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Saúde

Capacitação reforça preparo de profissionais para prevenir entrada de alimentos e fluidos nos pulmões

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Condição, chamada broncoaspiração, está entre as principais causas de morte evitável e demanda atenção redobrada na assistência
A broncoaspiração, caracterizada pela entrada de líquidos, saliva, alimentos, vômito ou objetos estranhos nos pulmões ou na traqueia, é a segunda principal causa de morte por evento adverso no Brasil, segundo o Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS).
Diante desse cenário, o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) promoveu, nesta quarta-feira (18), uma capacitação voltada ao preparo das equipes para prevenção, identificação de sinais de alerta e adoção de condutas seguras.
A condição pode ocorrer por diferentes fatores, como distúrbios de deglutição, refluxo gastroesofágico ou ingestão de objetos, situação mais comum entre crianças. No entanto, conforme explica a fisioterapeuta do IgesDF, Amanda Larissa Nascimento, a maior incidência está entre idosos, especialmente quando há consumo de alimentos não indicados.
“Durante a internação, ainda é comum que acompanhantes levem alimentos sem orientação da equipe. Isso representa um risco significativo, já que esses itens podem não estar de acordo com a dieta prescrita, aumentando a chance de broncoaspiração”, alerta.
Entre os principais sinais do evento adverso estão tosse, engasgos, alteração na voz, frequentemente descrita como “voz molhada”, sonolência durante ou após a alimentação e cianose labial, condição em que lábios e mucosas podem adquirir coloração azulada, arroxeada ou acinzentada. Ao longo da capacitação, os participantes foram orientados sobre como reconhecer esses sintomas, realizar o diagnóstico precoce e adotar medidas imediatas e subsequentes para garantir a segurança do paciente.
A atuação integrada da equipe multiprofissional também foi destacada como fundamental no cuidado. “O fonoaudiólogo, por exemplo, avalia a deglutição, o trânsito oral e a qualidade vocal, além de contribuir para a definição das condutas mais adequadas. É um profissional essencial nesse cuidado”, explica Amanda.
A enfermeira de home care Loide Sousa participou da atividade motivada pela rotina de cuidados com uma paciente idosa acamada. “Agora me sinto mais preparada. Caso identifique uma broncoaspiração, saberei como agir e oferecer uma assistência mais segura. Foi um aprendizado muito importante”, relata.
A capacitação foi realizada pelo Núcleo de Educação Permanente no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). A iniciativa terá continuidade no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) nesta quinta-feira (19), das 9h às 11h, no auditório da unidade.
Créditos:
Por: Giovanna Inoue
Fotos: Divulgação/IgesDF
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Saúde

Exames auxiliam na identificação da síndrome de Down em diferentes fases da vida

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Geneticista explica o papel do ultrassom, do teste pré-natal não invasivo e do cariótipo na investigação de alterações cromossômicas

 

A síndrome de Down é uma das alterações genéticas mais comuns, com estimativa de 3 a 5 mil nascimentos por ano no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a incidência é de 1 em cada 700 nascidos vivos, segundo a Federação Brasileira das Associações da Síndrome de Down (FBASD). O Dia Internacional da Síndrome de Down foi estabelecido em 2006 pela Down Syndrome International (DSI) e é celebrado em 21/3 por representar a trissomia do cromossomo 21. A data reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce e fortalece o compromisso com a inclusão.

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A presença de uma terceira cópia do cromossomo 21 nas células, que caracteriza a síndrome, pode resultar em características físicas marcantes, alterações no desenvolvimento físico e intelectual e possíveis complicações em outros órgãos. “Apesar disso, os pacientes diagnosticados podem ter vidas longas e produtivas”, explica médica geneticista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Araújo.

 

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Diagnóstico

 

Segundo a especialista, uma vez que a síndrome é gerada no momento da concepção, há exames que podem auxiliar na detecção precoce durante a gestação. O ultrassom morfológico do primeiro trimestre, por exemplo, geralmente realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, avalia parâmetros como a translucência nucal (acúmulo de líquido na região da nuca) e a ausência do osso nasal, mais frequentemente associados a alterações cromossômicas e que podem indicar a necessidade de exames adicionais.

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O teste pré-natal não invasivo é outro exame que pode ajudar na identificação da condição, de acordo com a médica. “Nele, é analisado o DNA fetal a partir de uma amostra de sangue materno. Entretanto, é um exame de triagem. A confirmação deve ser feita a partir da biópsia de vilo corial, amostra representativa da constituição genética da placenta, ou pela amniocentese, procedimento de coleta do líquido amniótico, para estudo dos cromossomos através do cariótipo”, detalha.

 

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exame de cariótipo, que é o teste confirmatório, é um tipo de exame genético que analisa o número e a estrutura dos cromossomos de uma pessoa, permitindo a identificação de eventuais anomalias cromossômicas. Pode ser realizado para avaliação cromossômica fetal, durante o pré-natal, ou para diagnosticar variações genéticas em indivíduos já nascidos (pós-natal), sejam bebês, crianças ou adultos. A depender da situação, o tipo de amostra a ser coletada pode variar.

 

Além da síndrome de Down, o exame de cariótipo também é capaz de detectar alterações que podem ser indicativas de outras alterações genéticas, como as síndromes de Edwards, Patau, Turner e Klinefelter. “É um exame indicado em diferentes situações, principalmente quando há suspeita clínica de anormalidades cromossômicas ou quando existe um histórico familiar relevante”, explica.

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A geneticista também menciona a importância do acompanhamento genético associado ao exame de cariótipo. Os médicos geneticistas podem auxiliar o paciente a entender os resultados dos exames, discutir as implicações para a saúde da pessoa avaliada ou de seus filhos, além de fornecer informações para o planejamento familiar. “Esse suporte é importante para garantir que a pessoa receba o melhor direcionamento sobre sua saúde genética”, completa.

 

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Crédito:

Foto: freepik

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