Social
Goiás Social: Projeto de Vida Profissional estimula a inserção de jovens no mercado de trabalho
Iniciativa incentiva adolescentes em situação de vulnerabilidade social a buscarem formação e primeiro emprego. “Procuramos fortalecer conhecimentos e habilidades para que eles possam buscar os próprios caminhos”, afirma Gracinha Caiado
“Ser parte do Centro da Juventude Tecendo o Futuro, do Goiás Social, impactou muito a minha vida pessoal e profissional”, conta Sophia Laura Martin Ferreira, de 18 anos, ao resumir sua participação na unidade mantida pelo Governo do Estado e pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). A estudante faz parte da primeira turma do Projeto de Vida Profissional, iniciativa que busca despertar o interesse e preparar jovens, com idade a partir de 14 anos e em situação de vulnerabilidade social, para o mercado de trabalho.
O projeto ajuda os interessados – que em geral não têm experiência profissional – a superar desafios como a timidez excessiva ou a baixa autoestima. “Essa iniciativa impulsionou habilidades que eu já trazia, como fala e comunicação, além da vontade de aprender sobre negócios”, diz Sophia. Ela já fez os cursos de Marketing Digital e Assistente Administrativo, oferecidos gratuitamente na unidade, e há pouco mais de um mês conseguiu o primeiro emprego formal em uma doceria de Goiânia.
O Projeto de Vida Profissional, que é voltado exclusivamente para jovens atendidos pelo Centro da Juventude Tecendo o Futuro, teve início este ano e já está em sua segunda turma. Ao todo, já são 20 participantes. “Há jovens que querem, mas não sabem como buscar. Especialmente aqueles que vêm de um contexto familiar muito difícil. É uma proposta que pensa a empregabilidade, o empreendedorismo e, principalmente, uma orientação para que o interessado elabore o seu projeto de vida. Procuramos fortalecer conhecimentos e habilidades para que os jovens sigam os próprios caminhos”, afirma a coordenadora do Goiás Social e presidente de honra da OVG, primeira-dama Gracinha Caiado.
Oportunidade
Psicólogo da Gerência de Promoção e Integração ao Mundo do Trabalho da Diretoria de Programas para a Juventude da OVG, Mateus Pereira Pinto explica que o projeto tem uma metodologia que inclui diversas etapas importantes, tais como desenvolvimento, autoconhecimento e autoimagem; elaboração de currículo; preparação para entrevistas, além da identificação de sites onde os jovens podem se inscrever para vagas de jovens-aprendizes e primeiro emprego.
Segundo o psicólogo, a partir do momento em que o jovem encontra uma oportunidade, o projeto monitora o local de trabalho, informa seus direitos e oferece capacitação para melhor se adaptar à vaga. “E o mais importante: é proporcionado um suporte personalizado, considerando a história de vida de cada beneficiário, suas vontades, dificuldades e principalmente os seus sonhos”, finaliza.
Fotos: Aline Cabral
Legenda: Sophia Ferreira, de 18 anos, fez parte da primeira turma do Projeto de Vida Profissional, iniciativa do Governo do Estado, por meio do Goiás Social e da OVG
Organização das Voluntárias de Goiás – Governo de Goiás
Social
IA reforça estereótipos de gênero entre jovens: meninas aparecem como frágeis em 56% dos casos e mais ligadas às ciências sociais
O algoritmo recomenda às mulheres jovens buscar aprovação externa para “sentirem-se validadas” seis vezes mais do que aos homens.
A Inteligência Artificial deixou de ser uma ferramenta pontual para se tornar um interlocutor central na formação da identidade e das ambições da juventude. O relatório “Miragem da IA, um reflexo incômodo com alto impacto nos jovens”, elaborado pela LLYC no âmbito do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, revela que, longe de ser neutra, essa tecnologia valida estereótipos do passado e amplifica preconceitos históricos.
Os dados do estudo mostram que a IA não responde da mesma forma a meninos e meninas. Em 56% dos casos, as respostas rotulam as jovens como “frágeis”, colocando-as em uma posição de vulnerabilidade. Além disso, a inteligência artificial recomenda que as mulheres busquem validação externa seis vezes mais do que os homens e redireciona 75% de suas vocações para as áreas da saúde e das ciências sociais.
