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‘Ainda Estou Aqui’ é indicado ao Critics Choice 2025; veja lista completa

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O filme brasileiro “Ainda Estou Aqui” segue avançando em sua trajetória de premiações internacionais. Depois de ganhar prêmios nos festivais de Veneza, Vancouver e Mil Valley e ser candidato ao Oscar e ao Globo de Ouro, o longa de Walter Salles estrelado por Fernanda Torres e Selton Mello foi indicado agora ao Critics Choice Awards.

O longa vai concorrer ao prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira com “Tudo que Imaginamos como Luz” (Índia), “Emilia Pérez” (México), “Flow” (Letônia), “Kneecap” (Irlanda) e “The Seed of the Sacred Fig” (Irã).

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Fernanda Torres não foi indicada à categoria de Melhor Atriz, como muita gente esperava, mas celebrou a nova conquista do filme em suas redes sociais.

“Conclave” e “Wicked” são as grandes apostas do ano, com 11 indicações cada. “Conclave” concorre em categorias como Melhor Filme; Melhor Direção, para Edward Berger; Melhor Roteiro Adaptado, para Peter Straughan; Melhor Ator, para Ralph Fiennes e Melhor Atriz Coadjuvante para Isabella Rossellini.

Além de Melhor Filme, “Wicked” concorre em categorias como Melhor Diretor, para Jon M. Chu; Melhor Roteiro Adaptado, para Winnie Holzman e Dana Fox; Melhor Atriz, para Cynthia Erivo, e Melhor Atriz Coadjuvante, para Ariana Grande.

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Veja a lista completa de indicados ao Critics Choice Awards

Melhor Filme

– Um Completo Desconhecido

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– Anora

– O Brutalista

– Conclave

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– Duna: Parte Dois

– Emilia Pérez

– Nickel Boys

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– Sing Sing

– A Substância

– Wicked

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Melhor Filme de Língua Estrangeira

– Tudo Que Imaginamos Como Luz

– Emilia Pérez

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– Flow,

– Ainda estou aqui

– The Seed of the Sacred Fig

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– Kneecap – Música e Liberdade

Melhor Ator

– Adrien Brody – O Brutalista

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– Timothée Chalamet – Um Completo Desconhecido

– Daniel Craig – Queer

– Colman Domingo – Sing Sing

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– Ralph Fiennes – Conclave

– Hugh Grant – Herege

Melhor Atriz

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– Cynthia Erivo – Wicked

– Karla Sofía Gascón – Emilia Pérez

– Marianne Jean-Baptiste – Hard Truths

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– Angelina Jolie – Maria

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– Mikey Madison – Anora

– Demi Moore – A Substância

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Melhor Ator Coadjuvante

– Yura Borisov – Anora

– Kieran Culkin – A Real Pain

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– Clarence Maclin – Sing Sing

– Edward Norton – Um Completo Desconhecido

– Guy Pearce – O Brutalista

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– Denzel Washington – Gladiador II

Melhor Atriz Coadjuvante

– Danielle Deadwyler – The Piano Lesson

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– Aunjanue Ellis-Taylor – Nickel Boys

– Ariana Grande – Wicked

– Margaret Qualley – A Substância

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– Isabella Rossellini – Conclave

– Zoe Saldaña – Emilia Pérez

Melhor Jovem Ator/Atriz

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– Alyla Browne – Furiosa: A Mad Max Saga

– Elliott Heffernan – Blitz

– Maisy Stella – My Old Ass

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– Izaac Wang – Didi

– Alisha Weir – Abigail

– Zoe Ziegler – Janet Planet

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Melhor Elenco

– Anora

– Conclave

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– Emilia Pérez

– Saturday Night

– Sing Sing

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– Wicked

Melhor Diretor

– Jacques Audiard – Emilia Pérez

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– Sean Baker – Anora

– Edward Berger – Conclave

– Brady Corbet – O Brutalista

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– Jon M. Chu – Wicked

– Coralie Fargeat – A Substância

– RaMell Ross – Nickel Boys

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– Denis Villeneuve – Duna: Parte Dois

Melhor Roteiro Original

– Sean Baker – Anora

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– Moritz Binder, Tim Fehlbaum, Alex David – September 5

– Brady Corbet, Mona Fastvold – O Brutalista

– Jesse Eisenberg – A Real Pain

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– Coralie Fargeat – A Substância

– Justin Kuritzkes – Challengers

Melhor Roteiro Adaptado

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– Jacques Audiard – Emilia Pérez

