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Saúde

Preservação da fertilidade: Empoderando seu futuro” – Dr. Alfonso Massaguer desmistifica o congelamento de óvulos

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Especialista em reprodução humana explica como a técnica oferece controle, autonomia e esperança para mulheres em diferentes fases da vida

 

Nos últimos anos, a conversa sobre fertilidade feminina evoluiu significativamente. Deixou de ser um tabu para se tornar uma discussão aberta sobre escolhas, planejamento e autonomia. Neste contexto, o congelamento de óvulos emerge como uma ferramenta revolucionária que coloca o poder nas mãos da mulher. Para esclarecer mitos e apresentar as reais possibilidades dessa técnica, o Dr. Alfonso Massaguer, diretor da Clínica Mãe e especialista em reprodução humana, oferece uma perspectiva clara e humanizada sobre a preservação da fertilidade.

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“Não gosto de pensar que ofereço apenas um serviço; estou criando um meio para que você tenha controle sobre seu futuro parental”, afirma o Dr. Massaguer.

“A preservação da fertilidade é sobre empoderamento. É sobre dar à mulher a liberdade de escrever sua própria história, no seu tempo.”

O que é preservação da fertilidade?

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A preservação da fertilidade é um serviço dedicado a oferecer controle e opções para mulheres que desejam estender sua janela reprodutiva ou planejar o momento ideal para iniciar a jornada da maternidade. Diferentemente do que muitos imaginam, não se trata apenas de um procedimento médico, mas de uma estratégia de vida que coloca a mulher no centro das decisões sobre seu corpo e seu futuro.

“Quando falamos de saúde reprodutiva, é importante reconhecer a importância de proporcionar às minhas pacientes o poder de decisão sobre seus próprios corpos”, explica o Dr. Massaguer. “Seja você uma mulher que deseja adiar a maternidade para conquistar outros objetivos profissionais ou alguém que enfrenta tratamentos como quimioterapia e radioterapia, nossa abordagem é personalizada para atender às suas necessidades.”

O congelamento de óvulos: Um investimento no futuro

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O congelamento de óvulos é um investimento significativo na preservação da fertilidade e no controle do cronograma para a maternidade.

O Dr. Massaguer tem visto essa técnica se destacar como uma valiosa ferramenta para mulheres que desejam adiar a maternidade por diversos motivos – desde a priorização da carreira até a busca pelo parceiro ideal ou a preservação da fertilidade antes de tratamentos médicos.

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“Não estamos apenas oferecendo um procedimento; estamos fornecendo uma oportunidade para você preservar suas opções e planejar o futuro com confiança”, afirma o especialista. “Este método envolve a extração, maturação e posterior armazenamento dos óvulos em um estado criopreservado. Assim, você pode escolher o momento ideal para iniciar sua jornada para a maternidade.”

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Como funciona: Desmistificando o processo

Para muitas mulheres, o termo “congelamento de óvulos” pode soar complexo ou até assustador. No entanto, o procedimento é seguro, bem estabelecido e oferece resultados consistentes. O processo envolve três etapas principais:

Estimulação da ovulação: A mulher utiliza medicamentos hormonais por alguns dias para estimular os ovários a produzirem mais óvulos no mesmo ciclo.

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Coleta dos óvulos: Os óvulos são coletados por meio de um procedimento minimamente invasivo, realizado sob sedação.

Congelamento e armazenamento: Após a coleta, os óvulos maduros são congelados por meio de técnicas de criopreservação e armazenados em tanques de nitrogênio líquido, podendo permanecer preservados por tempo indeterminado até que a mulher decida utilizá-los.

Maturação e preparação:

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Os óvulos são preparados e armazenados em um estado
de suspensão criopreservada, mantendo suas características originais.

Armazenamento: Os óvulos permanecem congelados em tanques de nitrogênio líquido, preservados indefinidamente até o momento em que a mulher decidir utilizá-los.

“A tecnologia de congelamento evoluiu significativamente nos últimos anos”, explica o Dr. Massaguer. “Hoje, temos taxas de sobrevivência dos óvulos superiores a 90%, o que significa que a qualidade e a viabilidade são mantidas praticamente intactas.”

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Os benefícios da preservação da fertilidade

A decisão de congelar óvulos oferece uma série de benefícios tangíveis para a vida
da mulher:

Controle do tempo: Permite que você adie a maternidade sem comprometer a qualidade dos óvulos. Isso é especialmente importante porque a qualidade dos óvulos diminui naturalmente com a idade, particularmente após os 35 anos.

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Opções personalizadas: Oferece flexibilidade para decidir quando é o momento certo para iniciar a construção da sua família, alinhando essa decisão com seus objetivos pessoais, profissionais e relacionais.

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Preservação da fertilidade: Representa um investimento no futuro, especialmente para mulheres que podem enfrentar tratamentos médicos que comprometam a fertilidade (como quimioterapia ou radioterapia) ou que desejam priorizar outras áreas da vida antes de se tornarem mães.

Tranquilidade psicológica: Saber que seus óvulos estão preservados oferece uma sensação de controle e segurança que muitas mulheres descrevem como libertadora.

