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Saúde

Além do filtro solar: mapeamento genético reforça a prevenção do melanoma

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Crédito: Freepik

Dermatologista ressalta que o exame ajuda a identificar quem tem maior risco e a orientar um cuidado mais individualizado, sem substituir a fotoproteção diária

Belo Horizonte, 21 de janeiro de 2026 — Nesse período de verão e férias escolares, a atenção ao cuidado com a pele aumenta, mas a prevenção do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, vai muito além do uso do protetor solar. Nos últimos anos, o mapeamento genético tem se consolidado como um importante aliado, atuando de forma complementar às medidas clássicas de prevenção, como fotoproteção, autoexame da pele e acompanhamento regular com o dermatologista.

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Projeções do Cancer Tomorrow, ferramenta da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), apontam que o número de mortes por melanoma no Brasil pode crescer cerca de 80% entre 2020 e 2040, chegando a aproximadamente quatro mil óbitos por ano. A exposição inadequada e cumulativa à radiação ultravioleta (UV) segue como o principal fator de risco, sendo considerada responsável por cerca de 75% dos casos de melanoma no mundo, seja por motivos de trabalho, lazer ao ar livre ou uso de câmaras de bronzeamento artificial.

 

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Diante desse cenário, ganha força a busca por estratégias de prevenção mais precisas e personalizadas. O teste genético para melanoma tem justamente o objetivo de identificar mutações hereditárias que aumentam de forma importante a probabilidade de desenvolver a doença ao longo da vida.

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Segundo Ana Cândida Bracarense, dermatologista e cirurgiã micrográfica do Hospital Orizonti, o exame representa um avanço relevante na avaliação de risco e na definição de planos para pacientes mais vulneráveis.

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“O mapeamento genético nos permite cuidar do paciente de maneira mais individualizada. Quando identificamos variantes patogênicas em genes associados ao melanoma, entendemos que aquela pessoa precisa de um acompanhamento diferenciado, com consultas mais frequentes, realização de dermatoscopia digital, que é o mapeamento corporal das lesões indicadas, e principalmente mudanças de hábitos, como fotoproteção mais rigorosa e realização de autoexame para observação de novos sinais”, explica a especialista.

 

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O exame costuma ser indicado em situações específicas, como pessoas com histórico familiar em parentes de primeiro grau, aqueles que já tiveram um melanoma primário e portadores de algumas síndromes, entre elas a síndrome do nevo displásico, caracterizada pela presença de numerosos sinais irregulares em toda a pele. Nestes casos, o mapeamento genético pode ajudar a definir o risco e direcionar um acompanhamento ainda mais próximo.

 

“Apesar de representar um grande avanço na prevenção, a maior parte dos melanomas é esporádica, relacionada principalmente à exposição excessiva e desprotegida aos raios UV, e não apenas à herança familiar”, ressalta.

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Por isso, mesmo entre aqueles que realizam o teste genético, as recomendações básicas continuam sendo fundamentais: uso diário e correto de fotoprotetores, preferência por roupas, chapéus e óculos com proteção UV, busca por sombra nos horários de maior intensidade solar, além do autoexame regular da pele e das consultas periódicas com o dermatologista.

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“O teste genético é um complemento valioso, especialmente para definir quem precisa de uma vigilância mais intensiva. Mas ele não substitui os cuidados de rotina com a pele. A combinação de fotoproteção adequada, atenção às mudanças na pele e acompanhamento médico é, hoje, a melhor estratégia para reduzir o impacto do melanoma”, conclui a cirurgiã dermatológica do Hospital Orizonti.

 

Sobre o Hospital Orizonti

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O Hospital Orizonti faz parte do Grupo Orizonti, fundado pelos médicos Amândio Soares Fernandes Júnior e Roberto Porto Fonseca – tendo como sócios os doutores Ernane Bronzatti e Marcelo Guimarães, conta com mais de 250 leitos, centro cirúrgico completo, além de centro de medicina nuclear e de diagnóstico por imagem, centro de transplante de medula óssea (TMO) e radioterapia. São mais de 55 especialidades disponíveis, entre elas neurologia, oncologia, ortopedia e cardiologia. O edifício bioclimático possui jardins internos e um dos maiores telhados verdes da América Latina – mais de 7 mil metros quadrados. Cercado pelas montanhas da Serra do Curral, integrado ao meio ambiente, tem vista panorâmica para Belo Horizonte (MG).

