Politica
“Não aceitamos nenhum tipo de violência”, diz Jaqueline Silva ao assumir Procuradoria da Mulher

A deputada Jaqueline Silva (MDB) tomou posse como procuradora especial da Mulher da Câmara Legislativa no final da tarde desta quinta-feira (12), em solenidade no plenário da Casa. Entre os assuntos abordados em seu discurso, esteve o tema da violência de gênero. “Não podemos mais aceitar nenhum tipo de violência contra a mulher. Me comprometo a dar o meu máximo, para entregar o melhor”, afirmou.
A parlamentar lamentou, em especial, os casos de feminicídio e destacou: “Em 2025, 81 crianças ficaram sem mãe, esse dado me deixou extremamente abalada”. Para ela, o Poder Público “ainda está distante de onde precisa estar”. “Esta é a nossa missão central: unirmos forças com a comunidade”, apontou.
A nova procuradora especial da Mulher disse esperar contar com a ajuda das demais deputadas da Casa e da equipe da Procuradoria para o desenvolvimento dos trabalhos. “Aqui não há sucessão, aqui há continuação”, afirmou, se comprometendo a dar continuidade às ações e programas já desenvolvidos pelo órgão.
“A Casa precisa estar acessível às pessoas. Temos que ir para a ponta, para as regiões administrativas; a Procuradoria Especial da Mulher não pode ser só um espaço no Parlamento, precisa, definitivamente, ser aquele lugar que vai atrás do problema”, defendeu.

Antecessora de Jaqueline Silva na Procuradoria, a deputada Paula Belmonte (PSDB) prestou contas das ações realizadas ao longo de 2025, destacando iniciativas como a PEM nas Cidades; o programa “Falando delas com eles”, e o Observatório da Mulher.
“Tivemos momentos muito emocionantes. Não vamos fechar um ciclo, vamos continuar esse ciclo: de reconhecimento, de empatia, de amor. Quando a gente acolhe uma mulher, estamos acolhendo a sociedade inteira”, disse Belmonte ao agradecer às servidoras que atuam na PEM.
Também presente na solenidade, o 1º secretário da CLDF, deputado Pastor Daniel de Castro (PP), elogiou o “brilhante trabalho” desenvolvido por Paula Belmonte à frente da PEM e destacou a importância da participação política das mulheres, defendendo que ocupem cada vez mais cadeiras na Casa. Dirigindo-se à nova procuradora da Mulher, o distrital avaliou: “A missão não será tão difícil por conta do legado deixado por sua antecessora”.
Procuradoria Especial da Mulher
O órgão foi criado por meio da Resolução nº 262/2013, de autoria da ex-distrital Rejane Pitanga. Entre suas competências estão:
I – receber, examinar e encaminhar aos órgãos competentes denúncias de violência e discriminação contra a mulher;
II – fiscalizar e acompanhar a execução de programas do Governo do Distrito Federal que visem à promoção da igualdade de gênero, assim como a implementação de campanhas educativas e antidiscriminatórias de âmbito distrital;
III – cooperar com organismos distritais e nacionais, públicos e privados, voltados à implementação de políticas para as mulheres;
IV – promover pesquisas e estudos sobre violência e discriminação contra a mulher, bem como acerca de seu déficit de representação na política, inclusive para fins de divulgação pública e fornecimento de subsídio às comissões da Câmara Legislativa.
Nesta legislatura (2023-2026), as quatro deputadas da Casa se revezaram no cargo de procuradora especial da Mulher: Doutora Jane (Republicanos) em 2023; Dayse Amarilio (PSB) em 2024; Paula Belmonte em 2025, e Jaqueline Silva em 2026.
Denise Caputo – Agência CLDF
Politica
Fernanda Machiaveli sobre avanços na reforma agrária: “Reduzir concentração fundiária e garantir terra a quem quer trabalhar”
Titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar é entrevistada e detalha estratégias do Governo do Brasil para garantir que famílias sejam assentadas
Para ilustrar o avanço da reforma agrária e o que tem sido realizado pelo Governo do Brasil nesta frente de atuação, a ministra Fernanda Machiaveli destacou ao longo do programa “Bom Dia, Ministra” o empenho na solução de conflitos fundiários no país, assim como a conquista de 27 mil novos lotes para a Reforma Agrária e a inclusão de mais de 230 mil famílias assentadas no programa, desde 2023 . A titular do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar foi entrevistada por profissionais de imprensa de várias regiões do país nesta quarta-feira, 15 de abril.
“A concentração fundiária é um dos maiores desafios que hoje a gente tem no nosso território. Nós temos, por exemplo, a agricultura familiar, que corresponde a 77% das propriedades de acordo com o Censo Agropecuário, e ela ocupa apenas 23% da área agricultável. Então a gente tem uma concentração. E muitas famílias ainda aguardam a possibilidade de terem acesso à terra, para que elas possam produzir alimentos, viverem da terra, seguirem na produção e dessa forma também a gente consegue aumentar a oferta de alimentos nas cidades”, declarou Machiaveli.
