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Saúde

Rejuvenescimento facial: especialista dá dicas para manter uma pele mais jovem e saudável 

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Com o passar dos anos é natural o envelhecimento cutâneo e aceitar o envelhecimento faz parte de nos sentirmos bem conosco mesmos. Mas é claro que isso não implica que não tenhamos cuidados com a nossa pele, para mantê-la cuidada e protegida dos efeitos do envelhecimento, especialmente o precoce. Nesse campo, há várias práticas que podem ser adotadas, desde os cuidados a ter com o sol ao abandono de maus hábitos, como o tabagismo, má alimentação, sedentarismo, entre outros. Para a especialista, Fernanda Avlis, os cuidados devem começar cedo e mesmo que pareça pouco, faz toda a diferença a longo prazo: “O envelhecimento é um processo natural, o que não significa que, com os cuidados adequados, não possamos manter uma pele jovem e saudável. Sempre alerto meus pacientes sobre os cuidados que são básicos e que contribuem para potencializar qualquer tipo de tratamento que ele venha fazer (botox, preenchimento, fios de PDO, etc). E a dica de milhões é: Hidratar, essa é uma etapa fundamental para a manutenção da barreira cutânea, além de deixá-la mais macia, protegida e viçosa” finalizou.  Confira a lista com dez hábitos que pode desde já ser colocado em prática e ajudar você a ter uma pele mais saudável:

1. Proteja-se da exposição solar

O sol é considerado o maior inimigo da juventude da pele. A radiação solar provoca o fotoenvelhecimento, que se traduz em rugas, manchas e perda de elasticidade e vitalidade da pele, principalmente nas zonas mais expostas (rosto, pescoço, zona do decote, mãos. Para se defender, aplique protetor solar todos os dias – quer o sol brilhe ou esteja enublado.

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2. Nos banhos de sol, redobre os cuidados

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Quando a exposição solar for direta ou prolongada, opte por um protetor solar com fator de proteção (FPS) 40 ou 50+. Aplique-o cerca de 20 minutos antes de sair de casa e renove a aplicação de duas em duas horas. Use um chapéu de abas largas e, sempre que possível, permaneça à sombra.

3. Aposte nos cosméticos certos

Prefira cosméticos ricos em substâncias com propriedades antioxidantes, que ajudam a pele a defender-se dos radicais livres, e com “ingredientes” que estimulem a formação de colagénio. Peça opinião ao seu dermatologista.

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4. Evite os solários

Não vá a solários e, se aplicar um autobronzeador, não se esqueça que este não tem fator de proteção solar.

5. Adote uma rotina de cuidados da pele

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Limpe a pele de manhã e à noite, utilizando água micelar ou um leite de limpeza específicos para o seu tipo de pele. Aplique um creme hidratante (também adequado ao seu tipo de pele) de manhã e ao deitar. Se só quiser aplicar um creme de manhã, privilegie o protetor solar, que também servirá de hidratante.

6. Esteja atento à repetição de expressões faciais

Existem expressões faciais que, sem nos apercebermos, fazemos várias vezes ao dia. A contração repetida dos mesmos músculos resulta em linhas que, decorridos alguns anos, se tornam vincadas e permanentes. Se tem por hábito semicerrar os olhos, quando estiver ao ar livre use sempre óculos escuros, o que ajuda a prevenir os vulgarmente chamados “pés de galinha”.

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7. Não fume

O fumo do cigarro contém substâncias que tornam a pele seca, baça, mais grossa e com menos firmeza. As rídulas e rugas surgem mais precocemente nos fumadores.

8. Siga uma boa alimentação

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Faça uma alimentação equilibrada e abundante em vegetais e fruta (fontes de vitaminas e minerais com propriedades antioxidantes) e pobre em açúcar. Prefira as gorduras saudáveis, como o azeite, e evite bebidas alcoólicas. Ingira cerca de 1,5 L de água diariamente.

9. Durma o suficiente

O repouso noturno é necessário para que ocorra a regeneração celular, essencial para uma pele fresca e jovem.

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10. Informe-se sobre tratamentos

Existem diversos tratamentos no campo da dermatologia estética e do rejuvenescimento, seguros e com resultados visíveis rapidamente, que ajudam a prevenir e a atenuar as várias manifestações do envelhecimento cutâneo, melhorando também a autoestima. Consulte um dermatologista e aconselhe-se com ele sobre os procedimentos não cirúrgicos mais adequados ao seu caso.

