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Saúde

Hospital Regional de Santa Maria implementa Mapa de Precauções de Contato

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Criado pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar, tem o objetivo de identificar, monitorar e controlar disseminação de agentes infecciosos
Jurana Lopes
Uma inovação que representa um avanço significativo para a segurança dos pacientes e profissionais de saúde se iniciou no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Trata-se da implementação do Mapa de Precauções de Contato, criado pelo Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NUCIH). O principal objetivo é identificar, monitorar e controlar a disseminação de agentes infecciosos dentro do ambiente hospitalar, sobretudo aqueles transmitidos por contato direto ou indireto, como bactérias multirresistentes. O mapa foi implementado em todos os setores da unidade hospitalar no início deste mês.
Segundo a chefe do NUCIH, Aldyennes Carvalho, ao fornecer uma visualização clara das áreas e dos pacientes que necessitam de precauções adicionais, o Mapa de Precauções de Contato facilita a comunicação entre equipes assistenciais, como enfermagem e médicos, garantindo que todos estejam cientes das medidas preventivas necessárias.
“Isso promove uma cultura de responsabilidade e consciência em relação à prevenção de infecções, reforçando o uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs), higienização das mãos e práticas de isolamento, quando necessário”, explica.
Além disso, a implantação desse sistema é crucial para o cumprimento das normas e diretrizes de segurança estabelecidas pela Vigilância Sanitária e outras entidades reguladoras de saúde.
“Reduzir a propagação de infecções hospitalares também impacta diretamente na qualidade do atendimento oferecido pelo HRSM, melhorando os desfechos clínicos dos pacientes e, consequentemente, os indicadores de saúde da instituição”, destaca.
Em suma, o Mapa de Precauções de Contato não apenas fortalece o controle de infecções hospitalares, mas também, consolida o compromisso do Hospital Regional de Santa Maria com a segurança, a qualidade do atendimento e a promoção de um ambiente hospitalar mais seguro e protegido para todos.
Fotos: Davidyson Damasceno/Arquivo IgesDF
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Saúde

Sintoma comum, tontura pode indicar diferentes doenças e exige investigação

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Campanha nacional, de 20 a 26 de abril, destaca a importância de avaliar o quadro e seus sinais associados; especialista alerta para situações que exigem atendimento médico imediato

 

Você já sentiu tontura ou conhece alguém que tenha passado por isso? Apesar de comum, esse sintoma pode esconder condições importantes e merece atenção. Entre os dias 20 e 26 de abril, a Semana da Tontura 2026, promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Academia Brasileira de Otoneurologia (ABON), reforça o alerta com o tema “Tontura é coisa séria: sabia que alterações no metabolismo também podem causar tontura?”. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância de investigar corretamente esse sinal clínico.

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“Muita gente ainda encara como algo simples, mas existem situações que exigem avaliação imediata”, explica a Dra. Naiana Rocha Arcanjo, otorrinolaringologista e otoneurologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). “Quando surge de forma súbita, intensa ou diferente do habitual, ou vem acompanhada de sintomas como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, visão dupla, perda de consciência ou dor de cabeça forte, é fundamental procurar atendimento com urgência”, orienta.

Segundo a especialista, identificar a origem nem sempre é tarefa simples, já que diferentes sistemas do organismo podem estar envolvidos. “Nem sempre o problema está restrito ao labirinto. Sinais como alteração na coordenação, palpitações, sensação de desmaio ou episódios ligados ao estresse podem indicar causas neurológicas, cardíacas, metabólicas ou emocionais”, destaca. “Esses fatores podem inclusive se associar e exigir acompanhamento conjunto com outros profissionais”, completa.

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Para ajudar a população a compreender melhor, ela esclarece diferenças básicas entre termos frequentemente confundidos. “Tontura é um conceito amplo, que engloba várias sensações. Já a vertigem é quando há percepção de giro, enquanto o desequilíbrio está relacionado à dificuldade de se manter em pé ou caminhar”, explica.

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A tentativa de resolver o problema por conta própria é outro ponto de preocupação. “Um erro comum é usar medicamentos sem orientação, acreditando que tudo se resume à ‘labirintite’”, alerta. “Além disso, ignorar sinais associados ou buscar soluções na internet pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado”, acrescenta.

Os impactos no cotidiano também são relevantes. “Sem o cuidado correto, há risco de quedas, fraturas e acidentes, especialmente entre pessoas mais velhas. Isso compromete diretamente a segurança e a qualidade de vida”, afirma.

Na prática clínica, a investigação envolve diferentes etapas. “O diagnóstico é feito a partir da história do paciente, exame físico e testes específicos. Em alguns casos, solicitamos audiometria, exames vestibulares, laboratoriais ou de imagem, mas nenhum deles, isoladamente, confirma a causa”, esclarece.
Há ainda influência direta dos hábitos diários. “Estresse, ansiedade, noites mal dormidas, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de cafeína ou álcool podem desencadear ou agravar os episódios”, ressalta.

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Entre idosos, a atenção deve ser redobrada. “Existe um declínio natural do equilíbrio, além do uso de múltiplos medicamentos e presença de doenças associadas. Por isso, qualquer episódio precisa ser valorizado para evitar complicações mais graves”, pontua.

As possibilidades terapêuticas variam conforme o diagnóstico. “Podemos utilizar medicamentos, realizar manobras específicas, indicar reabilitação vestibular e orientar mudanças no estilo de vida. Tudo depende da causa identificada”, afirma.

Como mensagem central da campanha, a especialista reforça a importância da conscientização. “Tontura tem causa, diagnóstico e tratamento. O mais importante é não banalizar, evitar automedicação e buscar avaliação adequada”, finaliza a Dra. Naiana Rocha Arcanjo.

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Crédito: Imagem de freepik

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