Social
Game Conection movimenta o cenário gamer com grandes disputas e tecnologia
Festival promovido pelo Ministério do Esporte e Instituto Inside Brasil encerra o calendário gamer de 2025 com disputas e premiações
O Distrito Federal se prepara para quatro dias dedicados aos games, cultura pop e tecnologia. De 20 a 23 de novembro, o CEMEIT recebe a primeira edição do Game Connection, festival que reúne torneios, experiências imersivas e atrações voltadas à inovação digital. O evento marca o encerramento do calendário gamer de 2025, trazendo competições de Free Fire, Valorant, Just Dance e Cosplay, além de atividades que prometem movimentar o público e valorizar a criatividade da comunidade geek.
Promovido pelo Ministério do Esporte, em parceria com o Instituto Inside Brasil, o megaevento reforça o compromisso das instituições com o incentivo à juventude, à inclusão digital e ao fortalecimento dos eSports no país.
Ao comentar sobre a iniciativa, o ministro do Esporte, André Fufuca, destaca o caráter social do evento. “Eventos como o Game Connection reforçam o papel do esporte como ferramenta de transformação social. Ao abrir espaço para a cultura gamer, estamos incentivando jovens a explorarem suas habilidades, aprenderem em comunidade e encontrarem caminhos profissionais dentro de um setor que só cresce no país”, afirmou.
O secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social, Paulo Henrique Cordeiro, reforçou o alcance da ação. “Nosso objetivo é valorizar o talento da juventude brasileira, promover a inclusão digital e mostrar que o universo dos eSports também é espaço de convivência, criatividade e oportunidades”, destacou.
Desde 2022, o Instituto Inside Brasil vem ampliando sua presença no cenário gamer com eventos como o E-Candangão, E-Candanguinho, Brasília eSports e a Cyber Arena. Agora, com o Game Connection, o instituto encerra o ano celebrando o crescimento da comunidade e fortalecendo os jogos eletrônicos como espaços de convivência, lazer e formação de novos talentos.
O festival terá entrada gratuita, com acesso a apresentações, estandes temáticos, competições e diversas atividades culturais e tecnológicas.
Premiação
Os participantes concorrerão a uma premiação total de R$ 7.400,00, distribuída entre as modalidades:
Free Fire
• 1º lugar – R$ 1.000
• 2º lugar – R$ 500
• 3º lugar – R$ 300
Valorant
• 1º lugar – R$ 1.000
• 2º lugar – R$ 500
Just Dance
• 1º lugar – R$ 800
• 2º lugar – R$ 500
• 3º lugar – R$ 200
No Concurso de Cosplay, os competidores receberão medalhas personalizadas e premiação em dinheiro nas categorias:
• Melhor caracterização – R$ 400
• Melhor performance – R$ 400
• Melhor criatividade – R$ 400
• Master cosplay – R$ 600
• Apresentação tradicional – R$ 500
• Apresentação livre – R$ 500
Serviço
Data: 20 a 23 de novembro
Local: CEMEIT – Taguatinga/DF
Entrada: Gratuita
Site: gameconection.org.br
Cena registrada em evento anterior evidencia a energia e a participação do público gamer — Foto: Renato Braga.
Social
IA reforça estereótipos de gênero entre jovens: meninas aparecem como frágeis em 56% dos casos e mais ligadas às ciências sociais
O algoritmo recomenda às mulheres jovens buscar aprovação externa para “sentirem-se validadas” seis vezes mais do que aos homens.
A Inteligência Artificial deixou de ser uma ferramenta pontual para se tornar um interlocutor central na formação da identidade e das ambições da juventude. O relatório “Miragem da IA, um reflexo incômodo com alto impacto nos jovens”, elaborado pela LLYC no âmbito do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, revela que, longe de ser neutra, essa tecnologia valida estereótipos do passado e amplifica preconceitos históricos.
