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Saúde

DF fortalece vigilância epidemiológica hospitalar contra surtos e epidemias

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Parceria entre Secretaria de Saúde e Escola de Governo prepara servidores da rede pública sobre registro de dados de doenças e análise das estatísticas

Por Agência Brasília* | Edição: Débora Cronemberger

O Distrito Federal fortaleceu a vigilância epidemiológica hospitalar para responder a surtos, epidemias e eventos inusitados, como a chegada de doenças raras ou condições causadas por questões climáticas. Quase 20 servidores da Secretaria de Saúde (SES-DF) concluíram, nesta quinta-feira (21), o Curso de Elaboração de Comunicados Epidemiológicos. A iniciativa, realizada em parceria com a Escola de Governo (Egov), busca aprimorar o trabalho da Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Distrito Federal (Reveh-DF). A solenidade de encerramento ocorreu no campus do Centro Universitário UDF, na Asa Sul.

Parceria entre Secretaria de Saúde e Escola de Governo assegura uma formação especializada aos servidores | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF

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Ao longo de três meses, os servidores foram treinados sobre o registro de dados de doenças, análise das estatísticas e elaboração de documentos que servem de alerta para a detecção de alguma nova doença ou de aumento do número de casos. “Muito mais que um aprendizado, esse curso traz a resposta a uma demanda da sociedade”, afirma o subsecretário de Vigilância à Saúde, Fabiano dos Anjos.

Lotados em hospitais da rede da SES-DF, os profissionais capacitados terão a responsabilidade de coletar dados sobre doenças, fazer a análise dos levantamentos e, de forma conjunta, elaborar boletins epidemiológicos. Esses documentos auxiliam gestores a tomar medidas em casos de surtos ou epidemias, por exemplo.

Entre os 18 participantes, a enfermeira Fernanda Cristina de Freitas destaca a praticidade da formação, que abordou desde a coleta de dados até a elaboração de boletins epidemiológicos. “Esse curso me deu um preparo melhor sobre como utilizar os dados de forma prática”, explica. Em 2025, ela estará na linha de frente do monitoramento das doenças respiratórias infantis no Hospital Materno-Infantil de Brasília (Hmib), onde é lotada.

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O representante da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh) do Ministério da Saúde, Silvanei Gonçalves, ressalta que o trabalho realizado na capital federal serve de exemplo para os estados. “O DF é protagonista, é a vanguarda na vigilância”, diz.

Formação

A diretora-executiva da Egov, Juliana Tolentino, participou da cerimônia de encerramento do curso e destacou a capacidade do Governo do Distrito Federal de qualificar os servidores conforme as necessidades. “Hoje nós conseguimos fechar cursos e turmas bem específicas, para que possamos atender cada vez melhor a população”, comemora.

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*Com informações da SES-DF

Fonte: Agência Brasilia
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Saúde

Banho muito quente pode prejudicar a pele e afetar a pressão arterial

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Especialista do IgesDF orienta sobre cuidados para evitar ressecamento, crises alérgicas e outros desconfortos comuns nesta época do ano.
Por Jurana Lopes
Frio, banho muito quente e pele ressecada costumam andar juntos nesta época do ano. O que poucos sabem é que a água em temperaturas elevadas também pode agravar doenças dermatológicas e provocar alterações na pressão arterial. Para evitar esses problemas, especialista do Instituto de Festão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) orienta sobre hábitos simples que ajudam a proteger a saúde durante o inverno.
A pele conta com uma barreira natural que ajuda a manter a hidratação e protege o organismo contra agentes externos. Quando submetida à água muito quente, essa camada protetora é removida com mais facilidade, deixando o tecido mais sensível e vulnerável. Os efeitos costumam aparecer rapidamente, com sintomas como coceira, descamação, ardência e aspecto esbranquiçado.
A alergista e imunologista do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), Danubia Michetti Sasaki, explica que o calor excessivo remove a camada lipídica responsável pela proteção natural da pele.
“Os banhos quentes e prolongados estão entre os principais gatilhos para crises de dermatite atópica e episódios de coceira intensa. O ideal é optar por banhos rápidos, com água morna, além de utilizar sabonetes adequados e manter a pele bem hidratada”, orienta.
O ressecamento intenso também pode causar pequenas rachaduras, facilitando a entrada de bactérias e fungos e aumentando o risco de infecções. Pessoas com doenças dermatológicas, como dermatite atópica, psoríase e alergias cutâneas, costumam sofrer ainda mais com esses efeitos.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a dermatite atópica, doença crônica que provoca inflamação e ressecamento da pele, afeta até uma em cada cinco crianças e cerca de 3% dos adultos brasileiros. Nessa época do ano, os sintomas tendem a se intensificar, principalmente em razão dos banhos quentes e demorados.
Os efeitos não ficam apenas na pele
Os riscos dos banhos muito quentes não se limitam à saúde dermatológica. A água em temperatura elevada faz os vasos sanguíneos se dilatarem, fenômeno conhecido como vasodilatação. Essa reação pode provocar queda da pressão arterial e aumento dos batimentos cardíacos.
“Essa alteração pode provocar tontura, sensação de fraqueza, mal-estar e até desmaios, principalmente em idosos e pessoas com pressão naturalmente baixa. Além disso, o choque térmico ao sair de um ambiente aquecido para outro mais frio pode elevar a pressão arterial de forma repentina”, alerta Danubia.
Para reduzir os riscos, a especialista recomenda que os banhos tenham duração máxima de dez minutos e sejam realizados com água morna, próxima à temperatura corporal. O uso de sabonetes também deve ser moderado, concentrando-se principalmente nas axilas, pés e região íntima.
Segundo a médica, medidas simples podem contribuir para a prevenção de problemas de saúde nos meses mais frios.
“O banho faz parte dos cuidados diários com a saúde. Ajustar a temperatura da água, evitar longos períodos sob o chuveiro e manter a hidratação adequada são medidas simples que ajudam a prevenir desconfortos e complicações nesta época do ano”, destaca.
Cuidados simples ajudam a proteger a saúde no inverno
  • Prefira banhos mornos e rápidos;
  • Evite o uso excessivo de sabonetes, especialmente os muito perfumados;
  • Aplique hidratante logo após o banho;
  • Mantenha a ingestão de água ao longo do dia, mesmo sem sentir sede;
  • Evite esfregar a pele com força durante a secagem;
  • Redobre a atenção com crianças, idosos e pessoas que convivem com doenças dermatológicas.
Pessoas que apresentarem coceira intensa, descamação, rachaduras na pele ou episódios frequentes de tontura e mal-estar devem procurar avaliação médica em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência. Após consulta e exames, caso haja necessidade, o paciente poderá ser encaminhado para atendimento especializado.
Fotos: Divulgação / IgesDF
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