Serviço

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Clínica Avlis Águas Claras e Asa Sul – SGAS 616 – Centro Clínico Linea Vitta

Shopping One Park Mall
Instagram: @avlisestetica

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Fonte:

Kellen Rechetelo

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Saúde

Diagnóstico tardio de doenças ginecológicas afeta qualidade de vida e pode comprometer saúde das mulheres

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Endometriose atinge cerca de 190 milhões de mulheres no mundo; sintomas normalizados de cólicas menstruais dificultam a identificação precoce da doença

 

A dor intensa durante a menstruação, o desconforto nas relações sexuais e as alterações abdominais estão entre os sintomas que podem indicar doenças ginecológicas. Apesar dos impactos na rotina, manifestações como essas nem sempre recebem a devida atenção, o que pode dificultar a investigação de condições como endometriose e o câncer de ovário em mulheres. O diagnóstico tardio pode prolongar o sofrimento das pacientes, comprometer a qualidade de vida e, no caso de doenças malignas, reduzir as possibilidades de tratamento em estágios iniciais.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva convivem com a endometriose em todo o mundo, o equivalente a cerca de 10% dessa população. A doença crônica pode provocar dores intensas, alterações menstruais e dificuldades para engravidar.

A imagem mostra uma mulher adulta de pele clara, cabelo levemente avermelhado e blusa amarela. Ela está posicionada no centro e olha diretamente para a câmera com um sorriso aberto, mostrando os dentes.
Paula Andrea Navarro – Foto: Arquivo Pessoal

A professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e diretora do Laboratório de Reprodução Assistida, Paula Andrea Navarro, explica sobre o que é endometriose e como ela se manifesta no corpo feminino.

“A endometriose é uma doença caracterizada pela presença de endométrio, que é o revestimento interno da cavidade do útero, fora da cavidade uterina, sendo uma doença crônica. Ela é considerada não só uma doença ginecológica, mas uma doença sistêmica. Os mecanismos pelos quais a endometriose acontece não são completamente esclarecidos, parte dos pacientes, acredita-se que é por refluência de sangue durante a menstruação pelas trompas uterinas.”

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Paula exemplifica, ainda, que a endometriose pode ocorrer de forma diversa em cada paciente, sendo importante atentar aos sintomas. “A endometriose é uma doença enigmática com manifestações particulares em cada paciente. Não necessariamente a quantidade de focos se relaciona com a intensidade dos sintomas. Os principais sintomas são a dor da menstruação (dismenorreia), existe a possibilidade de dor durante a relação sexual e sintomas intestinais durante o período menstrual”, relata.

Histórico familiar e diagnóstico 

A doença também pode estar associada a questões genéticas, ou seja, uma mulher que possui família com histórico da patologia deve manter a atenção aos sintomas para obter seu diagnóstico de forma precoce. “Pacientes mulheres que têm familiares com a doença têm mais chances de ter endometriose do que quem não tem histórico familiar”, afirma a professora.

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A imagem mostra um homem adulto de pele clara, roupa formal na tonalidade rosa e possui cabelos levemente grisalhos. Ele está posicionado no centro e sorri amplamente em direção à câmera, mostrando os dentes.
Julio Cesar Rosa e Silva – Foto: Arquivo Pessoal

Julio Cesar Rosa e Silva, professor associado do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP e secretário da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), explica os exames que devem ser realizados em pacientes com suspeita da patologia.  “Muitas vezes o exame ginecológico nos faz suspeitar da doença mas, hoje, o diagnóstico é feito com exames de imagem, ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética da pélvis.”

A identificação tardia pode prolongar os períodos de dor e dificultar o controle dos sintomas. Dependendo da localização e da extensão das lesões, a doença pode afetar a rotina de trabalho e de estudos, o sono, as relações afetivas e a saúde emocional. “A endometriose é uma doença que realmente tem um atraso diagnóstico bastante significativo. Em média, o diagnóstico pode demorar de cinco a dez anos desde o início dos sintomas. Um dos fatores é pela sociedade acreditar que ter cólica menstrual é um sintoma normal”, diz o professor.

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Fertilidade e conscientização 

A patologia está relacionada com dificuldade de fertilidade em parte das pacientes, embora nem todas as mulheres com a doença apresentem esse problema. “Com o passar dos anos e a presença do processo inflamatório constante, isso vai gerando processos aderenciais e acabam com que o diagnóstico tardio comprometa a fertilidade da mulher, pois acabam distorcendo toda a anatomia pélvica e comprometendo a qualidade do óvulo e a capacidade do embrião se implantar dentro do útero”, afirma o professor.

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Por ser uma condição crônica, a endometriose não possui cura definitiva estabelecida. Entretanto, existem tratamentos para controlar a dor e outros sintomas, incluindo medicamentos hormonais, analgésicos e, em situações específicas, procedimentos cirúrgicos. A conscientização dos profissionais de saúde pode contribuir com a qualidade de vida das mulheres. “Nós precisamos também conscientizar as equipes de saúde, muitas vezes a própria equipe de saúde não está atenta e aberta a sentir e ouvir os sintomas da paciente, isso acaba postergando o diagnóstico, comprometendo significativamente sua qualidade de vida.” finaliza Rosa e Silva.

Estagiária sob supervisão de Gabriel Soares

Fonte matéria: Jornal da USP

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