Os dados do estudo mostram que a IA não responde da mesma forma a meninos e meninas. Em 56% dos casos, as respostas rotulam as jovens como “frágeis”, colocando-as em uma posição de vulnerabilidade. Além disso, a inteligência artificial recomenda que as mulheres busquem validação externa seis vezes mais do que os homens e redireciona 75% de suas vocações para as áreas da saúde e das ciências sociais.
“Não é a IA que está enviesada, mas a realidade. O relatório confirma que a inteligência artificial não corrige os déficits que temos. Ela reflete e amplifica uma superproteção às mulheres, a ponto de reduzir sua autonomia, perpetua os tetos de vidro e reforça a pressão estética. Em suma, não questiona os papéis tradicionais, mas os legitima. A verdade é que, se a realidade não mudar, não podemos esperar que a IA mude suas respostas”, afirma Luisa García, sócia e CEO Global de Corporate Affairs na LLYC e coordenadora do estudo.
O estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise massiva de 9.600 recomendações e do exame de cinco grandes modelos de IA (entre eles, ChatGPT, Gemini e Grok).
Seu futuro nas mãos de um chatbot: o fim do conselho neutro
A dependência dos jovens em relação aos modelos de linguagem (LLMs) atingiu um ponto de inflexão: 31% dos adolescentes afirmam que conversar com um chatbot é tão ou mais satisfatório do que conversar com um amigo real, segundo relatório do Plan International. Esse deslocamento relacional confere à máquina um papel de conselheira cuja orientação não é neutra, mas formativa. O relatório da LLYC apresenta, nesse sentido, números preocupantes:
- A “amiga tóxica” digital: nas interações com mulheres, uma em cada três respostas da IA adota um tom de “amizade”, padrão 13% mais frequente do que nas interações com homens.
- Validação versus ação: a IA se personifica 2,5 vezes mais nas interações com mulheres, utilizando expressões como “eu te entendo” e priorizando a empatia artificial em vez de soluções técnicas. Já com os homens, a linguagem é mais direta, marcada por verbos no imperativo (“faça”, “diga”, “vá”), reforçando a ideia do homem como sujeito de ação.
O “teto de vidro programado”: segregação desde o algoritmo
A IA orienta vocações. O algoritmo redireciona mulheres até três vezes mais para áreas como ciências sociais e saúde, enquanto incentiva nos homens trajetórias ligadas à liderança e à engenharia.
- Sucesso sob suspeita: a IA considera “impressionante” que uma mulher ganhe mais do que um homem — reação que não ocorre no sentido inverso. Em nove de cada dez consultas nas quais elas aparecem em minoria profissional, a IA constrói cenários laborais hostis.
- Duplo critério emocional: diante de conflitos, a IA “politiza” o mal-estar feminino ao vinculá-lo ao sistema ou ao patriarcado em 33% dos casos, enquanto despolitiza o mal-estar masculino, associando-o ao autocontrole ou à patologização individual.
O olhar enviesado do algoritmo: quando a repetição define o “normal”
Uma das conclusões mais alarmantes do relatório é a forma como a IA treina jovens a aceitar a desigualdade como uma norma geracional. Esse “olhar enviesado” se manifesta na construção da identidade e da percepção do corpo:
- A armadilha da estética: diante de inseguranças, a IA oferece conselhos de moda 48% mais às mulheres do que aos homens. Em modelos de código aberto como o LLaMA, as menções à aparência feminina são 40% superiores.
- Corpos úteis vs. corpos únicos: enquanto associa os homens à “força e funcionalidade”, vincula o bem-estar feminino à “autenticidade” e a “sentir-se única”. De fato, recomenda aos homens ir à academia até duas vezes mais do que às mulheres para superar rompimentos emocionais.
Programando a família do século passado
Mesmo na esfera privada, a IA legitima papéis tradicionais. O afeto aparece como atributo materno em proporção três vezes superior ao paterno. O pai é deslocado para um papel de “ajudante” em 21% das respostas, em vez de ser reconhecido como corresponsável. Essa lógica desemboca na chamada “sobrecarga da heroína”, narrativa na qual a mulher não apenas cuida, mas, como em tantas outras esferas, deve fazê-lo com excelência moral permanente.
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