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Saúde

“Peguei uma bactéria perigosa fazendo trilha”, diz jornalista

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Alexandra Paz/ Imagem cedida ao Metrópoles

A jornalista Beatriz Burgos foi diagnosticada com doença de Lyme, após ter episódios seguidos de desmaios e febre

Uma sucessão de desmaios inexplicáveis, febre acima dos 40° C, dores pelo corpo e mal estar generalizado bagunçaram a vida da jornalista Beatriz Burgos, 37 anos, em 2014. Naquele ano, ela foi diagnosticada com doença de Lyme, a mesma condição que acometeu os cantores Justin Bieber e Avril Lavigne.

No Brasil, a doença ainda é pouco conhecida e os sintomas podem confundir o diagnóstico. “Não imaginava que as dores poderiam ser provocadas por uma infecção. Os exames de sangue vinham alterados, mas ninguém conseguia explicar a causa. Dois médicos chegarem a me dizer que meu caso era um clássico quadro de leucemia”, lembra a jornalista brasiliense.

Enquanto investigava a doença, Beatriz foi questionada por um dos médicos sobre seu histórico de viagens. Nesse momento, a última peça do quebra-cabeças se juntou. “Tinha feito uma trilha em um cânion nos Estados Unidos e, em qualquer atividade ao ar livre, você está exposto a carrapatos. Não me cuidei por não ter noção que aquilo era um risco”, conta.

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Doença de Lyme

A doença de Lyme é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi e, raramente, pela Borrelia mayonii. A transmissão ocorre através da picada de carrapatos infectados. A maioria dos casos ocorre depois de atividades ao ar livre, quando há contato com a vegetação. Os carrapatos de animais domésticos não costumam ser bons transmissores de doenças.“É uma doença muito debilitante do ponto de vista imunológico. O paciente tem dificuldades de lidar com ela e sofre prejuízos na qualidade de vida”, afirma o médico Carlos Levischi, do Hospital Albert Einstein.

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Sintomas

Os primeiros sintomas costumam aparecer cerca de três a 30 dias após a picada do carrapato. O intervalo varia de acordo com o tempo de incubação da doença. No estágio inicial, ela pode causar febre, dor no corpo, de cabeça, nos músculos e articulações – muitas vezes confundido o quadro é confundido com uma gripe. Também podem surgir manchas na pele em formato de alvo. “São sinais de que a bactéria entrou no organismo”, esclarece Levischi.

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Nos casos mais graves, como o de Beatriz, os pacientes podem ter o sistema nervoso central afetado. Quando isso acontece, eles podem ter desmaios, convulsões, meningite e neuropatia. Nesta fase, o tratamento torna-se mais difícil, precisando da combinação de diferentes antibióticos.

Tratamento

O tratamento da infecção é feito com o uso de antibióticos e deve ser iniciado o quanto antes para garantir maiores chances de sucesso. Desde que apresentou os primeiros sintomas, Beatriz demorou mais de um ano para iniciar o tratamento, o que, possivelmente, fez com que a doença se tornasse crônica.

A bactéria da doença de Lyme se espalha pelo organismo com o tempo, podendo afetar outros órgãos e tecidos. “Se a doença não for tratada, a bactéria permanece no organismo e se espalha cada vez mais, chegando a outros órgãos e tecidos”, explica Levischi.

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Além disso, quando o tratamento não é feito adequadamente, há o risco de o paciente ter a “cura incompleta”. O organismo não fica completamente livre da bactéria e, com o decorrer do tempo, ela volta a se reproduzir e a manifestar sintomas.

Recaídas

Beatriz conta que completou o tratamento com três semanas de antibiótico e, apenas dois meses depois, voltou a manifestar sintomas. “Foi pior. Tive um derrame na coluna, uma paralisia muito forte do lado esquerdo, levando à suspeita de uma infecção sistêmica”, lembra.

A jornalista passou por mais uma intervenção com quatro semanas de uso de antibiótico intravenoso. Ela ficou com algumas sequelas, como alterações da pressão arterial e formigamentos pelo corpo, mas celebrou a remissão da doença.

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Em 2022, em meio a um período intenso de trabalho, Beatriz apresentava sinais de cansaço intenso e acreditou estar atravessando uma crise de burnout. “Começaram a aparecer sintomas daquela época, com desmaios sem nenhum aviso, dor no corpo, febre alta, insônia, a nuca enrijecida, dores que não passavam. Tentava comer e vomitava, tinha enjoo, comecei a emagrecer e me sentia fraca”, diz. Beatriz.

