Educação
Carreiras jurídicas seguem entre as mais procuradas por universitários brasileiros
Reitora do Centro Universitário UniProcessus, Claudine Fernandes, analisa os fatores que mantêm o Direito entre os cursos mais buscados no país
Mesmo diante das transformações do mercado de trabalho e do crescimento de novas profissões ligadas à tecnologia, as carreiras jurídicas continuam entre as mais procuradas por estudantes brasileiros. O curso de Direito segue ocupando posição de destaque nos processos seletivos de instituições de ensino superior, impulsionado pela diversidade de áreas de atuação, estabilidade profissional e oportunidades no setor público e privado.
Dados do Mapa do Ensino Superior 2025, elaborado pelo Instituto Semesp com base em informações do Censo da Educação Superior do MEC/Inep, mostram que o curso de Direito lidera as matrículas presenciais da rede privada no Brasil, com 571.380 estudantes matriculados. O número reforça a permanência das carreiras jurídicas entre as opções mais buscadas por universitários brasileiros.
Além da tradicional advocacia, a formação jurídica permite atuação em carreiras como magistratura, Ministério Público, defensoria, delegacia, consultoria empresarial, compliance, mediação de conflitos e concursos públicos, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho.
Para a reitora do Centro Universitário UniProcessus, Claudine Fernandes, a versatilidade da formação é um dos principais fatores que explicam a permanência do interesse dos estudantes pelo Direito.
“Trata-se de uma graduação que oferece inúmeras possibilidades profissionais. O conhecimento jurídico está presente em diversas áreas da sociedade e permite ao estudante construir trajetórias bastante diferentes ao longo da carreira, seja no setor público, privado ou acadêmico”, destaca.
Outro aspecto que contribui para a procura pelo curso é a busca por profissões que proporcionem estabilidade e boas perspectivas de crescimento profissional. Em um cenário de constantes mudanças econômicas e tecnológicas, muitos estudantes enxergam no Direito uma formação sólida e com ampla empregabilidade.
“O Direito continua sendo uma carreira muito valorizada porque desenvolve competências que são cada vez mais necessárias no mercado, como capacidade de argumentação, análise crítica, negociação e tomada de decisões. São habilidades que ultrapassam os limites da atuação jurídica tradicional”, afirma Claudine.
A crescente demanda por profissionais especializados em áreas como direito digital, proteção de dados, compliance, mediação e resolução de conflitos também tem contribuído para renovar o interesse pela graduação. As mudanças regulatórias e o avanço das novas tecnologias abriram espaço para novas oportunidades de atuação jurídica.
Além disso, muitos estudantes escolhem o curso como caminho para a preparação de concursos públicos e carreiras de Estado, que continuam atraindo candidatos em busca de estabilidade e desenvolvimento profissional.
Segundo Claudine Fernandes, a formação universitária desempenha papel fundamental na construção dessas trajetórias.
“A universidade é responsável por oferecer não apenas conhecimento técnico, mas também uma formação ética, crítica e humanizada. O profissional do Direito precisa compreender as transformações da sociedade e estar preparado para atuar diante de desafios cada vez mais complexos”, ressalta.
Para a reitora, a tendência é que o Direito continue ocupando posição de destaque entre os cursos mais procurados pelos brasileiros.
“A sociedade está em constante transformação, mas a necessidade de profissionais capacitados para interpretar normas, garantir direitos e contribuir para a construção da cidadania permanece fundamental. Por isso, as carreiras jurídicas seguem despertando grande interesse entre os jovens”, conclui
Educação
EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Aula especial na Estácio Brasília reforça alfabetização como instrumento de autonomia e participação social
Atividade do Projeto de Alfabetização e Letramento mostrou como o domínio da leitura e da escrita amplia o acesso a direitos, informações e decisões conscientes
A Estácio Brasília realizou, no dia 16 de setembro, uma aula especial do Projeto de Alfabetização e Letramento de Adultos. A atividade destacou que aprender a ler e escrever representa não apenas uma conquista educacional, mas também um passo fundamental para ampliar a autonomia, fortalecer a cidadania e favorecer a participação social.
De acordo com Kezia Balena, coordenadora do Curso de Alfabetização e Letramento de Adultos e professora da Estácio Brasília, iniciativas como essa contribuem para que os estudantes desenvolvam habilidades importantes para diferentes situações da vida cotidiana.
“A alfabetização vai além de aprender a ler e escrever. Ela promove autonomia, melhora a comunicação e ajuda o estudante a compreender melhor o mundo e participar de forma mais ativa da sociedade”, afirma.
Ao proporcionar o acesso e a compreensão de diferentes tipos de informação, a alfabetização também ajuda o indivíduo a reconhecer seus direitos e deveres e a se posicionar de maneira mais consciente. Para a professora, esse processo possui uma relação direta com o exercício da cidadania.
“A alfabetização fortalece a cidadania porque permite que a pessoa compreenda seus direitos e deveres, tenha acesso às informações e consiga tomar decisões com mais autonomia e consciência”, explica Kezia.
Educação política começa pelo acesso à informação
A aula especial também abriu espaço para a reflexão sobre educação política e participação democrática. Segundo Kezia Balena, o Brasil ainda precisa avançar na formação dos cidadãos para a compreensão do funcionamento das instituições públicas e das atribuições dos representantes eleitos.
Embora o voto seja um direito amplamente exercido, parte da população ainda encontra dificuldades para identificar as responsabilidades de cada cargo político, avaliar propostas e acompanhar as decisões tomadas pelo poder público.
“Ainda precisamos avançar bastante na educação política. Muitas pessoas votam, mas nem sempre conhecem as funções dos cargos políticos ou entendem como funcionam as instituições”, observa a professora.
Kezia ressalta que educação política não significa direcionar escolhas eleitorais, mas oferecer instrumentos para que cada pessoa desenvolva uma visão crítica, tenha condições de verificar informações e decida de acordo com suas próprias convicções.
“Educação política não é ensinar em quem votar, mas oferecer conhecimento para que cada cidadão possa analisar informações, propostas e fazer suas próprias escolhas de forma consciente”, conclui.
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