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Para Lula, retorno do Salão do Automóvel é retrato de um país competitivo

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Lula na abertura do Salão do Automóvel: “Tem muitas empresas estrangeiras acreditando no Brasil. Nunca tivemos tanto investimento direto nesse país como agora”. Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidente participa da abertura do evento retomado com inovações, foco na transição energética e impulsionado por investimentos de R$ 190 bilhões no setor até 2033

Diante de um investimento projetado de R$ 190 bilhões por montadoras e pela cadeia do setor automotivo até 2033, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi enfático ao destacar a importância estratégica do retorno do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que volta a abrir as portas após um hiato de sete anos.
A história da indústria automobilística será marcada entre antes e depois desse salão do automóvel. Quem vier aqui vai perceber que o Brasil efetivamente é um país competitivo, de oportunidade, cansado de ser um país em desenvolvimento”

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Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República
“A história da indústria automobilística será marcada entre antes e depois desse salão do automóvel. Quem vier aqui vai perceber que o Brasil efetivamente é um país competitivo, de oportunidade, cansado de ser um país em desenvolvimento”, afirmou, durante evento nesta quinta-feira, 20 de novembro, que marcou a abertura do salão na capital paulista.
“A gente quer definitivamente ser um país desenvolvido para garantir a vocês, que levantam às 5h manhã, que batem cartão às 7h, e que saem às 17h para cuidar da família de vocês, a possibilidade de receber um salário digno. É por vocês e para vocês que a gente quer que esse país se transforme num país desenvolvido”, prosseguiu Lula, referindo-se aos trabalhadores da indústria automotiva que acompanharam a cerimônia.
“Tem muitas empresas estrangeiras acreditando no Brasil. Nunca tivemos tanto investimento direto nesse país como agora”, disse Lula, que recordou que o país retomou, a partir de 2023, um avanço que a indústria automobilística já teve há 15 anos, mas que decaiu nos últimos governos. “No fim de meu mandato, em 2010 e no início do mandato da Dilma, em 2011, a indústria automobilística festejava a venda de 3 milhões e 600 mil carros por ano. Quando voltei à Presidência, 15 anos depois, a indústria automobilística só estava vendendo 1 milhão e 600 mil carros por ano, menos da metade do que se vendia em 2010 e 2011”.
ESTABILIDADE – Lula enumerou cinco fatores que explicam a retomada do crescimento da indústria automobilística no país e o atual desenvolvimento econômico da nação. “Um país só se desenvolve, só cresce, se houver um grau de confiança entre o conjunto da sociedade. O papel do Estado é oferecer aos cidadãos, aos empresários, uma coisa chamada estabilidade política. Depois, tem que oferecer estabilidade econômica, estabilidade fiscal, estabilidade jurídica e estabilidade social. Quando tudo isso estiver pronto e houver previsibilidade no comportamento do Estado, as pessoas começam a acreditar e as coisas começam a acontecer”.
TRANSIÇÃO – Presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, Igor Calvet ressaltou que o retorno do Salão do Automóvel é mais uma prova do ótimo momento econômico do país. “O Salão do Automóvel reflete o mundo e o Brasil como são hoje: múltiplos, cheios de possibilidades e em plena transição. É nesse cenário que a indústria reafirma hoje a sua força. São 1 milhão e 300 mil empregos gerados direta e indiretamente pelo setor. Temos 190 bilhões de reais em investimentos anunciados até 2033, dos quais 140 das fabricantes associadas à Anfávea. Outros 50 bilhões vêm da cadeia de autopeças”, destacou.
20% DO PIB – O setor automotivo responde por quase 20% do PIB industrial brasileiro. Com 53 fábricas e presença em nove estados, fabricantes associadas à Anfavea tiveram, juntas, receitas de R$ 360 bilhões em 2024 e R$ 252 bilhões em exportações.
PRODUÇÃO NACIONAL – Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges celebrou os investimentos no setor e a perspectiva de empregos no país. “Saudamos os investimentos de novas empresas que estão chegando. Que sejam bem-vindas e que venham produzir aqui, gerar empregos aqui e fortalecer nossa cadeia de fornecedores”.
INDICADORES EM ALTA – Para além da indústria automobilística, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elencou indicadores que refletem o momento econômico especial do país. “Nos quatro anos do terceiro mandato do presidente Lula, vamos experimentar a menor inflação acumulada da história do país. Nesses quatro anos vamos ter a menor média de desemprego da série histórica do IBGE. O crescimento econômico médio vai ser o maior desde quando ele saiu da presidência em 2010. O Brasil está entre os dez países mais desiguais do mundo, e vamos divulgar dados mostrando que a economia está no menor nível de desigualdade da história, medido pelo Índice de Gini”, anunciou Haddad, em referência ao instrumento que avalia o grau de concentração de renda.