O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra, que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”
Fernanda Machiaveli, ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar
Durante a entrevista, a ministra detalhou ações voltadas à destinação de terras e ao reconhecimento de territórios tradicionais, incluindo o avanço na assinatura de decretos para consolidação e regularização. A pasta instituiu ainda a Câmara Técnica de Destinação para deliberar sobre o uso de terras públicas federais, com foco na reforma agrária e na conservação.
“O que a gente tem feito para avançar na reforma agrária é, desde 2023, todo o processo de reestruturação do Incra [Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária], que estava totalmente desmantelado. Aumentamos os salários dos servidores, contratamos servidores, criamos todo o arcabouço institucional, implementamos o programa Terra da Gente, que é um programa de obtenção de terras para a reforma agrária. Melhoramos o processo de seleção de famílias que são assentadas e os resultados vieram. Foram 230 mil famílias que foram incluídas até agora no programa nacional de reforma agrária”, explicou a ministra.
Fernanda Machiaveli prosseguiu apresentando mais informações sobre o cenário atual. “São 27 mil novos lotes que foram disponibilizados para a reforma agrária. Nós investimos como nunca. Essas famílias que estão chegando para a reforma agrária, elas têm direito a um apoio, que é um crédito instalação, que chega na terra e recebe a terra nu. Elas precisam de um mínimo de suporte para conseguirem estruturar a produção. Investimos R$ 1,7 bilhão nesse crédito, que é muito facilitado, que tem até 90% de desconto para quem paga em dia — para quem estruturar, quem está saindo numa situação de pobreza, está lá no CadÚnico e passa a ter o acesso à terra. E além de avançar no processo de obtenção de acesso à terra, nós garantimos a chegada das políticas públicas nos assentamentos”, complementou.
A retomada da destinação de terras e o reconhecimento de territórios tradicionais. O Brasil já registrou avanço histórico com a assinatura de decretos para consolidação e regularização de territórios em todo o país.
Também foi instituída a Câmara Técnica de Destinação para discussões sobre o uso de terras públicas federais, focando na reforma agrária e conservação. “No mês de abril, saem mais decretos que destinam áreas para a reforma agrária, além do conjunto de compras que estamos fazendo, ações de adjudicação, que é conseguir a terra dos grandes devedores, que pagam suas dívidas com terra que é destinada para agricultores que hoje estão no CadÚnico, em situação de pobreza e que passam agora a ter acesso e apoio para fazerem a produção de alimento nessas áreas”, listou.
“Essas são as metas para a reforma agrária. Vamos seguir trabalhando firme para avançar e reduzir a concentração fundiária, mas mais importante do que isso, garantir terra para quem quer trabalhar, para quem quer produzir, porque o Governo do Brasil apoia todos os trabalhadores rurais”, declarou.”São passos que fazem com que nós possamos hoje ter uma situação de redução de conflitos fundiários, redução de mortes no campo, mas ainda muito avançar, porque nós reconhecemos que as famílias que estão acampadas precisam ainda de um auxílio para conseguirem avançar, acessar a terra”, finalizou Fernanda Machiaveli.
Em paralelo também foi desenvolvida a plataforma Terras do Brasil para transparência fundiária e estruturado o Comitê Gestor do Plano Nacional de Gestão Territorial e Ambiental Quilombola (PNGTAQ), selecionando organizações quilombolas para participarem ativamente da formulação das políticas públicas.
QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quarta-feira (15/4) a Rádio TV Metropolitana (Piracicaba/SP), Rádio CBN (Caruaru/PE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO), Jornal Diário do Comércio (Belo Horizonte/MG), Rádio Band FM (Vitória da Conquista/BA), Rádio 95 FM (Mossoró/RN) e Rádio Oceano (Rio Grande/RS).
CRÉDITOS:
FOTO: Diego Campos/Secom-PR
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
-
Saúde1 dia agoSemana Mundial da Imunização destaca papel das vacinas na prevenção das doenças como o sarampo
-
Saúde1 dia agoCegueira infantil: até 90% dos casos poderiam ser evitados
-
Saúde1 dia agoIgesDF abre seleção para médico radiologista com salário de R$ 13,3 mil
-
Educação1 dia agoRede HU Brasil inicia período de adesão de instituições de ensino para o Enare 2026/2027
![GIF - Banner Blog [Dia Mundial da Água] ADASA (1)](https://portalbrazilmulher.com.br/wp-content/uploads/2026/03/GIF-Banner-Blog-Dia-Mundial-da-Agua-ADASA-1.gif)



