Diversas
Neoenergia investe mais de R$ 20 milhões e moderniza subestação em Ceilândia
Obra vai beneficiar mais de 300 mil pessoas da região
Brasília, 21 de setembro de 2023 -Comprometida com o desenvolvimento e com a melhora do fornecimento de energia em todo o Distrito Federal, a Neoenergia concluiu, no início deste mês, o processo de modernização da subestação de Ceilândia Sul. Com investimento de mais de R$ 20 milhões, a distribuidora substituiu uma série de equipamentos do local. Assim, mais de 300 mil pessoas, inclusive de outras três Regiões Administrativas (Pôr do Sol/Sol Nascente, Samambaia e Taguatinga), serão beneficiadas pela obra.
O investimento compreende a digitalização do Sistema de Proteção, Controle e Automação da subestação, em conjunto com a modernização dos seus equipamentos – foram instalados e substituídos 447 equipamentos -, proporcionando mais qualidade na distribuição de energia e rapidez no restabelecimento de possíveis ocorrências.
“A modernização dos equipamentos e o aumento da oferta de energia das subestações é parte da missão da Neoenergia aqui no Distrito Federal. Todo nosso planejamento é pensado para proporcionar um atendimento cada vez melhor e uma rede mais robusta e confiável em toda a capital federal”, explica o diretor- superintendente Técnico da Neoenergia, Antônio Carlos Queiroz.
Próximas entregas – A Neoenergia segue com um cronograma de obras, além da modernização de outras subestações do Distrito Federal. Para 2024, a distribuidora atuará na ampliação da subestação São José, que atende a região de Planaltina, com a instalação de um segundo transformador, com potência de 12,5 MVA, além de novos alimentadores.
Também está prevista a ampliação da subestação Contagem, que atende a região de Sobradinho e Sobradinho II, com a instalação de um segundo transformador, com potência de 33 MVA. Já na subestação Ceilândia Norte será realizada uma ampliação, com a instalação de um terceiro transformador, com potência de 33 MVA, além da renovação de todo o setor de alta e média (alimentadores) tensão e digitalização do sistema de proteção, controle e automação da subestação. Só essas três obras representam um investimento de mais de R$ 60 milhões.
Fonte: Neoenergia Brasilia
Diversas
FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame
Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e desliquidável (sem salvação).
Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e se divulgam tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.
É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.
A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.
Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.
Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente — o do banco nota A —, “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.
Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.
Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.
O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência — onde todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente se atribuía: “Eu vim para confundir, não para explicar”.
Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos. Este fez sua parte, emitindo nada menos que trinta e oito alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.
Agora, os custos serão repartidos entre todos.
Até os beneficiários de fundos de pensão — que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo — serão forçados a engolir um naco de pizza podre.
Ainda bem que foi vetada a compra do Banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre; ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.
A crise mundial — na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido — revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.
Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique, de que não haveria chuva naquele dia.
O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.
Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.
Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.
Wagner Balera é Professor Titular de Direitos Humanos da PUC-SP e coordenador da Revista de Direitos Humanos da Editora LexMagister.
Informações para a imprensa e entrevistas: Gabriela Romão – RV Comunicação(11)97530-0029
Fotos – Divulgação
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