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Saúde

Hospital Regional de Santa Maria implementa Mapa de Precauções de Contato

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Criado pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar, tem o objetivo de identificar, monitorar e controlar disseminação de agentes infecciosos
Jurana Lopes
Uma inovação que representa um avanço significativo para a segurança dos pacientes e profissionais de saúde se iniciou no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Trata-se da implementação do Mapa de Precauções de Contato, criado pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NUCIH). O principal objetivo é identificar, monitorar e controlar a disseminação de agentes infecciosos dentro do ambiente hospitalar, sobretudo aqueles transmitidos por contato direto ou indireto, como bactérias multirresistentes. O mapa foi implementado em todos os setores da unidade hospitalar no início deste mês.
Segundo a chefe do NUCIH, Aldyennes Carvalho, ao fornecer uma visualização clara das áreas e dos pacientes que necessitam de precauções adicionais, o Mapa de Precauções de Contato facilita a comunicação entre equipes assistenciais, como enfermagem e médicos, garantindo que todos estejam cientes das medidas preventivas necessárias.
“Isso promove uma cultura de responsabilidade e consciência em relação à prevenção de infecções, reforçando o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), higienização das mãos e práticas de isolamento, quando necessário”, explica.
Além disso, a implantação desse sistema é crucial para o cumprimento das normas e diretrizes de segurança estabelecidas pela Vigilância Sanitária e outras entidades reguladoras de saúde.
“Reduzir a propagação de infecções hospitalares também impacta diretamente na qualidade do atendimento oferecido pelo HRSM, melhorando os desfechos clínicos dos pacientes e, consequentemente, os indicadores de saúde da instituição”, destaca.
Em suma, o Mapa de Precauções de Contato não apenas fortalece o controle de infecções hospitalares, mas também, consolida o compromisso do Hospital Regional de Santa Maria com a segurança, a qualidade do atendimento e a promoção de um ambiente hospitalar mais seguro e protegido para todos.
Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF
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Saúde

Frio pode aumentar dores crônicas e afetar a rotina de pacientes

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Movimento, hidratação e proteção contra as baixas temperaturas ajudam a aliviar desconfortos e preservar a qualidade de vida

 

Com a chegada dos meses mais frios, Cláudia Cordeiro da Silva, de 60 anos, já sabe que precisará adaptar a rotina. Paciente do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) há oito anos, ela convive com fibromialgia e artrose nas mãos e sente no próprio corpo os impactos desse período.

 

“Quando chega esta época, eu já me escondo dentro de casa. Fico encolhida, deitada, porque tudo dói”, relata.
A percepção de Cláudia é compartilhada por muitas pessoas que convivem com doenças crônicas. Com a chegada do inverno, além do aumento dos casos de doenças respiratórias, cresce também a queixa de rigidez muscular, desconforto nas articulações e piora de sintomas já existentes.

 

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Segundo a reumatologista do HRSM, administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Rafaela Cruz, essa piora nem sempre está relacionada ao agravamento da doença. Na maioria das vezes, está associada às respostas naturais do organismo diante das temperaturas mais baixas.

 

“A musculatura fica mais rígida e menos elástica, o que pode gerar desconforto durante os movimentos e os alongamentos”, explica a especialista.

 

Além disso, para preservar o calor corporal, o organismo reduz a circulação sanguínea em regiões mais periféricas, como mãos e pés. Essa adaptação pode aumentar a sensibilidade e intensificar a percepção da dor em algumas pessoas.

 

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Rafaela ressalta que a influência do frio varia de indivíduo para indivíduo.
“O frio e a dor são experiências muito subjetivas. Algumas pessoas sentem um impacto maior das baixas temperaturas, enquanto outras praticamente não percebem diferença”, afirma.

Movimento e proteção ajudam a reduzir desconfortos

Durante os meses mais frios, também é comum diminuir a prática de atividades físicas, permanecer mais tempo sentado e evitar sair de casa. No entanto, a redução dos movimentos pode favorecer a perda de mobilidade e intensificar desconfortos já existentes.

 

“Quando nos movimentamos, melhoramos a circulação sanguínea e favorecemos a chegada de oxigênio aos tecidos, inclusive nas extremidades do corpo. Por isso, permanecer ativo e aquecido ajuda a reduzir a rigidez muscular e a sensação de dor”, orienta a médica.

 

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Embora não pratique exercícios físicos regularmente, Cláudia procura manter uma rotina ativa. Sempre que possível, faz seus deslocamentos a pé e adota cuidados simples para enfrentar os dias mais frios.

 

“Eu procuro caminhar quando preciso resolver alguma coisa e nunca saio sem me agasalhar bem. Percebo que, quando me mantenho aquecida e me movimento um pouco mais, as dores ficam mais suportáveis”, conta.

 

Outro cuidado importante, segundo a especialista, é a hidratação. Mesmo com a redução da sensação de sede durante o inverno, o consumo adequado de água continua sendo fundamental para o funcionamento do organismo e para a saúde muscular e articular.

 

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“Com medidas simples, como permanecer ativo, hidratado e protegido do frio, é possível minimizar os efeitos das baixas temperaturas e atravessar o inverno com mais conforto e qualidade de vida”, conclui Rafaela.
Onde buscar atendimento?

 

Pessoas que apresentam dores persistentes nas articulações, músculos ou coluna devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência para avaliação inicial. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado em reumatologia ou outras especialidades da rede pública de saúde.
CRÉDITOS:
Foto: Divulgação/IgesDF
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