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Educação

Entre cantigas, colagens e imaginação: Projeto Sabiá volta ao DF com oficinas gratuitas para crianças da rede pública

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Nova edição realiza 12 encontros em escola pública do Distrito Federal, unindo leitura, música ao vivo, criatividade e contação de histórias a partir do livro infantil Sabiá, de Adriana Nunes

O canto do sabiá vai voltar a ecoar na rede pública do Distrito Federal! Desta vez, convidando crianças a entrar num universo de leitura, música, invenção e delicadeza. Em sua 4ª edição, o Projeto Sabiá realiza 12 oficinas gratuitas de leitura, criatividade e contação de histórias para estudantes de 6 a 10 anos das séries iniciais da rede pública de ensino do DF.

 

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Inspirada no livro infantil Sabiá, da atriz, ilustradora e autora Adriana Nunes, a atividade propõe uma experiência sensorial e lúdica que aproxima as crianças do universo da literatura por meio do cancioneiro popular brasileiro. O ponto de partida é a clássica canção “Sabiá”, de Hervê Cordovil e Mário Vieira, que inspirou a publicação e conduz boa parte da vivência artística oferecida nas oficinas.

Mais do que uma atividade de incentivo à leitura, o projeto transforma a sala de aula em território de imaginação. Ao longo dos encontros, as crianças são convidadas a ouvir histórias, cantar, criar, experimentar materiais e mergulhar em uma proposta que costura palavra, imagem, som e afeto. A oficina contará também com apresentações de música ao vivo, ampliando a experiência com uma atmosfera imersiva, sensível e participativa.

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A partir da obra de Adriana Nunes, o projeto aposta no encontro entre literatura e criação como forma de despertar a curiosidade, ampliar repertórios e fortalecer vínculos com o universo dos livros desde a infância. Em cena, o sabiá sai da gaiola e ganha asas em papel, tinta, tecido, canto e brincadeira. A iniciativa tem apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC/DF).

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Um livro que nasceu da canção

O livro Sabiá nasceu do encantamento de Adriana Nunes com a música infantil e com o poder poético das imagens. O clássico “Sabiá lá na gaiola” foi transformado pela artista em uma obra delicada, construída com a técnica de colagem e marcada por ilustrações sensíveis que dialogam com a letra da canção original.

O primeiro voo do livro acabou abrindo caminho para muitos outros. A partir de Sabiá, Adriana publicou também títulos como “Alecrim”, “Pintinho Amarelinho”, “Lagartixa e “Se essa rua fosse minha”, entre outros projetos em desenvolvimento, sempre conectando música, visualidade e infância.

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O universo dessas criações desemboca agora nas oficinas, onde a artista compartilha com as crianças sua paixão por papéis, tintas, tecidos, bordados e narrativas. O resultado é uma experiência em que ler também é cantar, pintar, imaginar e brincar. Ao final, cada criança leva consigo não apenas um objeto criado com as próprias mãos, mas também um pedaço desse encontro com a poesia.

Sobre Adriana Nunes

Ouvinte atenta, entusiasta da literatura e da música infantil, Adriana Nunes é atriz, ilustradora e autora. Com uma trajetória artística marcada pelo trabalho com diferentes linguagens, ela transforma canções em livros e histórias em experiências criativas voltadas à infância. Em suas oficinas, leitura e arte caminham juntas, convidando as crianças a explorar a sensibilidade, a escuta e a invenção.

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SERVIÇO
4ª edição Projeto Sabiá

Data: 25, 26 e 27 de março de 2026
Local: Escola Classe Colônia Agrícola Vicente Pires

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Educação

Projeto “Escolas de Arte do Cerrado – Exposição Bélgica” integra programas do GDF e promove educação ambiental com arte

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Na última sexta-feira (10), o Instituto Brasília Ambiental realizou a ação educativa Projeto Escolas de Arte do Cerrado – Exposição Bélgica, desenvolvida no âmbito do Programa Eu Amo Cerrado e do Programa Parque Educador. A iniciativa ocorreu conforme Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEE-DF) e a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (Sema-DF).

