Politica
Documentários e um curta ficcional encerram disputa pelo Troféu Câmara Legislativa
Mostra Brasília, exclusiva para filmes do DF no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, termina nesta sexta-feira (19). Vencedores da premiação serão conhecidos amanhã
Foto: Divulgação
O último longa exibido na Mostra Brasíllia será Menino quem foi seu mestre? , documentário dirigido por Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes, que leva à tela a história da capoeira no DF
Três produções do Distrito Federal – dois documentários (longa e curta-metragem) e um curta ficcional – encerram a programação da Mostra Brasília, nesta sexta-feira (19). Junto com outros 13 filmes, exibidos desde segunda-feira (15), estão concorrendo ao 27º Troféu Câmara Legislativa, num total de R$ 298 mil em prêmios. O resultado será anunciado amanhã durante a cerimônia de encerramento do 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Quem abre a sessão de hoje é o curta de ficção O Cheiro do Seu Cabelo, dirigido por Clara Maria Matos. O filme conta a história de Feijão, que, no dia de seu oitavo aniversário, deseja visitar a casa da avó que não chegou a conhecer e é guiada por um cheiro familiar.
O segundo curta da programação é Rocha: Substantivo Feminino. Totalmente realizado por mulheres, tem na direção Larissa Corino e Patrícia Meschick. O documentário acompanha, no Parque dos Pireneus, um coletivo de mulheres que expressa suas percepções sobre a escalada.
Menino quem foi seu mestre? é o título do documentário de longa-metragem que fecha a Mostra Brasília nesta sexta-feira. Dirigido por Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes, a obra leva à tela a história da capoeira no DF, contada pelos primeiros mestres que, de maneiras diversas, foram formados na região: Mestre Tabosa, Mestre Adilson, Mestre Paulão, Mestre Danadinho e Mestre Pombo de Ouro.
A exibição dos filmes – com entrada franca em todos os locais – começa às 15 horas, no Complexo Cultural Planaltina. Nas unidades do SESC do Gama e Ceilândia, passam às 19h45. Também podem ser vistos no SESC 504 Sul, às 11 horas do dia seguinte.
Na Sala Vladimir Carvalho do Cine Brasília, sede do Festival de Brasília, as produções brasilienses são apresentadas às 18 horas. Após a exibição, o público é convidado a participar do debate sobre os filmes que concorrem ao 27º Troféu Câmara Legislativa, com início as 21h15, no mesmo local.
Mostra Brasília – 27º Troféu Câmara Legislativa
Sexta-feira (19/9)
O Cheiro do Seu Cabelo, de Clara Maria Matos
Ficção, 16m54s, 2025
Classificação indicativa: livre

Sobre a diretora
Clara Maria Matos é graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília e especializada em direção de ficção pela Escuela Internacional de Cine y TV em Cuba. Atua como atriz, diretora, roteirista e produtora cultural. Transita entre cinema, teatro e música, transformando ancestralidade, memória e crítica social em universos fantásticos, em busca da alquimia entre poesia e política.
Rocha: Substantivo Feminino, de Larissa Corino e Patrícia Meschick
Documentário, 25 min, 2025
Classificação indicativa: livre

Sobre as diretoras
Larissa Corino e Patrícia Meschick são profissionais do audiovisual, escaladoras e diretoras do documentário Rocha: Substantivo Feminino, que alia a paixão delas pela escalada e pela luta por mais visibilidade e inclusão para mulheres. A dupla de diretoras diz acreditar no poder do audiovisual como ferramenta de transformação social e que segue comprometida com a promoção da diversidade em suas produções.
Menino quem foi seu mestre?, de Rafael Ribeiro Gontijo e Sandra Bernardes
Documentário, 86 min, 2025
Classificação indicativa: livre

Sobre os diretores
Rafael Ribeiro Gontijo dirigiu e roteirizou o curta Inflamável, exibido no ano passado no Festival de Brasília e em outros festivais nacionais e internacionais. Atualmente, finaliza filme intitulado Ponte. Também atua como diretor de fotografia. Sandra Bernardes é diretora e roteirista do curta Além do sonho e, ainda, escritora e editora de publicações sobre patrimônio arquitetônico e cultural. Seu livro “Quem construiu Brasília”, lançado em 2024, foi distribuído nas escolas públicas do DF.
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Politica
Judicialização de concursos cresce no DF e especialista explica como candidatos podem evitar disputas judiciais
DF registrou mais de 53 mil ações relacionadas a concursos públicos em 2025. Especialista aponta que atenção ao edital pode evitar processos.
O número de ações judiciais relacionadas a concursos públicos tem crescido no Distrito Federal. Levantamento recente aponta que o DF registrou mais de 53 mil processos envolvendo classificação em concursos em 2025, sendo a segunda unidade da federação com maior volume de judicializações no país. Entre os principais motivos estão questionamentos sobre notas, formulação de questões e critérios de correção.
A judicialização de concursos públicos costuma ocorrer quando candidatos identificam possíveis irregularidades no processo seletivo ou discordam de decisões tomadas pelas bancas examinadoras. Nesses casos, o recurso ao Judiciário surge como alternativa para contestar resultados ou etapas do certame.
Segundo a advogada administrativista Flávia de Sá Campos, do Centro Universitário UniProcessus, a atuação da Justiça nesses casos ocorre apenas quando há indícios claros de ilegalidade no processo.
“A intervenção judicial é legítima quando há ilegalidade, como erro material, violação ao edital, cobrança de conteúdo fora do programa previsto ou ausência de critérios objetivos de correção”, explica.
A especialista destaca que muitos conflitos poderiam ser evitados ainda nas etapas administrativas do próprio concurso.
“O candidato bem preparado não estuda apenas o conteúdo da prova, mas também acompanha atentamente as regras do edital e os prazos para apresentação de recursos, evitando uma judicialização desnecessária”, afirma.
Flávia também aponta que parte das ações surge em etapas específicas dos certames.
“Grande parte das judicializações em concursos públicos ocorre após reprovações em fases como exames médicos, investigações de vida pregressa ou avaliações documentais. Muitas dessas situações poderiam ser evitadas com a leitura atenta do edital e com a apresentação correta dos documentos exigidos pela banca examinadora”, conclui.
Estudos sobre judicialização em concursos públicos também indicam que grande parte das ações não resulta em alteração no resultado dos certames. Levantamento do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos aponta que mais de 75% das decisões analisadas foram consideradas improcedentes, o que reforça a importância de atenção às regras do edital e aos recursos administrativos previstos nos processos seletivos.
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