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Desigualdade de gênero: seis homens e uma mulher na lista ao STJ

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Sessão do Pleno para a definição das listas com nomes dos candidatos às vagas de ministro no STJ: votação foi secreta – (crédito: Rafael Luz/STJ)

Relação de escolhidos será enviada ao presidente Lula para que ele indique três deles à Corte. Selecionados pelo petista serão sabatinados no Senado

Foto de perfil do autor(a) Renato Souza
Renato Souza

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) escolheu, nesta quarta-feira, sete nomes que serão enviados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a definição de três novos ministros para a Corte. Na lista, há apenas uma mulher, o que vai intensificar a presença de homens nos tribunais superiores — quadro que ganhou mais notabilidade com a escolha de Cristiano Zanin para o Supremo Tribunal Federal (STF). No próprio STJ, por exemplo, há atualmente somente seis mulheres, no quadro composto por 33 ministros.

O resultado da eleição para compor a lista mostra forte influência do ministro Dias Toffoli, do STF, que saiu vitorioso, com os candidatos apoiados por ele sendo os mais votados. O magistrado derrotou na disputa o ministro Alexandre de Moraes, também do Supremo; o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); e o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.

A composição envolve desembargadores indicados por Cortes estaduais e nomes selecionados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Lula escolherá dois da lista de magistrados e um da lista de advogados.

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Entre os integrantes de tribunais, foram selecionados Carlos von Adamenk, de São Paulo; José Afrânio Vilela, de Minas Gerais; Elton Leme, do Rio de Janeiro; e Teodoro Silva, do Ceará. Adamenk foi apoiado por Toffoli e recebeu o maior número de votos: 19. Já na lista sêxtupla da OAB, foram eleitos Luiz Cláudio Allemand, Otávio Luiz Rodrigues e Daniela Teixeira. Otávio Rodrigues também teve respaldo de Toffoli.

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A votação foi secreta e contou com a participação de 30 ministros. O presidente Lula não tem prazo limite para tomar a decisão sobre quem colocará na Corte. Mas a expectativa é de que a definição seja célere. O petista não pode indicar alguém de fora da lista. Os eleitos pelo chefe do Executivo passarão por sabatina do Senado.

As vagas foram abertas com a saída dos ministros Félix Fischer e Jorge Mussi e com a morte do ministro Paulo de Tarso Sanseverino.

Em setembro, haverá mudança, também, no STF. A presidente da Corte, Rosa Weber, vai se aposentar. Até agora, apenas homens estão sendo ventilados para ocupar a vaga a ser deixada pela ministra. No entanto, existe um movimento para que uma mulher negra seja indicada. De acordo com interlocutores de Rosa Weber, ouvidos pelo Correio, esse é um desejo da própria magistrada.

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Lula chegou a dizer, em discursos, que pode atender aos pedidos na hora de fazer a escolha. Tanto Rosa Weber quanto a ministra Cármen Lúcia defendem a presença de mais mulheres nos tribunais e em todos os setores da sociedade. Apesar de ter uma população formada em sua maioria por mulheres, elas ainda têm pouco espaço não só no Judiciário como nas diversas áreas de representação social e política.

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Nesta quarta-feira à noite, em uma solenidade no STJ na qual foi homenageada pelos 10 anos na Corte (leia na reportagem abaixo), a ministra Regina Helena Costa comentou, ao Correio, o fato de ser uma das poucas mulheres a terem alcançado o cargo que ocupa.

“Para as mulheres é sempre mais difícil, tanto que temos um número bem reduzido de ministras, comparando o universo de ministros que a Corte compõe. Espero que a participação feminina possa aumentar nas próximas vagas”, ressaltou. (Colaborou Edla Lula)

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Fonte: Correio Brasiliense

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Politica

Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje

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Sociedade pode contribuir através da plataforma Participa + Brasil
Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).

As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.

A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.

A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.

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De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.

A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.

Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.

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Como contribuir

Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:

  • Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
  • Eixo 2: Educação
  • Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
  • Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
  • Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
  • Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
  • Eixo 7: Comunidades Quilombolas
  • Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
  • Eixo 9: Povos Ciganos
  • Eixo 10: Mulheres Negras
  • Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
  • Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
  • Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
  • Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
  • Eixo 15: Política Internacional
  • Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial

Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:

  1. Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
  2. Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
  3. Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
  4. Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
  5. Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
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A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.

Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br

Análise e consolidação

Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.

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A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.

2º Planapir

A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.

O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.

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