– Winnie Holzman, Dana Fox – Wicked

– Greg Kwedar, Clint Bentley – Sing Sing

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– RaMell Ross & Joslyn Barnes – Nickel Boys

– Peter Straughan – Conclave

– Denis Villeneuve, Jon Spaihts – Duna: Parte 2

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Melhor Fotografia

– Jarin Blaschke – Nosferatu

– Alice Brooks – Wicked

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– Lol Crawley – O Brutalista

– Stéphane Fontaine – Conclave

– Greig Fraser – Duna: Parte 2

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– Jomo Fray – Nickel Boys

Melhor Design de Produção

– Judy Becker, Patricia Cuccia – O Brutalista

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– Nathan Crowley, Lee Sandales – Wicked

– Suzie Davies – Conclave

– Craig Lathrop – Nosferatu

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– Arthur Max, Jille Azis, Elli Griff – Gladiador II

– Patrice Vermette, Shane Vieau – Duna: Parte 2

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Melhor Montagem

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– Sean Baker – Anora

– Marco Costa – Challengers

– Nick Emerson – Conclave

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– David Jancso – O Brutalista

– Joe Walker – Duna: Parte 2

– Hansjörg Weißbrich – September 5

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Melhor Figurino

– Lisy Christl – Conclave

– Linda Muir – Nosferatu

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– Massimo Cantini Parrini – Maria

– Paul Tazewell – Wicked

– Jacqueline West – Duna: Parte 2

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– Janty Yates, Dave Crossman – Gladiador II

Melhor cabelo e maquiagem

– Christine Blundell, Lesa Warrener, Neal Scanlan – Os Fantasmas Ainda se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice

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– Hair and Makeup Team – Duna: Parte 2

– Hair and Makeup Team – A Substância

– Frances Hannon, Sarah Nuth, Laura Blount – Wicked

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– Traci Loader, Suzanne Stokes-Munton, David White – Nosferatu

– Mike Marino, Sarah Graalman, Aaron Saucier – Um Homem Diferente

Melhores Efeitos Visuais

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– Mark Bakowski, Pietro Ponti, Nikki Penny, Neil Corbould – Gladiador II

– Pablo Helman, Jonathan Fawkner, Paul Corbould, David Shirk – Wicked

– Paul Lambert, Stephen James, Rhys Salcombe, Gerd Nefzer – Duna: Parte 2

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– Luke Millar, David Clayton, Keith Herft, Peter Stubbs – Better Man

– Visual Effects Team – A Substância

– Erik Winquist, Stephen Unterfranz, Paul Story, Rodney Burke – Planeta dos Macacos: O Reinado

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Melhor Longa em Animação

– Flow

– Divertida Mente 2′

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– Memoir of a Snail

– Wallace & Gromit: Vengeance Most Fowl

– Robô Selvagem

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Melhor Comédia

– A Real Pain

– Deadpool & Wolverine

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– Assassino Por Acaso

– My Old Ass

– Saturday Night

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– Thelma

Melhor Canção

– Beautiful That Way – The Last Showgirl – Miley Cyrus

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– Compress / Repress – Challengers – Trent Reznor, Atticus Ross

– El Mal – Emilia Pérez – Zoe Saldaña, Karla Sofía Gascón, Camille

– Harper and Will Go West – Will & Harper – Kristen Wiig

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– Kiss the Sky – Robô Selvagem – Maren Morris

– Mi Camino – Emilia Pérez – Selena Gomez

Melhor Trilha Original

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– Volker Bertelmann – Conclave

– Daniel Blumberg – O Brutalista

– Kris Bowers – Robô Selvagem

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– Clément Ducol & Camille – Emilia Pérez

– Trent Reznor & Atticus Ross – Challengers

– Hans Zimmer – Duna: Parte 2

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“Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” encerra circulação nacional em Brasília, na Sala Martins Pena, celebrando o retorno ao território onde o espetáculo nasceu

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Com dramaturgia, direção e atuação de Cláudia Andrade, a peça, em cartaz em 28 de fevereiro e 1º de março, propõe experiência cênica visual sensível sobre o feminino, a finitude e os pré conceitos arraigados na sociedade

O espetáculo “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” retorna a Brasília para o encerramento oficial de sua turnê, reafirmando a capital federal como território de criação, partida e chegada desta obra que estreou no Distrito Federal, em 2025, e circulou pelo Espírito Santos, Minas Gerais e São Paulo. As duas últimas apresentações acontecerão no Teatro Nacional Cláudio Santoro – Sala Martins Pena, um dos palcos mais simbólicos da cena cultural brasileira, em 28 de fevereiro e 1º de março. Os ingressos estão à venda pelo Sympla.

