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Margareth Menezes exalta ações de fomento, regionalização e internacionalização da cultura

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Margareth Menezes durante a conversa com radialistas de várias regiões do país no Bom Dia, Ministra. Foto: Diego Campos/Secom

Durante o “Bom dia, Ministra”, titular da pasta fez um balanço das iniciativas para garantir vitalidade, diversidade e ampliar o potencial econômico do setor cultural brasileiro

A ministra Margareth Menezes (Cultura) foi a entrevistada do “Bom dia, Ministra” desta quinta-feira, 19 de dezembro. No bate-papo com profissionais de rádio de todas as regiões do país, um dos principais assuntos foram os investimentos para retomar e reforçar o setor. Medidas que passam por implementações de políticas como a Lei Paulo Gustavo, Lei Aldir Blanc, injeção de recursos no audiovisual, aprimoramentos na Lei Rouanet, valorização de manifestações regionais, acordos internacionais e reforço aos elos econômicos que compõem o setor cultural.

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O ativo principal da cultura é o ser humano. Quando você investe em cultura, está investindo na ação humana. E é a ação humana que faz acontecer todos esses desenvolvimentos e desdobramentos na economia”

Margareth Menezes, ministra da Cultura

Ela destacou que, em 2023 e 2024, foram mobilizados R$ 4,8 bilhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e em torno de leis de incentivo geridas pela Ancine. Somam-se a isso outros R$ 2,8 bilhões provenientes da Lei Paulo Gustavo. “É preciso que as pessoas entendam que o Fundo Setorial vem de um imposto que se chama Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional (Condecine), cobrado por quem usa, pelas grandes radiodifusoras. Isso é importante para as pessoas saberem que existe um fundo que vem já da geração da economia do setor. E esse fundo retorna para o setor para justamente auxiliar na modernização e potencializar o audiovisual no Brasil”.

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Margareth reforçou que, em 2025, o Ministério da Cultura vai intensificar os esforços para que o Brasil avance na regulação do Video on Demand (VoD), conhecidos como serviços de streaming, para garantir a presença frequente das produções nacionais. “É uma luta não só do Brasil, mas uma luta internacional, e estamos unindo forças para que a gente consiga uma regulação adequada e que fortaleça a indústria nacional. Abrimos chamadas internacionais de coprodução com o Brasil. Temos expectativas para que, nos anos de 2025 e 2026, isso seja fortalecido”, pontuou.

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Em outra frente, ela lembrou que neste ano foi aprovado o Marco Legal dos Jogos Eletrônicos, um grande avanço para a indústria brasileira dos games. “O ambiente da cultura digital é importante para nós. Estamos trabalhando em várias frentes”, resumiu.

BILATERAIS — A ministra citou o esforço para potencializar o crescimento do setor audiovisual que envolva acordos bilaterais com outros países e o intercâmbio de conhecimentos e experiências com outras nações. “Assinamos dois acordos importantes. Um com a China e outro com a França. Não dizem respeito somente à produção, mas a toda a cadeia que engloba as ações do audiovisual. Na questão de troca de conteúdo, vamos ter a oportunidade de ter produtos do audiovisual brasileiro dirigidos para o mercado internacional. Também teremos trocas de experiências em relação à questão da indústria, do setor, poder trazer recursos e fazer experiências de intercâmbio”.

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Outras respostas de Margareth Menezes

PRESENÇA INTERNACIONAL — Estamos assinando acordos para ampliar a presença do cinema brasileiro internacionalmente. Tivemos, no ano passado, festivais já homenageando o Brasil, como o de Beijing, na China. Para o ano, seremos homenageados em Cannes, na França. E o Brasil volta a ter presença nesse circuito dos grandes festivais, uma forma de fortalecer e incentivar a nossa cultura, além de divulgar o cinema brasileiro.
CIRCULAÇÃO — Fizemos ações de abrir mais salas de cinema, estamos buscando interação com universidades, para que a gente consiga também, nos ambientes acadêmicos, abrir salas de cinema e cineteatros. Estamos trazendo um streaming nacional, um streaming público. São formas de a gente criar circuitos de circulação da produção nacional. Tem que abrir formas de escoar a produção e trazer possibilidades de melhorias, de ferramentas, de modernização dos equipamentos.

REGIONALIZAÇÃO — Estamos na retomada do fomento cultural, nessa linha de nacionalização de oportunidades. Tivemos duas conquistas importantes. A Lei Emergencial Paulo Gustavo, que irrigou 98% dos municípios do Brasil e 100% dos estados. Foram R$ 3,8 bilhões para socorrer o setor. Atravessamos um período duro. Além da pandemia de Covid-19, houve falta de investimentos na cultura. E mais R$ 3 bilhões da Lei Aldir Blanc. É uma política que terá constância de repasses. E isso é importante, porque quando você, na sua comunidade, tem a oportunidade de ver a força cultural local, isso traz um sentimento de orgulho de ser daquela cidade.

