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Sonia Guajajara: Estamos trazendo a pauta indígena para o centro do debate global

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Durante o programa, a ministra detalhou a mobilização histórica para a COP30, com mais de 5 mil indígenas em Belém para o evento. Fotos: Daniel Hiroshi/EBC

Em entrevista ao “Bom dia, Ministra” direto de Belém, ministra detalha participação recorde de comunidades tradicionais na COP30 e o potencial do novo Fundo de Florestas Tropicais (TFFF), que garante 20% dos recursos para povos indígenas

Em participação especial direto de Belém (PA), sede da COP30, a ministra Sonia Guajajara (Povos Indígenas) afirmou nesta quinta-feira, 13 de novembro, que o Governo do Brasil e os movimentos sociais alcançaram o objetivo de colocar a pauta indígena como eixo central das discussões climáticas globais.
“Aqui estamos nós, povos indígenas, comunidades tradicionais, todos os que vivem e dependem da terra, protagonizando essa participação para garantir que não só sejamos beneficiados, mas que sejamos, de fato, protegidos”, afirmou Guajajara durante o Bom Dia, Ministra.
Durante o programa, ela detalhou a mobilização histórica para o evento e explicou o funcionamento do novo Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), mecanismo financeiro inovador lançado pelo Governo do Brasil e que garante repasses para povos indígenas e comunidades locais dos países com florestas tropicais.
COP DA DEMOCRACIA — Guajajara classificou a conferência em Belém como a “COP da Democracia”. Ressaltando a participação social massiva após edições anteriores em países que restringiram a presença de movimentos da sociedade civil. Os debates ocorrem em espaços como o “Círculo dos Povos”, pavilhão compartilhado entre o MPI, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Ministério da Igualdade Racial (MIR) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
ALDEIA COP – Outro espaço que reúne indígenas de todo o mundo é a Aldeia COP, que recepciona representantes e lideranças dos povos indígenas e oferece programação aberta ao público com debates, palestras, plenárias, feira de artesanato e produtos típicos da cultura indígena. As programações dos espaços na COP30 focam em debater vivências e experiências como soluções para a emergência climática.
PARTICIPAÇÃO HISTÓRICA — Segundo a ministra, os números indicam que esta é a COP com maior participação indígena da história. “Essa COP já está registrada como a COP que garantiu a participação da sociedade civil. A participação indígena está sendo ampla, em todos os espaços”, enfatizou a ministra.

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Confira:

5 mil indígenas em Belém para o evento

3.400 indígenas acampados na “Aldeia COP”

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900 indígenas na Zona Azul, a área de negociação. Em Dubai, foram 350
DECISÕES – Guajajara afirmou que espera que, das discussões, saiam decisões efetivas para comunidades e povos tradicionais. “O que se espera é que tenha, de fato, decisões concretas para garantir o financiamento climático do tamanho que é a emergência, para que a gente possa enfrentar com ações nos territórios. Que reconheçam os territórios indígenas de comunidades tradicionais e quilombolas como medidas de mitigação climática e que se garanta a consolidação da posse da terra”, destacou.
FUNDO FLORESTAS TROPICAIS PARA SEMPRE — A ministra também detalhou o Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), novo modelo de financiamento climático do qual o Ministério dos Povos Indígenas é coautor, ao lado dos ministérios da Fazenda, Meio Ambiente e Mudança do Clima e Relações Exteriores. Com a iniciativa, países que preservam as florestas tropicais serão recompensados financeiramente por meio de um fundo de investimento global. Uma ferramenta que se descola da era das doações e passa a funcionar como fundo rentável para quem investe. Uma das regras previstas é que 20% do valor repassado a cada nação a partir da rentabilidade do fundo seja encaminhado a populações indígenas e comunidades locais.
CORREÇÕES – “Aqui se anunciam os bilhões; 1% chega no país e do 1% que chega, apenas 1% vai para os territórios. Isso é injusto e o Brasil liderou essa iniciativa para ter uma participação, um acesso maior”, disse a ministra. “A garantia é que o país, quando recebe o recurso, assina uma carta compromisso de repassar os 20%. Se ele não repassar, ele vai ter que prestar contas e não receberá os 100% no ano seguinte”, explicou. A ministra destacou que a governança do TFFF foi desenhada para ser duradoura. “É um fundo que vai ter governança própria, autonomia para execução e foge de todas as mudanças de governos e flutuações políticas”, disse.
COMO FUNCIONA – Na prática, o fundo cria uma nova economia baseada na conservação. Torna a floresta em pé uma fonte de desenvolvimento social e econômico. Os investidores não fazem doações, mas, sim, terão retornos ao mesmo tempo em que contribuem para a preservação florestal e a redução de emissões de carbono. No Brasil, a verba pode fortalecer diversas medidas de conservação, como o Bolsa Verde, a Política de Pagamento por Serviços Ambientais e ações de incentivo à bioeconomia.