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SUSTENTABILIDADE – Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin recordou a realidade do setor automotivo antes e depois de 2023 e lembrou a importância do Programa Mover, lançado no ano passado. “Quando o presidente Lula assumiu havia grande ociosidade na indústria automotiva. Ele lançou um programa rápido, dando crédito de 2 a 8 mil reais para carros de entrada com mais sustentabilidade, menos poluentes e grande conteúdo nacional. A resposta foi espetacular. Num dia, foram vendidos 29 mil veículos. Depois, com a Nova Indústria Brasil, foi lançado o Mover”.
NEOINDUSTRIALIZAÇÃO – O Programa Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), instituído em junho de 2024, é a política do setor automotivo alinhada aos objetivos da neoindustrialização e às tendências globais de descarbonização. O programa tem a finalidade de apoiar o desenvolvimento tecnológico, a competitividade global, a integração nas cadeias globais de valor, a descarbonização e o alinhamento a uma economia de baixo carbono no ecossistema produtivo e inovador de automóveis, de caminhões, de ônibus, de chassis com motor, de máquinas autopropulsadas e de autopeças.
O SALÃO 2025 – O Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que acontece de 22 a 30 de novembro, em São Paulo, retorna renovado desde a última edição, em 2018, com a proposta de ser um espaço de experiência, tecnologia e mobilidade sustentável, em conexão com o que há de mais atual nos principais salões internacionais. Além dos lançamentos e da maior pista indoor de test-drive do mundo, o público vai encontrar simuladores, espaços interativos e painéis sobre inovação e descarbonização.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Começa estratégia piloto de vacinação contra a dengue com imunizante 100% nacional

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SAÚDE

Ação de vacinação contra a dengue em Maranguape, no Ceará: pessoas de 15 a 59 anos estão sendo imunizadas – Foto: Rafael Nascimento/MS

Desenvolvida pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a primeira vacina brasileira e de dose única contra a dengue começa a ser aplicada em municípios-piloto para avaliação de impacto

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O Governo do Brasil iniciou neste sábado, 17 de janeiro, a vacinação contra a dengue com o imunizante 100% nacional, de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan, com apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A estratégia começa nos municípios-piloto de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com a imunização de pessoas de 15 a 59 anos. A iniciativa tem como objetivo avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências que subsidiem a ampliação da estratégia em todo o país. A partir deste domingo (18), o município de Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.
Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”

Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações
No lançamento da vacinação em Maranguape, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, destacou os critérios adotados para a escolha dos municípios. “Essa é uma iniciativa que nós temos conduzido aqui no Ceará, em Minas Gerais e no estado de São Paulo. Cidades escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde estruturada, que permite implementar a vacina e avaliar seu impacto na imunização da população e na circulação do vírus na comunidade”, afirmou.
“Hoje é um dia histórico para a saúde pública brasileira. Estamos aqui iniciando a vacinação contra a dengue, com uma vacina do Butantan, 100% nacional, desenvolvida no país. Agora, ela vai ajudar o SUS a combater uma doença que é um problema de saúde pública muito sério. É uma vacina de dose única, a primeira no mundo nesse formato, e nós sabemos que ela é muito segura e protege muito bem as pessoas”, reforçou o diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, que acompanhou o início da vacinação em Nova Lima.
Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.
Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.
Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa.
AMPLIAÇÃO DA OFERTA – Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.
A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes.
QUEM PODE SE VACINAR? – Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.
A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.
Foram quase 20 anos de pesquisas, em um processo que exigiu dedicação de diferentes centros de pesquisa brasileiros, que contou ainda com apoio de pesquisadores e instituição estrangeiros. Um marco importante ocorreu ainda em 2008, quando o BNDES aprovou o primeiro financiamento para o Butantan desenvolver imunizantes para doenças chamadas negligenciadas. Foram R$ 32 milhões que também deveriam ser usados nos estudos de vacinas para a dengue, a leishmaniose canina e o rotavírus.
O apoio do BNDES não parou por aí. Em 2017, o BNDES aprovou financiamento de R$ 97,2 milhões para ensaios clínicos e construção de uma planta de escalonamento para fornecimento de doses contra a dengue. No total, a participação do Banco corresponde a 31% dos R$ 305,5 milhões investidos na vacina.
Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS).
CENÁRIO EPIDEMIOLÓGICO – Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.
Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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