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Caseiro é preso por suspeita de matar médica a pauladas e esconder corpo.

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Por Guilherme Santos, Lucas Mathias, Raquel Ribeiro, Lucas Brandão — Sapucaia, RJ

Lea Cândida Valverde de Rezende na fazenda — Foto: Reprodução/Redes sociais

Lea Cândida Valverde de Rezende na fazenda — Foto: Reprodução/Redes sociais

Um caseiro, de 26 anos, foi preso nesta segunda-feira (11) suspeito de assassinar a proprietária de uma fazenda a pauladas e esconder o corpo dela. O caso aconteceu em Sapucaia, no interior do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, a vítima é a médica Lea Cândida Valverde de Rezende, de 70 anos.

A fazenda fica na RJ-154, próximo ao distrito de Aparecida, em Sapucaia (RJ). O crime teria acontecido no dia 2 de novembro, após uma discussão entre a médica e o caseiro. O homem contou à polícia que Lea havia combinado de repassar a ele uma porcentagem da venda de cabeças de gado, mas que isso não aconteceu.

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De acordo com a Polícia Civil, Lea estava em cima de um cavalo quando o suspeito a puxou pelos cabelos. Já no chão, ela levou três pauladas na cabeça e morreu.

“Após suprimir a vida da vítima com pauladas, ele enrolou esse corpo em uma lona preta, amarrou a lona e atirou por trás de um pasto, em um local muito longínquo da sede da fazenda. Um local onde dificilmente esse corpo ia ser encontrado”, disse o delegado Flávio Narcizo.

Lea Cândida Valverde de Rezende — Foto: Reprodução/Redes sociais

O suspeito fugiu para Cataguases, em Minas Gerais, com o carro e cartões da vítima. Para conseguir vender todas as cabeças de gado da fazenda, ele contratou um outro rapaz para a função.

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Nesta segunda-feira, depois de ser encontrado pela polícia de Sapucaia (109ªDP), ele levou os agentes até o local onde havia jogado o corpo da médica.

Lea era de Niterói (RJ), mas ia com frequência à cidade por conta da fazenda. O Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) começou a investigar o desaparecimento após uma colega de trabalho estranhar o fato dela não ter ido trabalhar no dia 6 de novembro.

Médica há mais de 50 anos

Lea Cândida Valverde de Rezende era médica — Foto: Reprodução/Redes sociais

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Lea Candida Valverde de Rezende é inscrita no Conselho Federal de Medicina (CFM) há 46 anos. Na inscrição, consta especialização em medicina do trabalho e pediatria.

Nas redes sociais, Lea mostrava a rotina no hospital e também publicava fotos de sua fazenda.

Em fevereiro, um outro caso mobilizou a polícia do RJ e foi solucionado recentemente. Anic de Almeida Peixoto Herdy, de 54 anos, desapareceu e seu corpo foi encontrado enterrado em Teresópolis, na Região Serrana

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Fonte: G1

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Em dois anos, pobreza dá lugar a desenvolvimento social e 17,4 milhões de pessoas ascendem de classe

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De acordo com estudo da FGV, renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. Foto: Estevam Costa/PR

Estudo da FGV registrou, em 2024, maior nível histórico de ascensão social para as classes A, B e C, registrando um crescimento de 78,18% desde 1976

Em apenas dois anos, 17,4 milhões de pessoas saíram da pobreza e passaram a integrar as classes sociais A, B e C. Para dar dimensão do volume, a quantidade equivale à população inteira do Equador. O estudo foi realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) de 1976 a 2024.
Segundo a FGV, o ritmo da mudança entre 2022 e 2024 foi 74% mais acelerado que o observado entre 2003 e 2014, período marcado também pela alta ascensão social no país. Nos últimos dois anos, a parcela da população nas classes A, B e C cresceu 8,44 pontos percentuais, sendo 13 a 14 pontos percentuais representados por quem recebe o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
RENDA DO TRABALHO — O diretor da FGV Social e autor do estudo, Marcelo Neri, destacou que a renda gerada pelo trabalho impulsionou a mudança das classes sociais. “O ganho de renda do trabalho foi o principal motor de ascensão social da chamada classe média. A regra de proteção do Bolsa Família impulsiona a geração de carteiras de trabalho, que talvez seja o principal símbolo da nova classe média vinda da base da distribuição de renda”, afirmou.
FAIXAS DE RENDA — As classes A, B e C são categorias usadas em estudos socioeconômicos para organizar a população de acordo com a renda familiar. De forma geral, a classe C é associada à classe média, formada por famílias que conseguem atender às necessidades básicas e têm algum poder de consumo, enquanto as classes B e A reúnem faixas de renda mais altas, com maior renda e estabilidade financeira.
Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”

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Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
PARTICIPAÇÃO – Em 2024, o Brasil registrou o maior nível histórico de participação da classe média e das classes de maior renda desde 1976. O registro de pessoas nas classes A, B e C juntas chegou a 78,18% acima da média anual. A classe C concentrou 60,97% da população, enquanto as classes A e B somaram 17,21%.
DO LADO DO POVO — O estudo também mostra que as classes D e E atingiram os menores níveis já observados: 15,05% e 6,77%, respectivamente. “Um governo do lado do povo, e não é um jogo de palavras, é mudança para melhor mesmo, para milhões de brasileiros e brasileiras”, reforçou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Para ele, os resultados mostram a força das políticas sociais, integradas com educação, saúde, e inclusão socioeconômica. “Os mais pobres vêm ganhando oportunidades com o crescimento econômico acima de 3% ao ano, possibilidades de emprego e pequenos e médios negócios, ampliando a renda, aumentando a capacidade de consumo, o que impulsiona o próprio crescimento contínuo da economia”, explicou. “Como diz o presidente Lula, é o dinheiro nas mãos de milhões dentre os mais pobres, que começam com um Bolsa Família e depois as portas se abrem para um emprego ou um negócio apoiado”, completou o titular do MDS.

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» Os dados estão disponíveis na página oficial da FGV.

 

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

 

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