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ECONOMIA CRIATIVA — Cada ação na cultura gera retorno econômico. Ela atinge não só o processo que acontece naquele momento ali, no evento, mas gera oportunidades para costureiras, transporte e área de hotelaria. Isso reflete na economia local. Investir em cultura é investir nessa dinâmica. O ativo principal da cultura é o ser humano. Quando você investe em cultura, está investindo na ação humana. E é a ação humana que faz acontecer todos esses desenvolvimentos e desdobramentos na economia.

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ROUANET — Estamos fazendo desdobramentos da Lei Rouanet, programas para chegar a cidades menores, a lugares que nunca tiveram acesso a esse mecanismo de fomento. Estamos trabalhando para fortalecer realmente o acontecimento da cultura em todo o Brasil.

ROUANET NORTE — Identificamos, no histórico da Lei Rouanet, que a região Norte foi a menos atendida por esse mecanismo de fomento cultural. Então, lançamos o programa Rouanet Norte. Conseguimos, com cinco estatais, R$ 25 milhões para serem captados e executados por agentes culturais da região, para a gente fazer essa correção necessária. E, no caso, na questão da COP30, estamos em contato com a Secretaria de Cultura do Pará, de Belém, para implementar e apoiar acontecimentos culturais. É importante esse momento para nós, porque é uma oportunidade que o Brasil está tendo, no âmbito internacional, muito grande.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira a Rádio Nacional de Brasília (Brasília/DF), Rádio Centrominas (Curvelo/MG), Rádio Liberal (Belém/PA), Rádio Nova FM (Iguatu/CE), Central de Notícias das Rádios Comunitárias (São Paulo/SP) e Rádio Antena Esportiva (Rio de Janeiro/RJ).

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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NOVO PAC Primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina é inaugurado no Porto de Suape

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Programa Novo PAC direciona recursos públicos e privados para melhoria do setor portuário brasileiro. Novo terminal ocupa uma área de aproximadamente 495 mil m² | Foto: Janaína Pepeu/GovPE

O novo terminal de contêineres da APM Terminals no Complexo Industrial Portuário de Suape, empreendimento que recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados, consolida Pernambuco como um dos principais polos logísticos do Brasil. Inaugurado nesta sexta-feira (12) pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pela governadora de Pernambuco Raquel Lyra, o equipamento é o primeiro 100% eletrificada da América Latina.
A nova estrutura amplia a capacidade operacional do porto em 55%, fortalece a inserção do Estado nas rotas internacionais de comércio e impulsiona a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.
O terminal é parte de um conjunto mais amplo de ações do Novo PAC no setor portuário, que prevê R$ 78,1 bilhões em investimentos públicos e privados até 2030 em portos de 16 estados. Em Suape, o programa avança também com a recuperação do molhe e a implantação do Cais Leste (Moegão), obras já em execução.
“É uma alegria voltar a Pernambuco num dia importantíssimo. O primeiro terminal portuário da América Latina 100% eletrificado, que mostra a preocupação com a questão ambiental. Esses investimentos vão possibilitar aumentar 55% de capacidade portuária. Os portos são uma grande ferramenta para o nosso desenvolvimento, então, é uma grande conquista para o nosso Brasil”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin.
A operação implantada também se destaca pelo uso de tecnologia de ponta. O terminal recebeu aproximadamente R$ 235 milhões em equipamentos eletrificados e conta com sistemas de operação remota para guindastes e equipamentos de movimentação, colocando Suape entre os terminais mais modernos da América Latina.
“Isso é o exemplo de uma entrega para o povo, que se dá através de investimentos públicos e privados. Tudo isso para que a gente possa gerar mais oportunidades para o povo brasileiro, para que a economia cresça. Aqui, em Suape, celebramos esse investimento que coloca Pernambuco numa posição de destaque nacional”, declarou o ministro dos Portos e Aeroportos, Tomé França.
O empreendimento ocupa uma área de aproximadamente 495 mil metros quadrados, conta com cais de 430 metros de extensão e profundidade de até 15,5 metros, permitindo a operação de navios de grande porte que atuam nas principais rotas globais de transporte marítimo.
A governadora Raquel Lyra afirmou que, hoje, “Pernambuco tem o porto mais pronto para crescimento do Norte e Nordeste brasileiro. Fizemos o dever de casa, garantimos a dragagem do porto interno, do porto externo, a requalificação do molhe, e tudo isso permitiu, em parceria com o Governo Federal, que a gente pudesse ser a alternativa real de investimento como está acontecendo com o novo terminal de contêineres. Estamos prontos para os próximos 25 anos”.
O presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape ressaltou a importância estratégica do investimento para o fortalecimento da infraestrutura portuária pernambucana e para a ampliação da capacidade de movimentação de cargas do Estado, que tem seu papel fortalecido como porta de entrada para novos negócios no Nordeste.
“Isso vai atrair muitos investimentos não só para Suape, mas para todo o Estado. Este investimento amplia nossa capacidade operacional, fortalece a conexão com os principais mercados globais e envia uma mensagem clara ao mundo: de que Pernambuco está preparado para receber grandes empreendimentos e liderar um novo ciclo de crescimento sustentável, inovação e competitividade”, comemorou Armando Monteiro Bisneto.
Durante a implantação, o projeto gerou mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.

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