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MídiaCOP promove educação midiática e ambiental em cooperação Brasil-França

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O lançamento do projeto ocorreu no Palácio do Planalto. O MídiaCOP atuará na formulação de materiais pedagógicos, desenvolvimento de trilhas formativas, formação de educadores-multiplicadores nos territórios e desenvolvimento de projetos-piloto de educação midiática e ambiental – Foto: Divulgação

Iniciativa lançada no Palácio do Planalto vai desenvolver projetos educacionais na Amazônia. Participantes de Belém (PA) atuarão na cobertura jovem da COP30

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR), o Ministério da Educação (MEC) e o Governo Francês, por meio da Embaixada da França no Brasil e do Centre pour l’éducation aux médias et à l’information – CLEMI, lançaram nesta quarta-feira, 11 de dezembro, no Palácio do Planalto, o projeto MídiaCOP. A iniciativa tem apoio técnico da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e visa promover o desenvolvimento de projetos voltados para a educação midiática e ambiental na Amazônia.
“O Brasil e a França compartilham visões bastante próximas de questões contemporâneas. Isso vale para o campo da educação, da integridade da informação e para questões ambientais. Hoje, nós temos a oportunidade de conectar esses três temas e apontar para uma construção que materializa ações conjuntas dos dois países por meio da educação midiática”, destacou o secretário de Políticas Digitais, João Brant.
O MídiaCOP atuará na formulação de materiais pedagógicos, na formação de educadores-multiplicadores nos territórios e no desenvolvimento de projetos-piloto de educação midiática e ambiental. Como conclusão do projeto, os multiplicadores de Belém (PA) e seus estudantes atuarão na cobertura jovem da COP30, a ser realizada na capital do Pará, em novembro de 2025.
Segundo o secretário, o projeto dialoga com três iniciativas em curso entre os dois países: o memorando de entendimentos obre integridade da informação, que inclui a questão da educação midiática, a parceria em informação e democracia e a Iniciativa Global para Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, lançada durante a Cúpula de Líderes do G20, no mês passado.
AMAZÔNIA — “A parceria materializa muitas coisas que a gente vem tentando construir na direção da educação digital e midiática. Ao começar pela Amazônia, ressalta a centralidade do que é muito importante para o Brasil e para o mundo. A gente começa a mostrar, de verdade, que para proteger a Amazônia é preciso promover direitos, e a educação é o principal deles”, destacou a secretária de Educação Básica do MEC, Katia Schweickardt.
DEMOCRACIA — O embaixador da França no Brasil, Emmanuel Lenain, destacou que esse acordo com o Brasil é uma prioridade para o país europeu. “Essa temática da educação midiática está no coração da democracia atualmente. E sei que é uma preocupação da França e do Brasil. A gente sabe que hoje em dia a escola é um lugar onde se formamos cidadãos do amanhã, capazes de analisar as questões atuais. Também é na escola que a gente vai ensinar os alunos a desenvolverem o senso crítico”, declarou Lenain.
COOPERAÇÃO — O lançamento ocorreu com a presença de representantes do CLÉMI (Centre pour l’éducation aux médias et à l’information) da França, que estão no Brasil para uma visita técnica que marca o início do projeto.
“A educação midiática é um eixo importantíssimo que propõe a única alternativa a essa lógica consumista dos algoritmos e seus efeitos nefastos. Essa educação tem a ver com a democracia e é o que vai dar ao indivíduo a oportunidade de saber mais sobre o que está acontecendo a partir da informação íntegra ao invés de ser dominado por informações falsas”, pontuou o diretor do CLÉMI, Serge Barbet.
A vinda da equipe do CLÉMI faz parte do contexto de uma cooperação iniciada pela Secom e o MEC com o Ministério da Educação francês a partir de visita de uma delegação brasileira, formada por membros de ambos os ministérios, em janeiro de 2024. Na sequência, por ocasião da vinda do presidente francês, Emmanuel Macron, ao Brasil, foi assinado um acordo de cooperação entre ambos os países sobre o tema da educação midiática.
FORMAÇÃO — “Esperamos que, com esse projeto e essa parceria, a gente consiga pensar em um mundo com menos desigualdades sociais e ambientais. E que com a experiência do CLÉMI, da França e a nossa, enquanto universidade, o Brasil possa trabalhar na formação de professores para um ambiente adequado para todos”, assinalou a reitora da UFMS, Camila Ítavo, também presente no evento

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Politica

DF amplia alfabetização e supera metas previstas para 2025

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Programa Alfaletrando impulsiona avanço de seis pontos percentuais no índice de crianças alfabetizadas e reforça acompanhamento pedagógico nas escolas públicas

Aprender a ler e escrever nos primeiros anos da vida escolar é um passo decisivo para toda a trajetória educacional. No Distrito Federal, esse processo apresentou avanço significativo nos últimos dois anos: o percentual de crianças alfabetizadas ao final do 2º ano do ensino fundamental passou de 59%, em 2024, para 65% em 2025, superando as metas estabelecidas tanto para o DF quanto para o país.

Os resultados estão associados à implementação do Programa de Alfabetização e Letramento do Distrito Federal (Alfaletrando), transformado em política pública distrital pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em 2024. Criado para fortalecer a alfabetização nos anos iniciais da rede pública, o programa atua em cinco eixos: governança; formação de profissionais da educação; infraestrutura e insumos pedagógicos; avaliação das aprendizagens; e compartilhamento de práticas exitosas.

