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Orquestra Filarmônica de Goiás faz concerto gratuito em Goiânia

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Apresentação será realizada no dia 22 de novembro, às 20h30, com a execução de obras dos compositores alemães Beethoven e Weber, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, no Setor Nova Suíça

A Orquestra Filarmônica de Goiás faz concerto gratuito nesta sexta-feira (22/11), às 20h30, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, no Setor Nova Suíça, em Goiânia. A apresentação ocorre dentro da série Relembre o Futuro e será realizada sob a regência da maestra associada Mariana Menezes. Serão executadas a abertura “Oberon”, de Weber, e a Sinfonia nº 6 “Pastoral”, de Beethoven.

Os dois compositores são considerados os pilares da música clássica alemã e foram contemporâneos, tendo vivido entre os séculos 18 e 19, um dos períodos mais exitosos da ópera na Europa. “Oberon” é uma ópera romântica em três atos do compositor alemão Carl Maria von Weber para um libreto de James Robinson Planche, inspirado no poema de Christoph Martin Wieland.

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Já a “Sinfonia nº 6 em Fá Maior, opus 68”, de Ludwig van Beethoven, também chamada “Sinfonia Pastoral”, teve por propósito descrever a sensação experimentada nos ambientes rurais. É uma das mais conhecidas obras da fase romântica de Beethoven.
Reconhecida internacionalmente como um dos melhores grupos orquestrais da América Latina, a Orquestra Filarmônica de Goiás é ligada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação por meio da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França. A instituição é gerida pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT) da Universidade Federal de Goiás (UFG), desde 2021.

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Serviço
Assunto: Concerto da Orquestra Filarmônica de Goiás
Data: Sexta-feira (22/11)
Horário: 20h
Local: Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges, na Rua C-252, Qd. 589, Lt. 12, Setor Nova Suíça – Goiânia (GO)

Fotos: Secti

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Legenda: Maestra associada Mariana Menezes conduzirá a Filarmônica de Goiás em concerto gratuito na Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação — Governo de Goiás

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O que as meninas podem vestir?

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Especialistas comentam sobre os direitos de meninas e mulheres e o combate ao constrangimento e a situações de importunação

 

Ao longo de décadas, as mulheres conquistaram inúmeros direitos. No entanto, as legislações ainda não são suficientes para uma mudança ainda mais essencial: a transformação da sociedade. Embora tenham ocorrido avanços significativos em diversos setores da sociedade e nas legislações de proteção às mulheres, ainda existem muitos desafios, como demonstra o recente acordo firmado entre a Secretaria de Educação do Estado do Pará o Ministério Público do Estado do Pará.

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A iniciativa concedeu às estudantes do Colégio Estadual Paes de Carvalho, fundado em 1841, em Belém, o direito de frequentar as aulas com calça jeans. Com isso, o uniforme feminino, composto por blusa branca, saia azul-marinho e sapatos sociais, passou a ser opcional. A mudança não chama atenção simplesmente pela quebra de uma tradição, mas pelo fato de ter sido motivada por relatos de jovens sobre frequentes momentos de constrangimento e situações de importunação.

 

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Será que a mudança de vestimenta é suficiente para que o assédio contra as mulheres pare? Maria Fernanda, psicóloga do Núcleo de Apoio Psicopedagógico da Estácio (NAAP), afirma que não. “A mulher sempre foi vista como, entre aspas, o sexo frágil, e muitos homens se acham no direito de assediar pelo simples fato de ela ser mulher. A vestimenta não quer dizer que você pode ou não assediar uma pessoa. Então, a calça ou a saia independem do caráter do outro, do indivíduo que está ali assediando. Assim, não vejo isso como algo que possa diminuir o assédio”, comenta.

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A psicóloga que também integra o NAAP, Luiza Marron, também reforça que a raiz do problema é social, e não estética. “Não é a roupa que causa assédio. Ele acontece por uma questão cultural ligada à objetificação do corpo feminino. Existe a ideia de que as mulheres, essas meninas, estão disponíveis ao olhar e à invasão do outro. No fim, permitir o ajuste da roupa é um avanço em termos de autonomia e conforto, mas o verdadeiro combate ao assédio acontece quando a sociedade entende que o problema nunca foi a roupa, e sim o comportamento de quem assedia”, afirma.

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Como proteger as mulheres?

Para Thayene Belo, psicóloga e mestre em Saúde Coletiva, a prevenção e a segurança também envolvem autonomia, conforto e respeito às realidades vividas pelas adolescentes no cotidiano.

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“Permitir o uso da calça não significa que o assédio vai deixar de existir, mas pode, sim, representar uma medida de proteção prática, porque muitas estudantes relataram maior sensação de segurança no trajeto entre casa e escola, especialmente no transporte público e na circulação pelas ruas. Ou seja, a mudança não resolve o problema sozinha, mas é um passo institucional importante de cuidado e de escuta dessas adolescentes”, pontua.

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Ainda segundo a especialista, a segurança depende de uma educação para o respeito, de políticas públicas de proteção, da melhoria na segurança urbana, de campanhas contra o assédio, de espaços de escuta ativa e da responsabilização de quem pratica a violência.

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“Quando a sociedade muda o foco, deixando de controlar o corpo das meninas e passando a responsabilizar comportamentos abusivos, nós avançamos, de fato, na prevenção ao assédio. Medidas como essa são importantes porque sinalizam algo maior. Proteger essas meninas não é limitar suas escolhas, mas, sim, garantir que elas possam estudar, circular e viver com dignidade e segurança”, conclui Thayene Belo.

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