Entretenimento
Garis do DF disputam primeiro lugar em concurso de beleza neste domingo
O Concurso Miss e Mister Gari DF 2023 terá grande final na noite de domingo e conta com 45 finalistas
Carisma e simpatia estarão em jogo no próximo domingo (16). O Concurso Miss e Mister Gari DF 2023, que elege os garis mais belos do Distrito Federal chegou em sua 7° edição este ano, e a grande final do concurso, que conta com 45 finalistas, está marcada para esse fim de semana. A partir das 18h, no evento Hair Brasília, no Pavilhão do Parque da Cidade, os participantes terão que conquistar os olhares da banca julgadora.
“Este é um projeto de inclusão e de quebra de preconceitos, que busca valorizar e trabalhar a questão do gari na nossa sociedade”, conta a idealizadora do concurso, Maria de Fátima Dias, fiscal de varrição. Criado em 2015, o projeto, de acordo com ela, é importante para resgatar a autoestima dos garis, bem como chamar a atenção das pessoas para a inclusão social e a superação do preconceito.
Nesta edição, o Miss e Mister Gari DF terá 30 mulheres e 15 homens. Estes, responsáveis pela limpeza da cidade, terão a oportunidade de mostrar toda sua beleza, carisma e simpatia no palco para centenas de brasilienses. “Será uma noite memorável”, afirma Maria de Fátima. A primeira edição do concurso foi realizada em Ceilândia, e teve a participação de 12 candidatas. Desta vez, o evento teve a inscrição de mais de 600 pessoas. “Tive essa ideia para trabalhar o preconceito. Hoje, o foco são as mulheres. Quero ajudá-las com a autoestima”, relata a idealizadora. “Já tive relatos de trabalhadoras que conseguiram vencer a depressão por causa desse trabalho”, concluiu Maria.
Para o diretor-presidente do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU-DF), Sílvio Vieira, essa é mais uma oportunidade de valorizar os garis. “O Governo do Distrito Federal trabalha para valorizar esses profissionais que cuidam das nossas cidades, para deixá-las mais bonitas e mais saudáveis. Esse concurso é uma grande homenagem aos profissionais da limpeza que merecem respeito e valorização pelo trabalho que fazem”, declarou Sílvio.
Na manhã desta quinta-feira (13), os 45 finalistas escolheram o traje de gala para a etapa final. A expectativa era grande diante dos inúmeros vestidos e da aproximação da data final do concurso. “É a primeira vez que participo. Hoje, provando o vestido, a ficha caiu e o nervosismo bateu”, afirma Tatiane Nogueira, uma das candidatas. Todas as roupas que serão usadas pelos modelos foram oferecidas de forma voluntária por uma loja de noivas em Ceilândia.
Almejando mais uma vitória, Natália Sousa, de 29 anos, conta que se inscreveu no projeto para buscar a auto valorização. “Sofremos muito preconceito. Já participei em 2017, fiquei em segundo lugar, e pra mim foi muito importante. Mudou minha vida e a forma como me enxergo”, comenta a finalista. “Este ano quero o primeiro lugar”, brinca a moradora de Ceilândia.
Aos 19 anos e trabalhando como gari a poucos meses, Kailane Sousa revela que escolheu um vestido dourado, do jeito que sempre sonhou. “É bem brilhoso, pois gosto de brilho. Tem decote, é bem sereia, do jeito que eu gosto. Estamos mostrando tudo que tem por baixo do uniforme. Não só o corpo, mas nossa personalidade”, relata, feliz. A jovem compartilha que o incentivo de participar do concurso veio da mãe, que também trabalha com limpeza das ruas. “É muito gratificante estar aqui por ela. Minha mãe já sofreu muito preconceito nessa profissão”, disse.
O evento é realizado por parceiros e voluntários e não tem nenhum cunho partidário, financeiro ou político. Ele conta com a realização do SLU, das empresas Valor Ambiental, Sustentare Saneamento e Suma Brasil, além de parceiros na área de eventos de beleza.
Este ano, o casal vencedor ganhará bolsas para faculdade, cursos profissionalizantes, tratamentos estéticos e compras de roupas e acessórios. “Estamos preocupados com a educação deles. Queremos vê-los crescerem dentro da empresa e na vida”, pontuou Maria de Fátima.
Serviço
O quê: Miss e Mister Gari Distrito Federal 2023
Quando: 16 de julho, a partir das 18h.
Onde: Hair Brasília – Pavilhão do Parque da Cidade.