Idealizado por Cláudia Andrade, artista e agente cultural reconhecida por transitar por diferentes movimentos, projetos e linguagens artísticas, o espetáculo se constrói a partir de uma narrativa cênica contemporânea que integra artes visuais, videoarte e recursos audiovisuais. O resultado é uma experiência cênica de forte dimensão imagética, dedicada a investigar os caminhos do feminino, a maturidade, os jogos de poder, a hipocrisia entranhada na sociedade, a finitude e os contrastes sociais da existência humana. “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol” marca ainda a estreia de Cláudia Andrade na dramaturgia, ampliando sua trajetória como atriz, diretora e produtora, com a colaboração na direção do professor e diretor João Antônio.

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“Trilhar caminhos próprios, fora dos padrões impostos pelo sistema e pela família, não é simples. É desafio, e o que move e alimenta a alma. Chegar aos 63 anos fazendo o que sempre sonhei e construí é o meu Olimpo pessoal. Circular pelo Brasil com esta realização é um gesto de resistência e transgressão. É luta contínua, atravessada por dor e superação, mas também por missão e regozijo. É arte que toca, provoca e transforma. Sem a arte, não vivemos: apenas sobrevivemos. Como diria Nietzsche, ‘Nunca é alto o preço a se pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo’.”, afirma Claudia.

Ao longo da circulação, o espetáculo realizou 11 apresentações. A turnê integra o projeto “Resistência nos Trilhos – Remontagem & Circulação”, contemplado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (FAC-DF), ampliando o acesso ao teatro contemporâneo e promovendo o encontro da obra com públicos diversos em contextos socioculturais distintos.  A circulação passou por Ceilândia (DF), no Teatro Sesc Newton Rossi; Vitória (ES), na Casa da Música Sônia Cabral; Belo Horizonte (MG), no Palácio das Artes – Teatro João Ceschiatti e São Paulo (SP), no Teatro Ruth Escobar – Sala Dina Sfat.

A cena, o processo e o diálogo com o público

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Cláudia Andrade (Gimena) divide a cena com Eloisa Cunha (Silvia) Genice Barego (Gaivota), atrizes também 50+. A remontagem apresentada ao longo da circulação revela um trabalho mais maduro, fruto do aprofundamento das personagens e da escuta atenta do público em cada cidade. A encenação incorpora ainda videoarte e videomapping de Aníbal Alexandre, iluminação de Lemar Rezende e trilha sonora original de Mateus Ferrari, compondo uma obra híbrida que cruza linguagens e amplia as possibilidades da cena contemporânea.

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Além das apresentações, a circulação de “Trilhas” também se destaca pelo compromisso com a acessibilidade e a inclusão. O projeto inclui sessões com intérprete de Libras e audiodescrição, além de ações sociais voltadas a estudantes da EJA, pessoas com deficiência visual e integrantes de projetos sociais. Ao final de cada espetáculos, a plateia é convidada para participar de uma bate-papo com as artistas.

Há, ainda, espaço para ações sociais, a exemplo da que acontece em Brasília com a sugestão da meia entrada solidária, mediante a doação de um pacote/lata de leite em pó em benefício da ONG Vida Positiva.

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E a trajetória da peça não se encerra com o fechar das cortinas. Em abril haverá oficinas e debate sobre os desafios da circulação teatral no Brasil. Essas ações reforçam o caráter público e democrático do projeto, que entende o teatro como ferramenta de encontro, reflexão e transformação social.

Origem e trajetória

O texto surgiu em 2017, a partir da oficina Caminhos, com o dramaturgo Maurício Arruda. A montagem foi desenvolvida com consultoria dramatúrgica de Fernando Villar, análise técnica e preparação de elenco de Humberto Pedrancini e, na versão atual, colaboração na direção do professor e diretor João Antônio, com mais de seis décadas de atuação no teatro brasileiro.

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A qualidade da produção se revela no próprio percurso artístico do espetáculo. Lançada em 2022, a obra retornou aos palcos em menos de três anos, o que evidencia não apenas o interesse do público, mas a força criativa e a maturidade da autora já em sua primeira peça. Por onde passou, Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol foi elogiada pela potência e delicadeza de seu texto, que constrói uma dramaturgia autoral a partir de uma colagem sensível de fragmentos literários, referências musicais e extratos de textos de diferentes autores e tradições.

