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Saúde

Cirurgia bariátrica pode reduzir o risco de câncer em mulheres em 41%

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Em mulheres submetidas à cirurgia, o risco de morte em razão do câncer foi 47% menor – (crédito: rawpixel.com / U.S. Navy Medicine/Divulgação )

A análise de dados de quase 22 mil pessoas mostra que mulheres submetidas à cirurgia bariátrica apresentam menor risco de serem acometidas por tumores, principalmente os de útero, ovário, cólon e mama

Foto de perfil do autor(a) Paloma Oliveto
Paloma Oliveto

A cirurgia bariátrica está associada a uma menor incidência de câncer de todos os tipos entre mulheres, além daqueles diretamente relacionados à obesidade. Além disso, a mortalidade pela doença foi significativamente menor em indivíduos do sexo feminino que fizeram o procedimento, diz um novo estudo da Obesity, a principal revista da The Obesity Society. Os resultados baseiam-se em dados registrados entre 1982 e 2019, de quase 22 mil pessoas.

Porém, estudos demonstram que a cirurgia bariátrica — uma estratégia que, na maior parte dos casos, leva à perda de peso substancial e duradoura — está relacionada à menor incidência e mortalidade por câncer, o que motivou a pesquisa. “À medida que os cientistas estudam doenças humanas, um elemento da descoberta é confirmar resultados semelhantes de vários estudos. Essa pesquisa apoia fortemente os benefícios a longo prazo da cirurgia para perda de peso na prevenção do câncer”, disse, em nota, Ted D. Adams, da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Ele é o autor correspondente do estudo.

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Adams e os colegas compararam a incidência de câncer e mortalidade estratificada por tumores relacionados à obesidade e não obesidade, sexo, estágio da doença e procedimento. Os participantes foram divididos pela metade, levando em conta o índice de massa corporal. O banco de dados da população de Utah foi usado para o estudo e incluiu dados vinculados à população, como certidões de nascimento e óbito e registro da incidência de tumores malignos.

Três tipos

Os registros de cirurgia bariátrica do estado foram vinculados ao banco de dados da população e incluíram pacientes submetidos a três modalidades comuns do procedimento: bypass gástrico, banda gástrica e gastrectomia vertical. Participantes não cirúrgicos foram selecionados para o estudo aleatoriamente, a partir do registro de habilitação.

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Os resultados mostraram que o grupo de cirurgia bariátrica teve um risco 25% menor de desenvolver qualquer tipo de câncer, em comparação com os sem cirurgia com IMC semelhante. Pacientes do sexo feminino que fizeram o procedimento tiveram uma redução de 41% na chance de desenvolver tumores associados à obesidade. No caso de homens, não foi verificada essa relação.

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As reduções mais significativas no risco de câncer foram encontradas para os tumores de útero, ovário, cólon, mama na pré-menopausa e mama na pós-menopausa. A morte pela doença foi menor em 47% entre pacientes do sexo feminino com cirurgia bariátrica, em comparação com mulheres não submetidas à cirurgia.

“Os resultados desse estudo acrescentam à literatura que indica que a grande perda de peso observada com a cirurgia bariátrica diminui o risco de vários tipos de câncer”, afirma David B. Sarwer, do Centro de Pesquisa e Educação em Obesidade da Temple University, na Filadélfia, que não participou do estudo. “O risco de câncer em mulheres, que representam a maioria dos indivíduos que se submetem à cirurgia bariátrica, foi bastante reduzido. Pessoas com obesidade e seus profissionais de saúde devem considerar fortemente esses benefícios ao discutir os prós e contras da cirurgia”, acredita.