Fonte: Jornal de Brasilia
Entretenimento
Exposição “Uma Mulher é Uma Mulher” ocupa o DF com arte urbana e narrativas femininas
Projeto ganha a cidade a partir de 8 de março e transforma muros e redes em território de escuta, diversidade e afirmação
Depois de quase um ano de escuta, encontros, afetos e criação coletiva, Uma Mulher é Uma Mulher inaugura oficialmente sua exposição em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, tendo a cidade como galeria. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) e coproduzido pela Pitanga e Rovit Filmes, o projeto transformará muros, esquinas e trajetos cotidianos em território de afirmação, diversidade e reflexão sobre o feminino. Quem passar a caminho do trabalho, quem esperar o ônibus, quem atravessar a rua distraído poderá ser impactado por figuras femininas diversas. É uma exposição que não pede silêncio, mas presença. Não exige ingresso, mas disponibilidade para olhar.
A construção do projeto começou em maio de 2025, quando foi lançada uma chamada pública que mobilizou 41 mulheres do Distrito Federal. Após etapas de análise de perfis, escutas individuais e entrevistas aprofundadas, foram escolhidas oito protagonistas que representam diferentes gerações, identidades e experiências de vida.
“Mais do que um processo técnico de produção de fotos, vídeos e murais, a trajetória desses meses foi marcada por encontros. Cada ensaio foi precedido por conversas longas, partilhas de memória, trocas sinceras e construção de confiança entre equipe e participantes. Houve tempo para ouvir, acolher e compreender as camadas de cada história antes de traduzi-las em imagens”, relata Waléria Gregório, idealizadora, diretora criativa e responsável pela fotografia do projeto.
Ao lado de Thaís Holanda, cineasta que assina o audiovisual; e Didi Colado, artista urbana responsável pelos lambe-lambes e grafites espalhados pelo Distrito Federal, ela consolidou com as participantes uma relação de afeto e entrega mútua. E o que se verá nas ruas e nas plataformas digitais não será apenas resultado estético, mas o desdobramento de vínculos construídos com respeito, sensibilidade e profundidade.
As oito protagonistas são:
Amanda Nery, que transformou experiências de violência e maternidade precoce em e construção afetiva e autonomia.
Caju, cabeleireira que fez do salão um espaço de escuta, identidade e emancipação, rompendo padrões estéticos e sociais.
Fernanda Torres, mãe atípica e sobrevivente do câncer, que ressignificou o cuidado e hoje floresce como símbolo de recomeço.
Flor Furacão, mulher trans, artista e mãe, que ocupa espaços historicamente negados e afirma a existência como ato político.
Issa Meguer, atriz e modelo de 69 anos, que enfrenta o etarismo e reafirma que potência feminina não tem prazo de validade.
Joyce, artista que vive com anemia falciforme e construiu na arte um caminho de autonomia e presença.
Malinha, jovem fotógrafa periférica que transforma vivência em linguagem visual e abre caminhos para outras meninas.
Jesus Feitosa, costureira que atravessou gerações sustentando família e futuro com linha, agulha e resistência.
A cidade como galeria
Ao longo do mês de março, serão instalados 16 painéis de lambe-lambe e 2 grafites nas regiões administrativas Guará, Águas Claras, Taguatinga e Vicente Pires. Cada obra conta com um QR Code que direciona para o Instagram e para o site oficial do projeto, com recursos de acessibilidade, ampliando a experiência da rua para o ambiente digital.
A proposta é simples e potente: provocar o encontro. Quem é essa mulher? O que ela está fazendo aqui? O que a história dela revela sobre nós? A cidade vira galeria. O Instagram torna-se extensão da rua. A imagem se transforma em pergunta.
Paralelamente, a exposição virtual apresentará vídeos, ensaios fotográficos e conteúdos criativos sobre a trajetória de cada mulher, publicados semanalmente. A cada semana, uma protagonista ocupará as redes, convidando o público a aprofundar o olhar.
Ao final desse processo, as mulheres participantes deixarão de ser apenas personagens, tornando-se referências simbólicas de um movimento que reafirma que as mulheres são múltiplas, legítimas, plurais e estão em permanente construção.
Compartilhamento de saberes
Como parte do compromisso com formação e democratização do acesso à arte, o projeto oferecerá três oficinas gratuitas voltadas exclusivamente para mulheres, conduzidas pelas próprias artistas do projeto: Waléria Gregório, Didi Colado e Thaís Holanda.
As atividades acontecerão em 28 e 29 de março, com inscrições abertas entre 16 e 21 de março, por meio do site oficial. As oficinas ampliam o diálogo do projeto para além da exposição, fortalecendo a presença feminina nos campos da fotografia, do vídeo e da arte urbana.
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