 

Informações à Imprensa – JeffreyGroup

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Pedro Ramos – (61) 9.8209-5514 | orizonti@jeffreygroup.com

Raphaela Brumatti – (11) 9.7438-5675 | orizonti@jeffreygroup.com

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Saúde

Hospital de Base completa 66 anos com histórias de quem faz parte de sua trajetória

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Campanha “Sua dedicação é a nossa marca” valoriza profissionais e os vínculos construídos ao longo da história da instituição
Uma mãe acompanhou por 12 dias a recuperação do filho após um grave acidente. Uma profissional encontrou nos colegas apoio para atravessar o luto. Outro colaborador passou por diferentes funções e desafios na saúde pública. Há ainda quem tenha dedicado mais de três décadas da vida à mesma unidade. Em comum, todos têm histórias que se cruzam com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
As experiências de Adalgisa Francisca Dourado, Cristina Hiramoto, Antônio Rodrigues dos Santos e José Joaquim Vieira Júnior estão entre as escolhidas para representar os profissionais na celebração dos 66 anos do hospital. “Sua dedicação é a nossa marca” é a mensagem da campanha que antecede o aniversário da instituição.
Referência em alta complexidade, ensino, pesquisa e assistência, o Hospital de Base conta atualmente com 5.031 colaboradores e faz parte da vida de gerações de pacientes, profissionais e famílias.
Uma trajetória de desafios e aprendizados
O assistente administrativo do Núcleo de Patrimônio, Antônio Rodrigues dos Santos, iniciou sua trajetória no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em 2019, como auxiliar de humanização.
Desde então, passou por diferentes unidades e experiências. Atuou na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia da covid-19, participou da estruturação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina e, posteriormente, assumiu funções ligadas à gestão patrimonial.
“Cada mudança trouxe novos aprendizados. Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios. Tenho orgulho do caminho construído até aqui e sigo buscando crescer profissionalmente para contribuir cada vez mais com o IgesDF”, afirma.
Apoio para continuar
A analista do Núcleo de Pessoas, Cristina Hiramoto, chegou ao HBDF em julho de 2019. Ao longo dos anos, construiu amizades que se transformaram em uma rede de apoio em um dos momentos mais difíceis de sua vida.
Em abril deste ano, Cristina perdeu a filha, aos 19 anos. Desde então, tem enfrentado o luto com o acolhimento das pessoas que fazem parte de sua rotina no hospital.
“Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias. Não significa esquecer, mas encontrar forças para continuar”, relata.
Do trabalho à experiência como mãe
A auxiliar de serviços gerais Adalgisa Francisca Dourado conhece o Hospital de Base pela rotina de trabalho. Há dois anos, porém, passou a vivenciar a instituição sob outra perspectiva, quando o filho sofreu um grave acidente de carro e precisou de atendimento no HBDF.
Durante 12 dias, acompanhou o tratamento e a recuperação dele no mesmo hospital onde trabalha.
“Foi muito difícil vê-lo naquela situação. Eu achava que ele perderia os dois olhos, mas, graças a Deus e ao trabalho dos médicos, ele conseguiu se recuperar. Foi um momento que me marcou profundamente e que reforçou ainda mais minha gratidão”, lembra.
Uma vida ligada ao Hospital de Base
O cardiologista e gerente do Cuidado Ambulatorial, José Joaquim Vieira Júnior, acumula 36 anos de história no Hospital de Base. Durante os cinco anos de residência médica, chegou a morar no próprio hospital, no 12º andar, experiência que fortaleceu ainda mais sua ligação com a unidade.
Entre as inúmeras lembranças da carreira, uma das mais marcantes ocorreu após o capotamento de um ônibus nas proximidades da Torre de TV, com mais de 40 vítimas.
“Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão. Nós, residentes, descemos para ajudar nos atendimentos e participamos das triagens para definir quem precisava seguir para o centro cirúrgico, realizar exames ou receber outros cuidados. Depois, todos os envolvidos receberam um elogio oficial do governador Joaquim Roriz pelo trabalho realizado”, recorda.
O HBDF completa 66 anos neste sábado (12). Ao longo de mais de seis décadas, avanços na assistência, no ensino e na pesquisa ajudam a dimensionar a trajetória da instituição. Neste aniversário, porém, essa história é contada por outro ângulo: pelas pessoas que, todos os dias, ajudam a fazer o Hospital de Base acontecer.
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