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Saúde

Saiba como lidar com o cansaço mental no fim de ano

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A meditação é um método alternativo que pode ajudar a aliviar os sintomas de cansaço mental (Imagem: Caterina Trimarchi | ShutterStock) – (crédito: EdiCase)

Especialistas explicam o fenômeno e o que fazer para mudar

EdiCase
Nessa época de final de ano, o acúmulo de atividades costuma gerar um cansaço mental mais acentuado, que leva a uma dificuldade de concentração, acompanhada de irritabilidade e ansiedade. Esse excesso de estímulos, muitas vezes, sobrecarrega o cérebro, o que pode causar esquecimento e prejudicar a rotina.

Como lidar com o cansaço mental?

Parece óbvio, mas precisa se desligar. Isso nem sempre é fácil. “O que recomendamos é tentar priorizar atividades físicas, manuais e de lazer, mas nada relacionado ao trabalho. Ter um sono reparador e de qualidade. A meditação é um dos caminhos a serem seguidos”, comenta Juliana Rebechi Zuiani, neurocirurgiã da PUC Campinas.

“Agora quando o cansaço é crônico e repetitivo, não cessa apesar do descanso, deve-se readequar práticas e rever algumas prioridades para que a pessoa não chegue ao burnout (exaustão)”, alerta a especialista. Muitas vezes, também podem ser indicados medicamentos e até terapias para melhorar esse quadro.

Alimentos que melhoram a saúde do cérebro

Existem diversos alimentos que podem interagir com o cérebro e atuar no desempenho mental. “Entre eles, os mirtilos, que possuem substâncias nutritivas, como polifenóis e antocianinas, que atuam protegendo o cérebro contra o declínio cognitivo, reduzindo a inflamação e inclusive melhorando a neurogênese (formação de novos neurônios e conexões entre eles)”, esclarece o médico pós-graduado em Nutrologia Gabriel Rena.

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Já as vitaminas do complexo B, como a B1 (tiamina), B3 (niacina), B5 (ácido pantotênico), B6 (piridoxina) e B12 (cobalamina), encontradas em proteínas de origem animal e nas verduras verde-escuras, são fundamentais para o bom funcionamento do cérebro.

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“Os alimentos ultraprocessados como fast food, refrigerantes e salgadinhos, são extremamente inflamatórios. A ingestão piora, entre outros, a saúde do cérebro, sendo que, por vezes, podemos ficar com a sensação de uma nuvem na cabeça, o chamado brain fog. Optar por alimentos in natura ou minimamente processados já é o primeiro passo para auxiliar na melhora do desempenho cerebral”, afirma o especialista.

Precisa fazer exames?

Sim, pois o cansaço mental pode ter várias causas. “Por exemplo, se uma mulher está na menopausa, posso pedir exames hormonais para identificar se a causa pode ser essa. Uma anemia também pode levar a essa situação. Um cansaço mental exacerbado por um processo infeccioso e inflamatório, por exemplo, que vimos pelo Covid19, também pode ocorrer. Quando temos inflamação importante esse cansaço pode aumentar. Dependendo da história do paciente, os exames laboratoriais podem identificar a causa”, esclarece Alessandra Rascovski, endocrinologista e diretora médica da Clínica Rascovski.

É aconselhável que pessoas com mais de 40 anos façam check-ups rotineiramente (Imagem: fizkes | Shutterstock)

A importância do check-up mental

O check-up deve ser realizado de forma rotineira para quem tem mais de 40 anos, independentemente de estar passando por esse problema ou não. Uma vez que ele pode apontar falhas e mostrar se há o risco de desenvolvimento de alguma doença mais grave.

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“Temos uma ferramenta de uso rápido e imediato, prático e direto, como o Altoida, que usa recursos de inteligência artificial e realidade aumentada imersiva, otimizando o tempo do paciente. Com ela conseguimos avaliar e diferenciar a questão do cansaço mental de algum outro tipo de doença que possa comprometer a cognição e o raciocínio. Existem outros tipos de avaliação que podem ser feitas, mas não são avaliações diretas, são processos que levam um certo tempo”, revela Juliana Rebechi Zuiani.

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Para Alessandra Rascovski, endocrinologista, esse exame moderno fornece medidas objetivas do desempenho cognitivo dos pacientes, avaliando o cérebro de uma maneira global. “Ele é de grande valia para pacientes que estão se sentindo mentalmente esgotados, e sabemos que esta situação é muito comum nesta época, com diversos compromissos familiares, no trabalho e após um ano tão exaustivo, como foi este de 2023. Com ele conseguimos ver como está o funcionamento cognitivo individual e se há uma perda acima do normal”, argumenta.

Se organize

Por fim, faça um planejamento, estabelecendo prioridades e deixando de lado aquelas tarefas que não são urgentes ou necessárias. Entender o que provoca esse cansaço mental é fundamental para adotar estratégias que vão ajudar a manter sua memória em equilíbrio. Vale também pensar em buscar ajuda com profissionais de saúde para começar 2024 com a mente e o corpo saudáveis.