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QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministra” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira (13) a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC); Rádio Marajoara (Belém/PA); Rádio Bandeirantes (Campinas/SP); Portal A Tarde (Salvador/BA); Rádio Massa (Campo Grande/MS); Rádio Lully (Rio de Janeiro/RJ); e Jornal O Imparcial (São Luís/MA).

 

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Politica

Tentativa de motim no MDB-DF movimenta feriado político

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Foto: Suzano Almeida / Jornal de Brasília

Emedebistas insatisfeitos com o presidente local, ameaçam a confecção de carta e articulam pedido de intervenção nacional no DF. Wellington Luiz garante união da legenda

O Feriado de Corpus Christi, que deveria ser de descanso para os brasilienses, está se mostrando agitado nos bastidores do Movimento Democrático Brasileiro do Distrito Federal (MDB-DF). Parlamentares, segundo eles, com o aval do próprio ex-governador Ibaneis Rocha realizam, nesta sexta-feira (5), um motim pela saída do presidente regional da sigla Wellington Luiz.

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Segundo um dos parlamentares envolvidos, que não quis se identificar, “há uma insatisfação local e nacional” com Wellington Luiz, que também é presidente da Câmara Legislativa, em relação ao apoio dado à governadora Celina Leão (PP).

O emedebista afirma que, após a reunião com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, cobrando que a chefe do Executivo local anunciasse formalmente que Ibaneis Rocha era o candidato de sua chapa, especialmente os distritais esperavam ganhar mais espaço no governo e, ainda, que Baleia tivesse sua palavra ratificada por Wellington.

“Esse é um movimento da [direção] nacional. Alguma coisa deve acontecer ainda hoje. O presidente Baleia está se sentindo desprestigiado, depois que na reunião ele bateu o pé e disse que o MDB teria candidato na majoritária e o Wellington disse que a candidata era a Celina, depois que saiu da reunião”, disse o emedebista.

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A confecção de uma carta assinada pelos deputados da sigla chegou a ser cogitada, pela manhã desta sexta-feira, porém houve um recuo de distritais fiéis a Wellington e que não gostariam de se indispor com o colega.

Defesa

Por outro lado, esses mesmos aliados de Wellington negam que exista a intenção de mudança. “O que sabemos é que o Ibaneis está em São Paulo, mas ainda não sabemos se terá alguma reunião. É o [ex-]governador quem está insatisfeito e querendo a presidência para impor para a [governadora] Celina as condições do partido para apoiar a candidatura dela, depois que ela não recuou das ameaças dele”, afirmou. “Tem um deputado sentindo a dor pelo chifre do outro”, brincou.

Baleia Rossi

A divisão dentro do MDB é gritante. Ainda de acordo com o aliado de Wellington Luiz, o próprio parlamentar, após o encontro com o presidente Baleia Rossi na casa de Ibaneis, teria elogiado a postura do presidente regional ao não entregar a presidência. A Wellington, o presidente nacional teria pedido apenas que ele sempre informasse sobre as decisões tomadas no DF.

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“O Baleia falou para o Wellington que o MDB terá candidato majoritário na chapa da Celina. Pode ser o Ibaneis ou outro, se o governador estiver inviabilizado. Mas ele está fazendo movimentos para assumir o partido”, garantiu.

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Pelo lado da federação União-Progressista – formada pelo União Brasil e o PP -, o presidente nacional do União, Antônio Rueda também foi acionado pelo MDB nacional para que interviesse favoravelmente ao MDB local. A conversa seria uma forma de buscar garantir que as duas legendas disputem juntas o Governo do Distrito Federal.

Ibaneis e Wellington

Outro emedebista garantiu que a viagem do governador Ibaneis Rocha para São Paulo seria para um encontro com o presidente Baleia Rossi com o intuito de falar sobre a mudança de comando.

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Ao Jornal de Brasília, no entanto, o ex-governador Ibaneis Rocha afirmou: “a última vez que vi o Baleia foi no dia em que ele almoçou em minha casa”. Ele garantiu ainda que sua estadia em São Paulo não tem relação com um possível encontro com o presidente nacional da legenda. “Estou com minha e com meu filho que veio morar aqui.”

Também procurado, o presidente regional do MDB-DF não quis comentar o assunto, mas garantiu que não haverá racha no partido. “Estou extremamente tranquilo e o MDB do Distrito Federal está unido para disputar as eleições deste ano”, declarou.

Jornal de Brasilia

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