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Fonte: Correio Brasiliense

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Hospital de Base completa 66 anos com histórias de quem faz parte de sua trajetória

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Campanha “Sua dedicação é a nossa marca” valoriza profissionais e os vínculos construídos ao longo da história da instituição
Uma mãe acompanhou por 12 dias a recuperação do filho após um grave acidente. Uma profissional encontrou nos colegas apoio para atravessar o luto. Outro colaborador passou por diferentes funções e desafios na saúde pública. Há ainda quem tenha dedicado mais de três décadas da vida à mesma unidade. Em comum, todos têm histórias que se cruzam com o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
As experiências de Adalgisa Francisca Dourado, Cristina Hiramoto, Antônio Rodrigues dos Santos e José Joaquim Vieira Júnior estão entre as escolhidas para representar os profissionais na celebração dos 66 anos do hospital. “Sua dedicação é a nossa marca” é a mensagem da campanha que antecede o aniversário da instituição.
Referência em alta complexidade, ensino, pesquisa e assistência, o Hospital de Base conta atualmente com 5.031 colaboradores e faz parte da vida de gerações de pacientes, profissionais e famílias.
Uma trajetória de desafios e aprendizados
O assistente administrativo do Núcleo de Patrimônio, Antônio Rodrigues dos Santos, iniciou sua trajetória no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) em 2019, como auxiliar de humanização.
Desde então, passou por diferentes unidades e experiências. Atuou na linha de frente durante os primeiros meses da pandemia da covid-19, participou da estruturação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Planaltina e, posteriormente, assumiu funções ligadas à gestão patrimonial.
“Cada mudança trouxe novos aprendizados. Conheci diferentes realidades e aprendi a me adaptar aos desafios. Tenho orgulho do caminho construído até aqui e sigo buscando crescer profissionalmente para contribuir cada vez mais com o IgesDF”, afirma.
Apoio para continuar
A analista do Núcleo de Pessoas, Cristina Hiramoto, chegou ao HBDF em julho de 2019. Ao longo dos anos, construiu amizades que se transformaram em uma rede de apoio em um dos momentos mais difíceis de sua vida.
Em abril deste ano, Cristina perdeu a filha, aos 19 anos. Desde então, tem enfrentado o luto com o acolhimento das pessoas que fazem parte de sua rotina no hospital.
“Estar com pessoas queridas e compartilhar momentos traz um pouco mais de leveza aos meus dias. Não significa esquecer, mas encontrar forças para continuar”, relata.
Do trabalho à experiência como mãe
A auxiliar de serviços gerais Adalgisa Francisca Dourado conhece o Hospital de Base pela rotina de trabalho. Há dois anos, porém, passou a vivenciar a instituição sob outra perspectiva, quando o filho sofreu um grave acidente de carro e precisou de atendimento no HBDF.
Durante 12 dias, acompanhou o tratamento e a recuperação dele no mesmo hospital onde trabalha.
“Foi muito difícil vê-lo naquela situação. Eu achava que ele perderia os dois olhos, mas, graças a Deus e ao trabalho dos médicos, ele conseguiu se recuperar. Foi um momento que me marcou profundamente e que reforçou ainda mais minha gratidão”, lembra.
Uma vida ligada ao Hospital de Base
O cardiologista e gerente do Cuidado Ambulatorial, José Joaquim Vieira Júnior, acumula 36 anos de história no Hospital de Base. Durante os cinco anos de residência médica, chegou a morar no próprio hospital, no 12º andar, experiência que fortaleceu ainda mais sua ligação com a unidade.
Entre as inúmeras lembranças da carreira, uma das mais marcantes ocorreu após o capotamento de um ônibus nas proximidades da Torre de TV, com mais de 40 vítimas.
“Os pacientes começaram a chegar logo cedo, durante a troca de plantão. Nós, residentes, descemos para ajudar nos atendimentos e participamos das triagens para definir quem precisava seguir para o centro cirúrgico, realizar exames ou receber outros cuidados. Depois, todos os envolvidos receberam um elogio oficial do governador Joaquim Roriz pelo trabalho realizado”, recorda.
O HBDF completa 66 anos neste sábado (12). Ao longo de mais de seis décadas, avanços na assistência, no ensino e na pesquisa ajudam a dimensionar a trajetória da instituição. Neste aniversário, porém, essa história é contada por outro ângulo: pelas pessoas que, todos os dias, ajudam a fazer o Hospital de Base acontecer.
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