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Sobrepeso na gravidez pode trazer riscos para gestantes, diz estudo

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Mulheres têm de redobrar os cuidados com a balança durante os nove meses – (crédito: Arteida MjESHTRI on Unsplash)

Estudo da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, mostra que gestantes acima do peso têm maior probabilidade de desenvolvimento de problemas cardíacos anos após o parto e que podem ser evitados

Isabella Almeida

O sobrepeso em mulheres, que tiveram complicações durante a gestação, como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, pode explicar o aumento de risco das mães desenvolverem doenças cardíacas. O estudo, realizado por uma equipe de pesquisadores da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, identificou que a obesidade antes ou durante a gravidez é fator determinante na saúde feminina.

De acordo com o artigo, publicado na revista Circulation Research, os cientistas buscam compreender qual fator de risco — se a obesidade ou as complicações durante a gravidez — se sobrepõe, estimulando o surgimento de doenças cardíacas anos após o período gestacional.

“Demonstramos, pela primeira vez, que os resultados adversos da gravidez são principalmente indicadores -e não a causa raiz de futuros problemas cardíacos. Isso significa que a gravidez apenas revela o risco de doenças cardíacas que já existem”, narra em nota, Sadiya Khan, professora da Universidade Northwestern e autora correspondente do artigo.

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A pesquisa

Os cientistas usaram dados de outro ensaio, o nuMoM2b Heart Health Study, para acompanhar 4.216 mulheres gestantes. O monitoramento começou nos estágios iniciais da gravidez e durou uma média de 3,7 anos após o parto. Na primeira consulta do estudo, a idade média das mães era de 27 anos, e 53% tinham índice de massa corporal (IMC) normal, 25% estavam com sobrepeso e 22% tinham obesidade.

Comparadas àquelas com IMC normal, as mulheres com sobrepeso ou obesidade mostraram maior risco de desenvolver distúrbios hipertensivos na gravidez. Nenhuma das voluntárias tinham histórico de hipertensão ou diabetes pré-gestacional.

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A equipe notou que aproximadamente 15% de todas as participantes apresentaram complicações relacionadas à hipertensão. Entre outros problemas, 11% tiveram bebês com baixo peso ao nascer, 8% passaram pelo parto prematuro e 4% sofreram de diabetes gestacional. Nos anos seguintes à gravidez, as mulheres com complicações relacionadas à pressão tinham 97% mais probabilidade de ter pressão arterial alta e 31% eram mais propensas a ter colesterol elevado.

“O sistema cardiovascular da gestante se adapta todo, aumenta muito o volume circulante de sangue e os vasos vão ficar mais cheios e mais flexíveis para acomodar esse volume e o coração vai trabalhar numa frequência maior. Se você agrega isso à obesidade, que já causa alterações, a situação tende a piorar”, diz o médico. Segundo ele, a melhor alternativa é a prevenção e acompanhar a paciente na gestação e no pós-parto.

Estresse

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Khan destaca a relevância do estudo para garantir qualidade de vida às mães. “Essas descobertas são importantes porque se a obesidade pré-gravidez for a culpada ou a causa do risco, deveríamos direcionar isso com intervenções. Não queremos apenas esperar até que as pessoas tenham estes eventos cardiovasculares, queremos impedir que isso aconteça”, enfatizou o cientista.

Para os pesquisadores, a intervenção na obesidade antes da gravidez é fundamental. Um eixo fundamental da pesquisa é baseado no chamado “trimestre zero”, que representa a saúde pré-gestação. Segundo o ensaio, ao melhorar o vigor durante essa fase, é possível evitar problemas de saúde a longo prazo. Todavia, os autores consideram que pode ser difícil realizar essa abordagem.

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Rosangeles Konrad, cardiologista, coordenadora da Linha de Cuidados Cardiológicos do Hospital Anchieta, em Brasília, reforça que o ideal seria transmitir as orientações à gestante antes da gravidez. “O que conta mesmo é a prevenção, conversar com a paciente antes dela engravidar. Mas na maioria das vezes isso não acontece. Orientar a paciente ficaria a cargo da ginecologia obstetrícia, sugerir que ela perca peso por conta das consequências: para o feto, complicações durante a gravidez e, agora, a doença cardiovascular.”

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O trabalho frisa que o início da gravidez é um momento oportuno para aconselhar sobre hábitos saudáveis para o coração, como dieta e exercício. “Definitivamente não queremos recomendar a perda de peso durante a gravidez, mas queremos recomendar aconselhamento e monitorização para um ganho de peso gestacional adequado. É uma das poucas vezes na vida em que você vai ao médico com frequência enquanto está saudável”, destacou a autora correspondente, em comunicado.

Questão de saúde pública

“Está cada vez mais consolidado que o excesso de peso traz malefícios à saúde por si só e que essa condição não deve ser negligenciada. Há diversos tratamentos medicamentosos e não medicamentosos que podem ajudar o paciente a vencer essa doença, a depender da característica de cada indivíduo. É importante o acompanhamento de uma equipe multi-disciplinar, tais como médicos, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos, dentre outros. Estudos como o da Universidade Northwestern, ampliados para populações de diversos países e etnias, são importantes para que possamos direcionar programas de saúde pública e consolidar evidências que contribuam com a saúde cardiovascular das futuras mães.”

Ricardo Cals, cardiologista do Hospital Santa Lúcia.

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Fonte: Correio Brasiliense

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Violência contra a mulher entra em pauta nas salas de aula do DF

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A Procuradoria Especial da Mulher (PEM) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) leva, nesta sexta-feira (27), o projeto PEM nas Escolas para o Centro de Ensino Médio Integrado (CEMI) do Cruzeiro. A iniciativa divulga ações de prevenção e conscientização sobre igualdade de gênero e enfrentamento à violência contra as mulheres, com atividades voltadas a estudantes.

No encontro, com cerca de 150 alunos, terão rodas de conversa e a apresentação de uma cartilha educativa desenvolvida especialmente para adolescentes. O material utiliza linguagem acessível e exemplos do cotidiano para abordar temas como respeito, empatia, igualdade de gênero e os diferentes tipos de violência contra as mulheres.

À frente da Procuradoria Especial da Mulher, a deputada Paula Belmonte destaca a importância da prevenção como eixo central das políticas públicas de enfrentamento a esse cenário. “Ao levar as ações da Procuradoria para dentro das escolas, reforçamos que o enfrentamento à violência contra a mulher começa antes da agressão e antes da denúncia. Começa na formação de consciência, na construção de valores e na forma como os jovens aprendem a se relacionar. A prevenção precisa estar no centro desse debate”, afirma.

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A atividade integra a proposta da Procuradoria de ampliar o debate sobre direitos e prevenção à violência para além do ambiente institucional, levando informação aos espaços de formação e convivência dos jovens. A iniciativa parte do entendimento de que a construção de uma cultura de respeito começa pela educação e pelo diálogo direto com as novas gerações.

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