Essa fusão de vozes e linguagens cria uma narrativa profunda e contemporânea, capaz de provocar identificação imediata e forte impacto emocional. Nascido em Brasília e projetado para o Brasil, o espetáculo afirma-se como uma experiência singular, marcada pela escuta atenta do público e pela repercussão calorosa que acompanha cada nova apresentação.

O retorno à cidade onde o espetáculo nasceu, carrega um significado especial. Encerrar a circulação na Sala Martins Pena é mais que um fechamento de ciclo artístico. A ocupação da sala por uma produção local reforça a importância da política pública de cultura, da continuidade dos projetos artísticos e da valorização dos equipamentos culturais históricos.

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Sobre Cláudia Andrade

Cláudia Andrade é uma artista plural, com mais de 40 anos de dedicação às artes cênicas, ao audiovisual e à produção cultural. Jornalista e comunicóloga formada pela Universidade de Brasília (UnB), construiu uma trajetória internacional que transita por diferentes territórios da criação: atriz, bailarina, performer, diretora, dramaturga, produtora executiva, gestora de projetos, repórter, apresentadora, locutora e mestre de cerimônias de grandes eventos.

Poliglota, buscou oportunidades no exterior e usufruiu dessa experiência vivendo em países como Estados Unidos, França, Itália, Alemanha e Suíça, onde teve a oportunidade de colaborar com companhias e diretores de reconhecimento mundial, aprofundando seu olhar artístico e sua capacidade de diálogo entre culturas.

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Experiências intensas e diversas a levaram dos palcos e bastidores do teatro brasileiro aos estúdios de cinema internacionais, e vice-versa. Atuou em produções de grandes estúdios como Paramount, Gaumont, Zoetrope (de Francis Ford Coppola) e de astros como Michael Jackson. Sua presença se estende ainda por produções da Cineccità, TV Globo e Conspiração Filmes, além de coberturas jornalísticas para veículos internacionais como ABC, CBS, PBS, Reuters e France 3.

Em sua formação como artista cênica, Cláudia investiu na diversidade de linguagens. Passou pela dança com Yara de CuntoRosália PieLuiz MendonçaRussel Clark e Miranda Garrison, dentre outros. Adentrou na palhaçaria, teatro físico e performance com mestres e mestras do Brasil e de outros países, dentre eles John MowatDarina RoblesCarla ConkáRubens Velloso e Violeta Luna. 

Despertada pelo interesse de também poder construir suas narrativas, cursou oficinas de roteiro e dramaturgia com o diretor alemão Ansgar Ahles, o dramaturgo argentino Santiago Serrano, e o diretor e dramaturgo Maurício Arruda, mentor de Trilhas. Nos palcos e no cinema, seja como atriz, bailarina ou performer, esteve sob a direção de grandes nomes como Hugo RodasFernando VillarIrmãos GuimarãesMaura BaiochiMarcelo Lujan, Susan Scalan, Greydon Clark, Tommy Lee Wallace, Lyndall Hobbs, e mais recentemente com Péterson Paim, contracenando com Letícia Sabatela. Cada experiência contribuiu para a construção de uma visão ampla, inovadora e sensível sobre a cena teatral e suas possibilidades.

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Tanta estrada culminou em “Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol”, onde colocou à prova toda esta proposta polivalente, chamando para si a responsabilidade como idealizadora, dramaturga, diretora e atriz do espetáculo. Cláudia também se destaca pela criação e gestão de projetos culturais de grande impacto, aprovados em editais e fomentos como o FAC-DF. Sua carreira é marcada pela conexão entre linguagens — teatro, dança, audiovisual e festivais — sempre com a arte no centro como ferramenta de transformação social.

Mais do que uma artista, Cláudia Andrade é uma tecelã de experiências, que costura histórias, culturas e olhares em obras que celebram a beleza, a diversidade e o poder do encontro.

SERVIÇO:

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Espetáculo: Trilhas, Noite Cheia de Lua de Sol

Sessões:
28/02 – Sábado – 20h – com Audiodescrição e bate-papo com as artistas ao final do espetáculo

01/03 – Domingo – 19h – com Libras

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Local: Sala Martins Pena – Teatro Nacional Cláudio Santoro

Ingressos: Sympla e link na Bio Instagram: @trilhasespetaculo

Inteira: R$20

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*Meia: R$10

Linguagens: artes cênicas, artes visuais e audiovisual

Gênero: comédia dramática

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Duração: 80 minutos

Classificação indicativa: 16 anos

*além dos casos garantidos por lei, a meia entrada também valerá mediante a doação de 1 pacote/lata de leite em pó (beneficiária: ONG Vida Positiva)

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