira é concluir o acordo entre o Mercosul e a União Europeia, que se arrasta por mais de 20 anos.
O Mercosul, bloco econômico de países da América do Sul, avança em negociações para acordo de livre comércio com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), que reúne Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
ARMAS – Polícia Federal assumiu responsabilidade pelo registro, monitoramento e fiscalização das atividades de CACs – (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores).
A PF prevê a criação de 123 Delegacias de Controle de Armas nas capitais das 27 unidades federativas e de 96 Núcleos de Controle de Armas em delegacias localizadas no interior do Brasil.
VOOS – Nessas férias escolares, empresas aéreas nacionais vão disponibilizar 11 milhões de assentos em 68,3 mil voos domésticos, um crescimento de 6% na comparação com 2024.
A malha aérea registra ampliação, com destaque para Rio de Janeiro (+10%), São Paulo (+5%) e Brasília (+6,4%).
AGROTÓXICOS – Governo Federal instituiu o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, o Pronara. A iniciativa vai reunir ferramentas de pesquisa, informação, monitoramento de resíduos, além de assistência técnica e extensão rural e bioinsumos, para reduzir o uso de agrotóxicos e ampliar a produção sustentável de alimentos saudáveis pela agricultura familiar.
EUA – Câmara dos Deputados dos EUA pode votar hoje o megapacote tributário e orçamentário proposto pelo presidente Donald Trump, já aprovado pelo Senado.
Intitulado “One Big Beautiful Bill” (Um grande e belo projeto, na tradução livre), a proposta deve despertar muita discussão.
GAZA – Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Israel concordou com um cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza.
O grupo Hamas não emitiu resposta sobre o acordo.
RECESSO – Tribunais superiores brasileiros entram em recesso hoje. Os prazos processuais ficam suspensos até 31 de julho. Nesse período, somente questões urgentes devem ser analisadas por magistrados de plantão.
No STF (Supremo Tribunal Federal), o plantão judicial ficará dividido entre o vice-presidente Edson Fachin, responsável até 16 de julho, e o presidente Roberto Barroso, que ficará à frente da Corte de 17 a 31 de julho.
CDU – Ministério da Gestão publicou edital da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), com 3.642 vagas distribuídas em 32 órgãos públicos. Desse total, 2.480 são vagas imediatas e 1.172 para provimento a curto prazo.
As provas objetivas serão aplicadas no dia 5 de outubro.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 139.549 pontos, com alta de 0,50%.
MOEDAS – FONTE: BC
Dólar Comercial: R$ 5,46 (+0,51%)
Dólar Turismo: R$ 5,67 (+0,55%)
Euro Comercial: R$ 6,43 (+0,62%)
Euro Turismo: R$ 6,70 (+0,63%)
Bitcoin: R$ 589.536 (+0,51%)
Por RENATO RIELLA / (NEWS RENATO RIELLA – 2 DE JULHO)
Diversas
Nova regulamentação da Lei de Incentivo ao Esporte amplia exigências e reforça papel social dos projetos
Atualização traz mais transparência, critérios técnicos e foco em acesso público, impactando diretamente organizações do terceiro setor
A Lei de Incentivo ao Esporte (LIE) entra em um novo momento com a regulamentação do Decreto nº 12.861/2026, que atualiza as regras de funcionamento da política pública sem alterar sua estrutura central. A medida, que regulamenta a Lei Complementar nº 222/2025, reorganiza o sistema, elucida pontos que geravam dúvidas e reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social.
Nesse contexto, iniciativas voltadas à qualificação do terceiro setor ganham ainda mais relevância. É o caso da Rede CT – Capacitação e Transformação, que atua na formação de organizações que utilizam o esporte como ferramenta de impacto social, preparando agentes e instituições para acessar e executar projetos com mais consistência e segurança dentro da LIE.
Diante das mudanças, a Rede CT tem atuado diretamente para garantir que seus participantes estejam alinhados às novas diretrizes e aptos a aplicá-las na prática. Segundo Daiany França Saldanha, coordenadora de Mentoria da Rede CT, a estratégia foi transformar as atualizações da legislação em conteúdos acessíveis e aplicáveis.