Realizada na Ecovila da Aldeia, no Altiplano Leste, a atividade contou com a participação de 35 estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental, da Escola Classe Interlagos, distribuídos entre os turnos matutino e vespertino. A proposta teve como objetivo integrar educação ambiental e expressão artística, promovendo a valorização do bioma Cerrado por meio de experiências práticas e criativas. Durante a programação, os alunos participaram de oficinas que envolveram pintura com tintas naturais, origami com elementos do Cerrado, música, plantio e outras vivências artísticas.

O presidente do Brasília Ambiental, Valterson Silva, destacou o impacto da ação na formação dos estudantes. “Iniciativas como essa demonstram como a educação ambiental pode ser transformadora quando associada à cultura e à vivência prática. Estamos contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação do nosso Bioma”, afirmou.

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Além de promover a sensibilização ambiental, a iniciativa prevê a produção de conteúdos artísticos com potencial de integrar uma exposição internacional na Bélgica, que será realizada ainda em 2026, ampliando a visibilidade do projeto e das ações desenvolvidas no DF.

A ação contou com o apoio da Aldeia Altiplano, de organização não governamental belga, da Embaixada da Bélgica e de parceiros do Programa Eu Amo Cerrado.

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A consultora ambiental Louise Amand, da empresa socioambiental Tribu de Gaia e uma das idealizadoras do Projeto Escolas de Arte do Cerrado, destacou a origem e o propósito da iniciativa.

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“Há mais de oito anos, trabalho com uma ONG na Bélgica, com a missão de proteger o Cerrado. Esse projeto nasceu de um sonho de conscientização ambiental a partir da arte, idealizado pelo agroecólogo belga, Luc Vankrunkelsven, que acreditava no poder da sensibilização poética e na observação amorosa, para despertar o cuidado com o meio ambiente. Assim, com base nesse legado, eu e mais uma amiga brasileira e uma ONG belga, decidimos criar o Projeto Cerrado Arte e Escola, que nasceu no ano passado, em Brasília, o qual possui vínculo com voluntariado na Bélgica, que se chama Viva Cerrado, com a missão de conscientizar também esse país pelos impactos, por exemplo, do consumo de carne, de soja, que vem do Brasil”, explicou.

De acordo com Louise, a iniciativa visa conectar crianças do DF com o bioma, levando a mensagem de proteção ambiental também para a Europa. “A proposta é despertar esse amor pelo Cerrado com as crianças, despertar esse amor da regeneração ecológica e também do cuidado um com o outro”, acrescentou.

O Projeto Escolas de Arte do Cerrado reforça as diretrizes do Programa Parque Educador, que transforma espaços naturais em ambientes de aprendizagem ao ar livre, com atividades planejadas e metodologias que estimulam o vínculo entre estudantes, meio ambiente e comunidade.

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A realização da atividade evidencia o potencial das unidades e espaços ambientais como instrumentos de educação, cultura e sustentabilidade, contribuindo para ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer a consciência ambiental entre os jovens do DF.

A analista ambiental Mariana Ferreira dos Anjos, que atua na Unidade de Educação Ambiental (Educ) do Brasília Ambiental, destacou a importância da iniciativa para aproximar os estudantes do território e da temática ambiental. “A valorização do bioma Cerrado é uma pauta global. Quando a gente conecta os estudantes com atividades práticas, como plantar, criar e trabalhar o lúdico, fortalecemos uma relação mais amorosa com o meio ambiente. Essa ação integra o Programa Parque Educador com as publicações pedagógicas do Programa Eu Amo Cerrado, permitindo que os alunos se apropriem do território, da arte e também levem essa mensagem para outros contextos, inclusive internacionais”, explicou.

Segundo Mariana, a atividade, que também contou a organização e presença do professor Guilherme Rosa Guedes, pelo Programa Parque Educador, contribui para ampliar o olhar sobre o Cerrado no cenário internacional. “Muitas vezes o Brasil é associado apenas à Amazônia, mas o Cerrado também tem uma importância ambiental enorme e precisa ser mais conhecido e valorizado. Essa troca com a Bélgica é uma oportunidade de mostrar essa realidade e sensibilizar mais pessoas sobre a preservação do bioma”, concluiu.

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CRÉDITOS:

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Texto: Patrícia Kavamoto | Edição: Mariana Parreira

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