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Maria Elizabeth é eleita para presidência do STM e faz história

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“Uma democracia sem mulheres é uma democracia incompleta”, diz a magistrada. – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A magistrada, única mulher na Corte em 216 anos de história, foi eleita presidente, na semana passada, em votação apertadíssima e secreta: oito votos a sete

A eleição para a direção das Cortes Superiores quase sempre respeita uma tradição, a regra da antiguidade e o rodízio entre os seus integrantes. Ocorre dessa forma no Superior Tribunal Militar (STM). Mas não foi tão simples assim para a ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, 64 anos, chegar à presidência.

A magistrada, única mulher na Corte em 216 anos de história, foi eleita presidente, na semana passada, em votação apertadíssima e secreta: oito votos a sete. A ministra teve um oponente que se apresentou para a disputa, o ministro Péricles de Queiroz. Por pouco ela perderia a chance de assumir pela primeira vez como presidente eleita o comando do órgão máximo da Justiça Militar. Na mesma sessão de votação, foi eleito como vice-presidente o atual presidente, ministro tenente-brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo. Os dois vão comandar a Corte no biênio 2025-2026, com a posse prevista para março.

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A eleição com disputa chamou a atenção do mundo político. Durante a sabatina do general Guido Amin Naves, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o assunto veio à baila ontem. O militar, que foi indicado pelo presidente Lula para um dos assentos no STM, foi questionado pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES). O parlamentar petista queria saber a avaliação do futuro magistrado sobre o que chamou de “violação de uma tradição bicentenária da instituição”.

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Contarato afirmou: “A cada dois anos há uma rotatividade na presidência pelas Forças Armadas, daí quando chegou a vez da única mulher do STM presidir, houve o lançamento de uma candidatura masculina e a decisão foi para o voto. Isso é uma demonstração de que há na instituição um comportamento sexista, o que é muito significativo”. O general Naves, que nem mesmo participou da discussão no STM, limitou-se a parabenizar a ministra pela presidência.

A ministra Maria Elizabeth está acostumada com o estranhamento por sua presença feminina na Corte. E segue fazendo história no STM. Foi a primeira mulher a se tornar ministra, a assumir a vice-presidência, a chegar à presidência por alguns meses e agora a ser eleita para o comando da Corte. Em 2014, Maria Elizabeth assumiu a presidência por meses, em mandato-tampão, ao substituir, como vice-presidente, o general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho que estava no cargo e se aposentou.

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Nascida em Belo Horizonte, Maria Elizabeth foi nomeada para o STM em 2007, pelo presidente Lula. Entrou na vaga de civil, respaldada pelo currículo, quando ocupou uma das três cadeiras previstas para a advocacia pelo quinto constitucional no tribunal. Doutora em direito constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — classificada com nota “10 com louvor” — ela exerceu o cargo de procuradora federal, sendo aprovada em concurso em 1985, em primeiro lugar.

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A ministra Elizabeth não estava distante do mundo militar. Ela é casada com o general de divisão Romeu Costa Ribeiro Bastos. Mas fez carreira por mérito próprio. Ao tomar posse pela primeira vez na presidência, a magistrada afirmou: “A ampliação da participação das mulheres nos espaços públicos e privados é condição para o aperfeiçoamento da cidadania. Afinal, uma democracia sem mulheres é uma democracia incompleta”.

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Fonte: Correio Brasiliense

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CDH promove segundo debate sobre políticas para pessoas com Altas Habilidades/Superdotação

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A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realiza audiência pública interativa para discutir políticas públicas voltadas às pessoas com Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD).

O debate atende ao Requerimento nº 128/2025, de autoria da presidente da comissão, Damares Alves, e marca o segundo encontro promovido pela CDH sobre o tema.

O objetivo é ampliar a construção de políticas educacionais inclusivas, fortalecer a formação de professores, garantir identificação precoce e assegurar direitos a crianças, adolescentes e adultos com AH/SD.

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Convidados confirmados:
* Denise Matos – Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD) – por videoconferência
* Vanessa Pavanni Mello – advogada de Direito Educacional e mãe de criança com AH/SD – por videoconferência
* Julio Cesar Gonçalves Campos Filho – presidente da Associação Mensa Brasil
* Lucilene Barbosa Gomes – SUBIN/SEDF (GDF)
* Aline Machado de Moraes dos Santos – assistente social e especialista em políticas para infância e juventude
* Olga Cristina Rocha de Freitas – Ministério da Educação – por videoconferência
* Gabriel Santos – criança de 11 anos com superdotação

O debate busca enfrentar lacunas nas políticas públicas, ouvir as famílias e discutir ações intersetoriais que garantam atendimento adequado, inclusão educacional e reconhecimento das especificidades das pessoas com AH/SD no Brasil.

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