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Saúde

Síndrome de Down: a importância do diagnóstico ainda na gravidez

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Créditos: Deposhitphotos

A Síndrome de Down é uma jornada que, para muitos, começa com um diagnóstico. Essa descoberta, embora possa trazer desafios, é também o primeiro passo em direção a uma jornada de amor, aceitação e apoio. Por isso, a identificação precoce da condição é tão importante, para assegurar que a família e a criança recebam todo o suporte necessário.

 

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A geneticista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Rosenelle Araújo, explica que a Síndrome de Down tem relação com a alteração de quantidade do cromossomo 21. A maior parte dos indivíduos tem um par do cromossomo 21, mas, no caso de pessoas com a síndrome, são identificados três cromossomos 21, o que também é conhecido como trissomia. Segundo estimativas, a condição acontece em um a cada 700 nascimentos.

 

A condição afeta indivíduos desde o período intrauterino e pode ser detectada antes mesmo do nascimento, por meio de exames realizados durante a gestação, o que possibilita à família se antecipar ao nascimento do filho e se estruturar para assegurar todo apoio necessário à criança. A identificação precoce pode ocorrer no pré-natal auxiliada por exames de triagem, como a transluscência nucal e dos testes não invasivos de pré-natal (NIPT).

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Durante o ultrassom do primeiro trimestre, que ocorre entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, é realizado o exame de ecografia obstétrica com objetivo de medir a espessura da dobra na nuca do feto, pois certas condições (como síndromes cromossômicas, gênicas e anomalias cardíacas) tendem a causar acúmulo de líquido nessa região, alterando as medidas, sendo útil para rastreamento de alterações que podem levar a repercussões à saúde da criança.

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Por outro lado, o NIPT é um exame de triagem para auxiliar na investigação das alterações cromossômicas mais prevalentes através da análise de fragmentos de DNA oriundos da placenta, que podem ser identificados no sangue da mãe. Como ressalta a geneticista, uma grande vantagem desse teste é que ele não é invasivo. É especialmente recomendado para rastrear alterações cromossômicas como a Síndrome de Down (Trissomia do cromossomo 21), Síndrome de Patau (Trissomia do cromossomo 18) e Síndrome de Edwards (Trissomia do cromossomo 13), e sempre deve ser confirmado por exames diagnósticos em caso de alterações.

 

Segundo Rosenelle, caso exista uma suspeita (por alteração nos exames de triagem elencados acima), um dos exames que pode ser realizado para confirmar o diagnóstico de Síndrome de Down é o cariótipo do líquido amniótico, que pode ser feito entre a 15ª e a 24ª semana de gravidez. Trata-se de um exame invasivo e a coleta da amostra é realizada por um médico. “De acordo com a literatura, o risco de perda fetal é de 0,1 a 0,3%. O especialista, orientado pela ultrassonografia, coleta uma quantidade específica de líquido amniótico a fim de não prejudicar o feto. Em seguida, a amostra coletada pode ser destinada ao exame indicado, que pode ser o cariótipo ou outro método, conforme a hipótese diagnóstica”, explicou.

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Outra opção de exame é a análise cromossômica por microarray. Este procedimento mais complexo utiliza uma técnica que possibilita a identificação de alterações no número de cópias em várias regiões cromossômicas ao mesmo tempo, a partir de uma amostra de sangue. “Com ele, é possível detectar alterações cromossômicas com dimensões menores do que as alterações identificáveis pelo cariótipo”, destaca Rosenelle.

 

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Segundo a geneticista, para garantir todos os cuidados necessários durante a gravidez, as futuras mães devem manter-se atentas ao pré-natal. O acompanhamento do desenvolvimento da gestação deve ser feito por profissionais especializados, incluindo consultas regulares e exames complementares adicionais.

 

Após o nascimento, o diagnóstico da Síndrome de Down é confirmado por meio do exame do cariótipo (análise dos cromossomos), dessa vez, realizado a partir de amostra de sangue da criança. O exame também traz informações para a avaliação do risco de recorrência da condição em outros filhos do casal. Esse exame é geralmente realizado nos casos em que o diagnóstico não foi estabelecido durante o pré-natal.