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Para quem é indicado? O congelamento de óvulos é indicado para uma ampla gama de mulheres:

Mulheres em ascensão profissional: Aquelas que desejam focar em suas carreiras e adiar a maternidade para um momento mais adequado.

Mulheres sem parceiro: Aquelas que desejam preservar a opção de maternidade enquanto buscam o relacionamento ideal.

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Mulheres enfrentando tratamentos médicos: Aquelas diagnosticadas com câncer ou outras condições que podem comprometer a fertilidade.

Mulheres com histórico familiar de menopausa precoce: Aquelas com risco aumentado de perda de fertilidade prematura.

“A indicação ideal é que o congelamento seja feito até os 35 anos, pois nessa fase a qualidade e a quantidade dos óvulos são maiores, o que aumenta significativamente as chances de sucesso no futuro”, orienta o Dr. Massaguer. “No entanto, mulheres com até 40-42 anos também podem se beneficiar do procedimento, dependendo de sua situação individual.”

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“Não estamos apenas oferecendo um procedimento; estamos fornecendo uma oportunidade para você preservar suas opções e planejar o futuro com confiança”, afirma o especialista.

“O processo envolve estimulação da ovulação, coleta dos óvulos e congelamento em um estado criopreservado, permitindo que a mulher preserve sua fertilidade para o futuro. O método também pode ser indicado em algumas situações clínicas, como antes de cirurgias para tratamento de endometriose, quando existe risco de comprometimento da reserva ovariana. Assim, a mulher pode escolher o momento ideal para iniciar sua jornada para a maternidade.”, disse o especialista.

 

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Créditos: Pixabay

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Saúde

Cuidado que vai além da cura transforma a rotina de pacientes no Hospital de Santa Maria

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Capacitação prepara terapeutas ocupacionais para atuar em cuidados paliativos com foco em autonomia, conforto e dignidade

 

Quando a cura deixa de ser o centro do tratamento, o cuidado ganha um novo significado. É nesse cenário que profissionais de saúde passam a olhar para o que ainda é possível e não apenas para a doença.
Com esse foco, terapeutas ocupacionais do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal, IgesDF, participaram, na última terça-feira, 24, de uma capacitação em cuidados paliativos no Hospital Regional de Santa Maria, HRSM.

 

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A formação reuniu profissionais interessados em ampliar estratégias que priorizam o conforto, a autonomia e a qualidade de vida de pacientes com doenças graves ou que ameaçam a vida. A proposta também fortalece a atuação das equipes diante de diferentes realidades clínicas.

 

 

A capacitação foi conduzida pela terapeuta ocupacional paliativista Verônica Ferrer, da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, SES DF. Entre os temas abordados estiveram luto ocupacional, espiritualidade, princípios dos cuidados paliativos e intervenções terapêuticas aplicadas a esse contexto.
“Mesmo diante das limitações, nosso trabalho é olhar para o que ainda é possível para o paciente. A partir disso, conseguimos atuar nas dimensões física, emocional, social e espiritual, dando novos sentidos à sua vivência”, explica a especialista.
Funcionalidade e qualidade de vida
Atualmente, o HRSM conta com 20 terapeutas ocupacionais distribuídos em diferentes setores. Enquanto outros profissionais atuam no manejo clínico e no controle de sintomas físicos, o terapeuta ocupacional paliativista direciona o cuidado para a funcionalidade, a autonomia e o resgate de sentido por meio de atividades significativas.
Segundo Verônica Ferrer, ações simples podem transformar a experiência do paciente. Música, pintura, preparo de receitas afetivas e o registro de memórias em áudio ou vídeo ajudam a fortalecer vínculos e a reconectar a pessoa com sua própria história.
“Quando algo já não é possível da mesma forma, buscamos outras maneiras de expressão que mantenham esse significado”, esclarece.
Durante o encontro, a especialista compartilhou o caso de um paciente com câncer avançado e sofrimento psíquico que inicialmente resistia a sair do leito. A partir do interesse dele pela pintura, foi construída uma estratégia de cuidado que estimulou a participação em atividades fora do quarto.
“Foi um resgate de identidade. Mais do que o cuidado físico, havia uma necessidade de expressão e de reconhecimento de quem ele foi e de quem era naquele momento”, recorda.
A terapeuta ocupacional Victória de Paula também destacou a importância da capacitação para a prática profissional.
“Durante a minha residência, acompanhei crianças com doenças crônicas, muitas sem possibilidade de cura. Discutir cuidados paliativos amplia nosso olhar e nos prepara para oferecer um cuidado mais sensível e qualificado”, afirma.
Ela também elogiou a condução da atividade. “A Verônica aborda temas complexos de forma leve, dinâmica e acessível, o que torna o conteúdo ainda mais relevante”, completa.
A capacitação foi organizada pelo Serviço de Saúde Funcional, SESAF, e pela equipe de Cuidados Paliativos do HRSM, com apoio do Núcleo de Educação Permanente, NUDEP, e do Núcleo de Tecnologias Educacionais, NUTED. A transmissão completa está disponível no canal do IgesDF no YouTube.
Créditos: 
Autora: Talita Motta 
Fotos: Divulgação/IgesDF
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