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De acordo com dados da Secretaria de Educação (SEEDF), o programa alcançou mais de 56 mil estudantes em 2024 e foi ampliado para todos os anos iniciais do ensino fundamental em 2025. Em 2026, o número de estudantes matriculados já chega a 141.670. O alcance também se reflete na formação dos educadores: cerca de 2,8 mil professores participaram das ações em 2024, 3,4 mil em 2025 e aproximadamente 2,6 mil em 2026. O programa está presente em 385 escolas da rede pública.

Outro dado relevante presente no levantamento é o investimento de mais de R$ 40,3 milhões entre 2024 e 2026, destinado principalmente à Rede Distrital de Alfabetização e Letramento (Redalfa), formada por professores responsáveis pelo acompanhamento da política pública em toda a rede.

Na Secretaria de Educação, o programa também tem foco na recomposição das aprendizagens impactadas pela pandemia, especialmente entre estudantes do 3º ao 5º anos do ensino fundamental. A chefe da Unidade de Gestão Estratégica da Educação Básica da Subsecretaria de Educação Básica, Divaneide Lira Lima Paixão, destaca que os resultados refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedagógicas.

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“Tínhamos uma meta de 63% de crianças alfabetizadas em 2025 e alcançamos 65%. Isso retrata o trabalho que vem sendo feito desde a construção do Alfaletrando, um programa elaborado por profissionais da própria rede. A formação continuada, o acompanhamento pedagógico e o compromisso dos professores com a aprendizagem das crianças têm sido fundamentais para esse avanço”, ressalta.

Os resultados alcançados na educação infantil refletem um esforço coletivo envolvendo professores, gestores e equipes pedágogicas

Impacto real

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Na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II, uma das unidades participantes do programa, os avanços também aparecem nos indicadores internos. Em apenas dois meses, o percentual de estudantes alfabetizados passou de 30,6% para 43,4%, crescimento de 12,8 pontos percentuais. No mesmo período, o número de alunos classificados como pré-silábicos caiu de 13,7% para 6,7%.

A diretora da escola, Michele Rodrigues Alves, atribui os resultados ao monitoramento constante da aprendizagem e ao planejamento coletivo realizado pela equipe pedagógica: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. Fazemos acompanhamento e monitoramento contínuos, investimos na formação dos professores, construímos uma rotina diária de alfabetização e trabalhamos com atividades de leitura, escrita e consciência fonológica. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula.”

Michele Rodrigues Alves: “A gente acredita muito no processo de aprendizagem. É um trabalho em equipe, desde o acolhimento das crianças até o trabalho em sala de aula”

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A escola atende atualmente 622 estudantes nos turnos matutino e vespertino. Entre as estratégias adotadas estão momentos semanais de leitura, empréstimo de livros por meio da sacola literária e análises periódicas dos resultados das avaliações internas e externas para direcionar intervenções pedagógicas.

Uma das educadoras que participam das formações é a professora Raiza Morais, que atua com alunos de 6 e 7 anos. Segundo ela, as atividades desenvolvidas durante os encontros ampliam as possibilidades de ensino em sala de aula: “O programa traz atividades lúdicas que ajudam a despertar o interesse dos estudantes. A alfabetização acontece junto com o letramento, para que eles compreendam o que estão lendo. Hoje percebemos que as crianças não apenas decodificam palavras, mas entendem seus significados e conseguem relacioná-los ao mundo à sua volta.”

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Conexão com as famílias

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Doris Silva Santos nota diferença no comportamento do filho, Jonathan: “A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes”

Os reflexos desse trabalho também aparecem nas histórias das famílias atendidas pela rede pública. Mãe de Jonathan Santos Moura Pinéo, Doris Silva Santos acompanha de perto a evolução do filho, de 9 anos, desde o ingresso na escola, diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA), deficiência intelectual leve e TDAH. “Este ano ele está lendo e escrevendo. A criança que entrou aqui e a criança que ele é hoje são completamente diferentes. Ele sempre foi muito acolhido pela escola, pelos professores, pela coordenação e pelos monitores. Tudo isso ajudou muito no processo de alfabetização dele”, relata.

Para o professor Alan Julie de Oliveira, pai de Maria Eduarda, de 9 anos, e de Maria Clara, de 6, a participação da família e o ambiente escolar fazem diferença no desenvolvimento das crianças. “A escola vai muito além da sala de aula. Ela aproxima as famílias, incentiva a leitura, promove cidadania e cria um ambiente seguro para o aprendizado. Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”, afirma.

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Alan de Oliveira: “Quando a comunidade participa, o desenvolvimento das crianças acontece de forma muito mais completa”

Entre os estudantes, os resultados também são percebidos no dia a dia, como conta Maria Eduarda Martins de Oliveira, que estuda na Escola Classe 02 do Riacho Fundo II há quatro anos: “Eu aprendi que é melhor participar do que só ganhar. Gosto muito da biblioteca e dos livros. Essa escola me ajudou muito e hoje eu já me adaptei às regras e à convivência com os colegas e professores.”

CRÉDITOS:

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Fotos: Tony Oliveira/ Agência Brasília

Matéria: Jak Spies, da Agência Brasília

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