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Exames para pré-natal completo

 

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Além da possibilidade de realização de exames genéticos, outros testes laboratoriais são primordiais para o acompanhamento pré-natal da saúde do bebê, como: hemograma, glicemia, teste de tolerância à glicose, tipagem sanguínea, sorologias (para sífilis, citomegalovírus, rubéola, toxoplasmose, hepatites B e C e HIV), teste de Coombs Indireto e exames de urina.

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Saúde

Sintoma comum, tontura pode indicar diferentes doenças e exige investigação

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Campanha nacional, de 20 a 26 de abril, destaca a importância de avaliar o quadro e seus sinais associados; especialista alerta para situações que exigem atendimento médico imediato

 

Você já sentiu tontura ou conhece alguém que tenha passado por isso? Apesar de comum, esse sintoma pode esconder condições importantes e merece atenção. Entre os dias 20 e 26 de abril, a Semana da Tontura 2026, promovida pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e pela Academia Brasileira de Otoneurologia (ABON), reforça o alerta com o tema “Tontura é coisa séria: sabia que alterações no metabolismo também podem causar tontura?”. A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância de investigar corretamente esse sinal clínico.

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“Muita gente ainda encara como algo simples, mas existem situações que exigem avaliação imediata”, explica a Dra. Naiana Rocha Arcanjo, otorrinolaringologista e otoneurologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE). “Quando surge de forma súbita, intensa ou diferente do habitual, ou vem acompanhada de sintomas como fraqueza, dormência, dificuldade para falar, visão dupla, perda de consciência ou dor de cabeça forte, é fundamental procurar atendimento com urgência”, orienta.

Segundo a especialista, identificar a origem nem sempre é tarefa simples, já que diferentes sistemas do organismo podem estar envolvidos. “Nem sempre o problema está restrito ao labirinto. Sinais como alteração na coordenação, palpitações, sensação de desmaio ou episódios ligados ao estresse podem indicar causas neurológicas, cardíacas, metabólicas ou emocionais”, destaca. “Esses fatores podem inclusive se associar e exigir acompanhamento conjunto com outros profissionais”, completa.

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Para ajudar a população a compreender melhor, ela esclarece diferenças básicas entre termos frequentemente confundidos. “Tontura é um conceito amplo, que engloba várias sensações. Já a vertigem é quando há percepção de giro, enquanto o desequilíbrio está relacionado à dificuldade de se manter em pé ou caminhar”, explica.

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A tentativa de resolver o problema por conta própria é outro ponto de preocupação. “Um erro comum é usar medicamentos sem orientação, acreditando que tudo se resume à ‘labirintite’”, alerta. “Além disso, ignorar sinais associados ou buscar soluções na internet pode mascarar doenças e atrasar o tratamento adequado”, acrescenta.

Os impactos no cotidiano também são relevantes. “Sem o cuidado correto, há risco de quedas, fraturas e acidentes, especialmente entre pessoas mais velhas. Isso compromete diretamente a segurança e a qualidade de vida”, afirma.

Na prática clínica, a investigação envolve diferentes etapas. “O diagnóstico é feito a partir da história do paciente, exame físico e testes específicos. Em alguns casos, solicitamos audiometria, exames vestibulares, laboratoriais ou de imagem, mas nenhum deles, isoladamente, confirma a causa”, esclarece.
Há ainda influência direta dos hábitos diários. “Estresse, ansiedade, noites mal dormidas, alimentação inadequada, sedentarismo e consumo excessivo de cafeína ou álcool podem desencadear ou agravar os episódios”, ressalta.

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Entre idosos, a atenção deve ser redobrada. “Existe um declínio natural do equilíbrio, além do uso de múltiplos medicamentos e presença de doenças associadas. Por isso, qualquer episódio precisa ser valorizado para evitar complicações mais graves”, pontua.

As possibilidades terapêuticas variam conforme o diagnóstico. “Podemos utilizar medicamentos, realizar manobras específicas, indicar reabilitação vestibular e orientar mudanças no estilo de vida. Tudo depende da causa identificada”, afirma.

Como mensagem central da campanha, a especialista reforça a importância da conscientização. “Tontura tem causa, diagnóstico e tratamento. O mais importante é não banalizar, evitar automedicação e buscar avaliação adequada”, finaliza a Dra. Naiana Rocha Arcanjo.

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Crédito: Imagem de freepik

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