“Na prática, a régua subiu. A Lei entra em uma fase mais exigente, com menos margem para erros de gestão e maior rigor técnico e documental”, afirma.
Entre as ações implementadas estão a realização de um aulão com todos os participantes da edição 2026 e a produção de uma cartilha com os principais pontos da nova regulamentação. “A nossa postura é justamente essa: ajudar para que as pessoas conheçam essas atualizações e já consigam aplicar nos seus projetos. É um trabalho muito conectado com a vivência do dia a dia. Então, acompanhamos de perto os nossos alunos para que eles estejam sempre atualizados em tudo o que se relaciona à lei. A partir dessas mudanças, organizamos esse conteúdo para ser trabalhado com eles, de forma prática”, completa.
Entre as mudanças previstas no decreto está a atualização das nomenclaturas das categorias esportivas, que passam a ser denominadas como Formação Esportiva, Esporte para Toda a Vida e Excelência Esportiva. Mais do que uma alteração conceitual, a nova regulamentação consolida diretrizes que já vinham sendo aplicadas na prática, especialmente no que diz respeito ao caráter público dos projetos.
“A inclusão social deixa de ser apenas um princípio e passa a ser uma exigência explícita. Os projetos precisam garantir acesso gratuito e aberto, o que reforça o papel da política pública como instrumento de transformação. Como consequência, projetos realizados em circuitos privados ou com públicos restritos deixam de se enquadrar nessas categorias, reforçando o compromisso da política com a inclusão social”, explica Daiany.
Outra alteração está no aprimoramento dos critérios técnicos de avaliação e na definição de regras mais claras para execução e prestação de contas. O decreto estabelece prazos mais rigorosos, amplia os mecanismos de controle e traz maior previsibilidade para investidores e proponentes. “Não há mais espaço para inconsistências na documentação ou fragilidades na execução”, avalia.
O uso de recursos incentivados para aquisição de espaços publicitários e restringe práticas como a cobrança de beneficiários em projetos caracterizados como atividade regular, passa a ser vedado, expressamente.
No campo do financiamento, a lógica geral é mantida. Pessoas jurídicas poderão deduzir até 2% do Imposto de Renda devido até 2027, com aumento para 3% a partir de 2028. Projetos com foco em inclusão social podem alcançar até 4% de dedução. Já para pessoas físicas, o limite permanece em 7%.
As mudanças exigem uma postura ainda mais assertiva das organizações do terceiro setor. “A era da tentativa e erro ficou ainda mais restrita. As organizações precisam chegar mais preparadas, com estrutura, clareza de propósito e capacidade técnica”, afirma Daiany.
Planejamento, gestão qualificada e acompanhamento contínuo passam a ser indispensáveis em um cenário que demanda maior consistência técnica e compromisso com resultado, pontos diretamente trabalhados por iniciativas como a Rede CT em seus ciclos de formação e mentoria. (www.capacitacaoetransformacao.org)
Com a nova regulamentação, a Lei de Incentivo ao Esporte se consolida como uma política pública mais estruturada e orientada ao impacto social. Para organizações e profissionais do setor, o momento exige atualização, adaptação e investimento em formação: fatores que podem determinar o sucesso na captação e execução de projetos nos próximos anos.
Sobre a Rede CT – Capacitação e Transformação
A Rede CT – Capacitação e Transformação nasce da união de mais de 20 anos de experiência do Instituto Futebol de Rua em desenvolvimento e captação de recursos com a Rede Igapó em projetos incentivados. A iniciativa conta com o Itaú como patrocinador master, além do patrocínio da B3 e do Instituto Aegea, e tem como objetivo capacitar empreendedores sociais esportivos para o uso da Lei Federal de Incentivo ao Esporte, apoiando programas que utilizam a prática esportiva como ferramenta de transformação social.
Rede CT – Capacitação e Transformação
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