A confusão mental foi decisiva para que decidisse se afastar das atividades como jornalista. “Sempre tive facilidade para escrever textos, entrevistar, articular ideias, mas, por causa do nevoeiro mental, não conseguia mais coordenar as ideias. Começava a escrever e me perguntava ‘o que eu estou escrevendo?’. Era desesperador”, conta.

Desta vez. ela foi submetida a 56 sessões de antibiótico intravenoso através de um acesso no braço. Beatriz está há aproximadamente um ano em tratamento, que seguiu com o uso de antibióticos orais e imunomodulação.

“Não voltei ao meu normal, mas estou caminhando para a remissão da doença. A perspectiva do médico é de que eu chegue ao ponto de não precisar mais das medicações”, afirma.

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Por ser uma doença muito ligada ao sistema imunológico, também é indicado que o paciente siga um estilo de vida saudável, com boa alimentação, atividades físicas e controle do estresse para evitar a recidiva.

Levando informação

Hoje Beatriz dedica a maior parte de seu tempo a levar informação sobre a doença de Lyme através do perfil Quero trazer à memoria. Por lá, ela compartilha a rotina e faz lives com médicos. “Primeiro, não quero que ninguém passe pelo o que passei. Segundo, quero que as pessoas saibam que tem luz no fim do túnel. Eu tenho Lyme, mas existe vida apesar disso”, conta.

Prevenção

A principal medida de prevenção da doença é reduzir a exposição a carrapatos em ambientes ao ar livre com o uso de roupas com mangas longas e calças, bem como o uso de repelentes do tipo DEET, destinados a combater os insetos.

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Depois das atividades ao livre, deve-se sempre procurar no corpo carrapatos fixados nas roupas e na pele. “Quanto menos tempo o carrapato fica afixado na pele, menor a chance de a doença ser transmitida”, afirma o médico.

Fonte: Metropoles
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Saúde

Março Amarelo: médica alerta para exames que auxiliam no diagnóstico da endometriose

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Campanha amplia a conscientização sobre a doença, que afeta 10% das mulheres brasileiras e pode comprometer a qualidade de vida e a fertilidade

 

Além de ser o mês da mulher, março é dedicado à campanha de conscientização sobre a endometriose, doença crônica que atinge uma em cada 10 mulheres no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia. Estima-se que 57% das pacientes convivam com dores crônicas e que mais de 30% dos casos estejam associados à infertilidade, o que reforça a importância da informação e da investigação adequada dos sintomas.

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A endometriose ocorre quando células semelhantes às do endométrio, tecido que reveste o útero, crescem fora da cavidade uterina. Essas células podem atingir ovários, bexiga, intestino e outras estruturas da pelve, provocando inflamação, dor intensa e possíveis complicações reprodutivas. Mesmo assim, muitas mulheres ainda demoram anos para receber o diagnóstico correto.

 

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Sintomas

 

Segundo a ginecologista Luciana de Paiva Nery Soares, do Sabin Diagnóstico e Saúde, os sintomas mais comuns incluem cólicas menstruais intensas, dor durante a relação sexual, dor ao urinar ou evacuar no período menstrual, fadiga e dificuldade para engravidar. “Dor incapacitante não deve ser considerada normal”, alerta.

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Além das manifestações físicas, a condição também pode afetar a saúde emocional. “A dor persistente e as limitações na rotina impactam o bem-estar e podem desencadear quadros de ansiedade e estresse”, diz a especialista. Por isso, o acompanhamento deve ser contínuo e individualizado, considerando tanto os aspectos clínicos, quanto a qualidade de vida da paciente.

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Diagnóstico

 

O diagnóstico começa com avaliação clínica detalhada e pode ser complementado por exames de imagem. “Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de controlar os sintomas e reduzir impactos futuros, inclusive na fertilidade”, explica Luciana.

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De acordo com a ginecologista, a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal auxilia na identificação de focos profundos da doença. Já a ressonância magnética é um método não invasivo de alta acurácia, indicado para mapear a extensão da endometriose nos diferentes compartimentos pélvicos e em possíveis localizações extra pélvicas.

 

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“O exame de imagem contribui para caracterizar a doença com maior precisão e orientar a conduta terapêutica mais adequada, seja clínica ou cirúrgica”, afirma a especialista. O tratamento, segundo ela, pode envolver medicamentos para controle da dor, terapias hormonais e, em situações específicas, cirurgia.

 

Para a médica, o cuidado multidisciplinar, com apoio de diferentes profissionais de saúde, também é importante ao longo do acompanhamento. “Além do médico, ter um psicólogo, educador físico e nutricionista, por exemplo, pode oferecer uma melhora significativa da qualidade de vida destas mulheres”, completa.

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