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Fonte: Correio Brasiliense

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Saúde

Unidades de Pronto Atendimento do DF recebem ações voltadas ao cuidado com a saúde mental

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Iniciativa integra a Campanha do Janeiro Branco e é desenvolvida pelo Projeto Acolher, do IgesDF
Por Ivan Trindade
Música, escuta ativa e diálogos sobre saúde mental marcaram as ações da Campanha do Janeiro Branco realizadas nesta semana nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e em polos administrativos do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF). Em meio à rotina intensa de quem atua diariamente no atendimento à população, o Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho (NUVID), por meio do Projeto Acolher, levou às unidades a ação “Prosa e Melodia”.
A iniciativa promoveu momentos de acolhimento, integração e sensibilização. Psicólogos conduziram conversas leves e informativas, reforçando a importância do autocuidado e destacando que profissionais que cuidam do outro também precisam ter sua saúde mental preservada.
As atividades integram a programação do Janeiro Branco nas unidades geridas pelo IgesDF. O ciclo de ações teve início no dia 12 de janeiro, passando pelas UPAs do Gama, Planaltina, Samambaia e Recanto das Emas. No dia 13, foi a vez das equipes de São Sebastião e Paranoá. Já no dia 14, as ações chegaram às UPAs de Brazlândia, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Sobradinho e Vicente Pires, sempre com o objetivo de fortalecer o bem-estar e estimular a escuta ativa no ambiente de trabalho.
O propósito central da campanha é contribuir para a construção de um ambiente institucional mais humano, saudável e confiável. Segundo os organizadores, o cuidado com a saúde mental dos colaboradores impacta diretamente a qualidade da assistência prestada ao cidadão, formando uma cadeia positiva que começa no trabalhador e se reflete no atendimento ao paciente.
Para o diretor-presidente do IgesDF, Cleber Monteiro, a campanha evidencia o compromisso do Instituto com quem sustenta diariamente a saúde pública. “Sabemos que a rotina dentro de uma UPA exige preparo técnico, mas também equilíbrio emocional. Criar espaços como este significa reconhecer o valor do colaborador e proteger sua saúde mental, garantindo um atendimento mais humanizado à população. O Janeiro Branco materializa uma política de valorização do trabalhador, baseada no diálogo, na escuta e na aproximação entre gestão e equipes”, destaca.
Colaborador em primeiro lugar
Segundo a chefe do NUVID, Paula Paiva, a adesão crescente dos profissionais demonstra que a saúde mental deixou de ser um tabu dentro da instituição.
“O principal objetivo da ação é conscientizar os colaboradores sobre a importância do autocuidado para o bem-estar pessoal e para a qualidade do atendimento ao público. Vamos percorrer todas as unidades geridas pelo Instituto. Somente nas UPAs, cerca de 800 colaboradores serão diretamente impactados, com foco na redução da ansiedade e no estímulo à presença no momento atual”, afirma.
Na UPA de Brazlândia, a gestão percebe de perto os efeitos da iniciativa. O gerente substituto da unidade, Igor Cavalcante, relata que os profissionais se sentiram valorizados.
“O nosso cotidiano é muito intenso. Somos cerca de 160 colaboradores, além de terceirizados. Nesse cenário, ações como essa promovem acolhimento, conscientização e valorização, contribuindo para um ambiente menos pressionado e para a melhoria direta da qualidade do atendimento à população”, pontua.
Para o gerente da UPA do Núcleo Bandeirante, Neviton Batista, cuidar da saúde mental dos colaboradores não é uma opção, mas uma necessidade. “Pessoas emocionalmente saudáveis trabalham melhor, se relacionam melhor e têm mais qualidade de vida dentro e fora do ambiente de trabalho. Lidamos diariamente com pressão, sobrecarga e responsabilidades que não ficam do lado de fora quando entramos na instituição”, observa.
No dia 15, a ação também foi realizada no PO700, sede administrativa do IgesDF, reunindo colaboradores de diversos núcleos em um momento de diálogo, música e incentivo à busca por apoio e cuidados com a saúde física e mental. Na mesma data, as UPAs de Ceilândia I e II também receberam as equipes do Projeto Acolher.
Proposta continuada
O Projeto Acolher já é reconhecido internamente por atender a uma demanda essencial dos trabalhadores. Entre os serviços ofertados estão atendimentos em psicologia, psiquiatria, acupuntura, nutrição, meditação, Reiki e ginástica laboral, além de ações pontuais como o “Prosa e Melodia”.
A técnica de segurança do trabalho Luzia Tânia, que atua na UPA de Brazlândia, destaca a importância da iniciativa. “Atos como esse promovem a saúde mental dos colaboradores. Aqui criamos um painel com frases motivacionais, incentivando cuidados como a prática de atividades físicas e de lazer para aliviar o estresse da rotina hospitalar. O cuidado com a saúde mental impacta diretamente a qualidade do trabalho e a prevenção de acidentes”, ressalta.
O calendário de ações segue ao longo do mês, incluindo atividades no Centro de Distribuição, no dia 21, e será estendido às unidades administrativas e hospitalares do IgesDF.
Para Paula Paiva, o Janeiro Branco vai além de um marco simbólico. “Para o IgesDF, proteger a saúde mental é parte de uma gestão contínua. Isso preserva talentos, fortalece o espírito de equipe e melhora a qualidade do serviço público de saúde. Em um cenário de demandas crescentes, cuidar de quem cuida é um compromisso institucional”, finaliza.
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