“Não é a IA que está enviesada, mas a realidade. O relatório confirma que a inteligência artificial não corrige os déficits que temos. Ela reflete e amplifica uma superproteção às mulheres, a ponto de reduzir sua autonomia, perpetua os tetos de vidro e reforça a pressão estética. Em suma, não questiona os papéis tradicionais, mas os legitima. A verdade é que, se a realidade não mudar, não podemos esperar que a IA mude suas respostas”, afirma Luisa García, sócia e CEO Global de Corporate Affairs na LLYC e coordenadora do estudo.
O estudo, realizado em 12 países ao longo de 2025, analisou o impacto da inteligência artificial sobre jovens de 16 a 25 anos por meio da análise massiva de 9.600 recomendações e do exame de cinco grandes modelos de IA (entre eles, ChatGPT, Gemini e Grok).
Seu futuro nas mãos de um chatbot: o fim do conselho neutro
A dependência dos jovens em relação aos modelos de linguagem (LLMs) atingiu um ponto de inflexão: 31% dos adolescentes afirmam que conversar com um chatbot é tão ou mais satisfatório do que conversar com um amigo real, segundo relatório do Plan International. Esse deslocamento relacional confere à máquina um papel de conselheira cuja orientação não é neutra, mas formativa. O relatório da LLYC apresenta, nesse sentido, números preocupantes:
- A “amiga tóxica” digital: nas interações com mulheres, uma em cada três respostas da IA adota um tom de “amizade”, padrão 13% mais frequente do que nas interações com homens.
- Validação versus ação: a IA se personifica 2,5 vezes mais nas interações com mulheres, utilizando expressões como “eu te entendo” e priorizando a empatia artificial em vez de soluções técnicas. Já com os homens, a linguagem é mais direta, marcada por verbos no imperativo (“faça”, “diga”, “vá”), reforçando a ideia do homem como sujeito de ação.
O “teto de vidro programado”: segregação desde o algoritmo
A IA orienta vocações. O algoritmo redireciona mulheres até três vezes mais para áreas como ciências sociais e saúde, enquanto incentiva nos homens trajetórias ligadas à liderança e à engenharia.
- Sucesso sob suspeita: a IA considera “impressionante” que uma mulher ganhe mais do que um homem — reação que não ocorre no sentido inverso. Em nove de cada dez consultas nas quais elas aparecem em minoria profissional, a IA constrói cenários laborais hostis.
- Duplo critério emocional: diante de conflitos, a IA “politiza” o mal-estar feminino ao vinculá-lo ao sistema ou ao patriarcado em 33% dos casos, enquanto despolitiza o mal-estar masculino, associando-o ao autocontrole ou à patologização individual.
O olhar enviesado do algoritmo: quando a repetição define o “normal”
Uma das conclusões mais alarmantes do relatório é a forma como a IA treina jovens a aceitar a desigualdade como uma norma geracional. Esse “olhar enviesado” se manifesta na construção da identidade e da percepção do corpo:
- A armadilha da estética: diante de inseguranças, a IA oferece conselhos de moda 48% mais às mulheres do que aos homens. Em modelos de código aberto como o LLaMA, as menções à aparência feminina são 40% superiores.
- Corpos úteis vs. corpos únicos: enquanto associa os homens à “força e funcionalidade”, vincula o bem-estar feminino à “autenticidade” e a “sentir-se única”. De fato, recomenda aos homens ir à academia até duas vezes mais do que às mulheres para superar rompimentos emocionais.
Programando a família do século passado
Mesmo na esfera privada, a IA legitima papéis tradicionais. O afeto aparece como atributo materno em proporção três vezes superior ao paterno. O pai é deslocado para um papel de “ajudante” em 21% das respostas, em vez de ser reconhecido como corresponsável. Essa lógica desemboca na chamada “sobrecarga da heroína”, narrativa na qual a mulher não apenas cuida, mas, como em tantas outras esferas, deve fazê-lo com excelência moral permanente.
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